Artigos "HOMILIA PASCAL DE SÃO JOÃO CRISÓSTOMO"
 
     Se houver alguém misericordioso e por Deus apaixonado, deixai-o participar deste claro e radiante festim.
     Se houver um servidor fiel e vigilante, deixai-o se rejubilar na alegria do seu Senhor.
     Se houver alguém que de jejuar tenha se fartado, deixai-o receber sua recompensa.
     Se houver alguém que desde a primeira hora tenha trabalhado, deixai-o hoje seu justo salário receber.
     Se houver alguém que à terceira hora tenha vindo, deixai-o, cheio de gratidão, festejar.
     Se houver alguém que à sexta hora tenha chegado, não permiti que dúvida alguma venha perturbá-lo, pois nada poderá perder.
     Se houver alguém que apenas à nona hora tenha se apresentado, deixai-o aproximar-se, que nenhum tipo de hesitação possa perturbá-lo.
     Se houver alguém que somente à undécima hora tenha chegado, não permiti que sinta receio por sua lentidão.
 
  Pois o Mestre é generoso e recebe o último, assim como o primeiro.
Ele acalma quem chega na undécima hora e quem, desde a primeira hora, trabalha.
     É misericordioso para com os últimos e dadivoso para com os primeiros.
     A uns provê e, a outros, mostra a sua Bondade.
     Recebe os trabalhos e acolhe as intenções.
     Enobrece os atos e elogia os propósitos.
     Entrai, pois, todos vós na alegria do Senhor e deixai-vos participar da recompensa; os primeiros, assim como os que vieram depois.
     Ricos e pobres, dançai entre vós.
     Os que jejuaram e os que não jejuaram.
     Rejubilai-vos hoje. A mesa está posta com muita abundância: servi-vos todos suntuosamente.
     O Cordeiro é amplo: não permiti que alguém fique faminto.
     Deixai vir todos ao banquete da Fé.
     Das riquezas da bondade, deixai todos participar.
     Que alguém se lamente de sua pobreza, não permiti: pois o Reino a todos foi revelado.
     Que alguém chore por seus pecados, não deixai: pois o perdão despontou da tumba (e todos os pecados foram sepultados).
     Não deixai que alguém sinta medo da morte, pois a morte do Salvador a todos nos libertou.
 
     Ele venceu a morte, Aquele que fora por ela subjugado.
     Despojou os infernos, Aquele que aos infernos descera.
     O inferno foi por ele amargurado, ao sentir o gosto de sua carne, e Isaías já o havia antecipado:
     "O inferno foi amargurado ao ser com Ele face a face deparado".
     Amargurado, pois foi por Ele esvaziado.
     Amargurado, pois foi por Ele zombado.
     Amargurado, pois foi por Ele esquartejado.
     Amargurado, pois foi por Ele espoliado.
     Amargurado, pois foi por Ele aguilhoado.
 
     O inferno recebeu um corpo e foi por Deus visitado.
     Recebeu a terra e foi com o Céu confrontado.
     Recebeu aquilo que via e desmoronou pelo que não via.
 
     Ó, morte, onde está teu veneno?
     Ó, inferno, onde está tua vitória?
 
     Cristo foi elevado e tu foste rebaixado.
     Cristo foi elevado e os demônios precipitados.
     Cristo foi elevado e os anjos se rejubilaram.
     Cristo foi elevado e a vida foi libertada.
     Cristo foi elevado e não há nenhum morto na sepultura.
 
     Pois Cristo, ressuscitado dos mortos, tornou-se primícias daqueles que já adormeceram.
     A Ele o poder e a glória, pelos séculos dos séculos. Amém.
 
(O Pe. Márcio falou numa de suas homilias da beleza dos oradores antigos, mas não admira: ele estava citando este São João, que por falar palavras tão belas era chamado de Crisóstomo, que significa “boca de ouro”.  
 
José Carlos Brandão – Pastoral da Família)

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TEMPO DE ESPIRITUALIDADE"
 
Caros irmãos e irmãs, estamos, passo a passo, retornando nossas atividades neste ano de 2011. É importante estarmos sempre à disposição para trabalhar para o Reino de Deus. Isto exige de nós, um estado permanente de oração, que leva ao aprofundamento do nosso espiritual.
Cada cristão é chamado a anunciar o Reino de Deus e levar a todos a Boa-Nova do Evangelho. “Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, e do filho, e do Espírito Santo”. Mt 28,19. Todos nós, como batizados, devemos ter este espírito missionário de busca, de resgate dos nossos irmãos e irmãs que, muitas vezes, se encontram perdidos, ou seja, fora do caminho de Cristo que leva à salvação.
Para sermos autênticos cristãos, devemos sempre cultivar e preparar a nossa vivência espiritual, pois são os desafios que enfrentamos no nosso dia a dia, a cada momento, somos colocados à prova, pois o mundo de hoje nos apresenta caminhos muitos sedutores, que nos afastam de nossas famílias, de nossa realidade cristã.
Também, não podemos nos acovardar; somos revestidos da graça de Deus pelo Batismo e isso nos fortalece, para lutarmos contra as forças do mal que querem, muitas vezes, nos destruir, através da mentira, falsidade, ciúmes, irritações, traições, entre outros. Temos que buscar na palavra de Deus e na Eucaristia a vivência plena de Cristo e combater o bom combate de que o Apostolo Paulo nos fala, na 2Tm 4,7. O cristão não deve esmorecer, ter medo de caminhar, Cristo é a nossa luz. Jesus veio ao mundo para iluminar nossos caminhos e banir as trevas da escuridão que nos atrapalham de viver o amor pleno de Deus em nós e de sermos transmissores desse amor ao nosso próximo e à nossa família.
Quero deixar o meu abraço amigo e fraterno à querida Comunidade de Santa Teresinha, onde fiquei por um ano e dois meses, como responsável desta Paróquia. Louvado seja Deus por tudo que vivenciamos juntos, durante esse período; e o mais importante é a amizade que fica entre nós. Agradeço ao amigo e irmão no sacerdócio Pe. Márcio Cattache que muito me ajudou nesse período de convivência na Paróquia Santa Teresinha. E dou as boas vindas ao amigo Pe. Rubens Miraglia Zani, nomeado novo Administrador da Paróquia de Santa Teresinha; muita luz e paz nessa sua nova missão.
 
Pe. Marcos Eduardo Pavan
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BEM-VINDO 2011!"
 
Irmãos e irmãs, estamos iniciando mais um ano! Que Deus nos conceda começar com a sua graça, em nossas vidas. Não sabemos o que vem pela frente, os obstáculos que teremos que enfrentar, porem tenho certeza de que iremos vivenciar momentos significativos em nossa caminhada de vida. O importante é que confiemos na mão de Deus que vai nos conduzir, porque Ele é Pai e jamais nos desampara, pois somos seus filhos e filhas. Cabe a cada um de nós colocar amor em tudo aquilo que fizermos.
Em nossa Comunidade, tem início todo um ano de trabalho, movidos pelo Espírito Santo e vamos, com firmeza, vontade e ânimo, mover as nossas pastorais, movimentos e ministérios. Não podemos desanimar, temos que evangelizar e somente uma comunidade unida pode fazer isso. Temos muitos talentos e devemos colocar em prática os dons que Deus nos concedeu.
Também, o ano que se inicia é uma oportunidade de aperfeiçoamento, transformando cada vez mais nossos sentimentos, pensamentos e atitudes, jamais desistindo do ideal cristão de fazer o bem. Quais serão nossas prioridades? O sucesso financeiro, pessoal? Confiemos em aquele que nos dá inteligência e vontade e busquemos, em primeiro lugar, o Reino de Deus.
Não nos cansemos e não nos estressemos à toa! Vamos viver este ano contando com a proteção de Deus e o auxilio de Nossa Senhora, nossa Mãe Maria. Quero transmitir a todos, de coração, um feliz e abençoado 2011!!!!
    
Pe. Marcos Eduardo Pavan

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NATAL: TEMPO DE PAZ E AGRADECIMENTO"
 
Caros irmãos e irmãs, é dezembro, é Natal o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. A alegria toma conta de nossos corações, pois vamos comemorar intensamente a vinda do Príncipe da paz em nosso meio.
Dentro do calendário litúrgico da Igreja, inicia-se o tempo do Advento, período em que devemos nos preparar espiritualmente para comemorar o nascimento de Cristo. O tempo do Advento nos convida para uma revisão de vida; isto envolve nossa conduta, palavras, gestos e ações. A vivência do Natal nos convida a praticarmos, a paz, o amor, a fraternidade e a partilha. Deve ser um momento de conversão, de acolhimento ao Menino Deus em nossos corações, em nossas famílias e comunidades.
Natal é tempo de perdão, não existe Natal sem perdão, sem misericórdia para com o nosso próximo; temos que aproveitar este período forte de espiritualidade e aprofundamento na fé, que é o Natal, para colocarmos em pratica aquilo que professamos. Devemos aproveitar este período para agradecer pelo ano que termina, tudo o que Deus fez de bom em nossas vidas, a graça de Deus no nosso dia a dia, durante este ano de 2009, entre alegrias e tristezas, crescemos e fortificamos nossa fé.
Neste tempo do Natal, também temos que tomar cuidado com o apelo comercial que, muitas vezes, nos envolve; não podemos esquecer que o aniversariante principal é Jesus Cristo. Porém, não é proibido darmos presentes, levar solidariedade a quem precisa, estarmos com nossas famílias, parentes e amigos. E por falar em família: tenho percebido um afastamento entre nossos familiares, muitas vezes, provocado pela correria do dia a dia ou mesmo por motivos sentimentais de discussões, falta de paciência, de diálogo entre nossas famílias. Aproveite o tempo do Natal para reconciliação, para o perdão e unidade, lembre-se de que o Natal nos convida a oração em família.
Com tudo isto, só temos que agradecer a Deus por mais um ano. Faço meu agradecimento particular, por completar no próximo dia 16/12, cinco anos de vida sacerdotal. Dois anos como Pároco de nossa querida Catedral, 1 ano como Administrador Paroquial de nossa querida Paróquia de Santa Teresinha, onde conseguimos nossa meta de desenterditar a nossa Igreja, nosso templo, para que a Comunidade voltasse a celebrar no espaço religioso que sempre foi de direito. Agradeço aos meus colaboradores diretos, vigários paroquiais, Pe. Marcio e Pe. Gustavo (Santa Teresinha). Ao Frei Moacir que nos ajudou nesse curto período aqui, em nossa Catedral e também, na Santa Teresinha, deixando seu carinho e seu ardor missionário e zelo eucarístico para todos nós e que, agora, irá exercer seu ministério na Paróquia do Beato José de Anchieta, no Mary Dota.
Quero dar as boas-vindas ao Pe. Gustavo Natividade, como vigário Paroquial da Santa Teresinha e que irá colaborar de forma positiva e amiga em nossas pastorais e movimentos.
Por ultimo, ao amigo Pe. Carlos Sanches, que durante 2 anos foi meu colaborador direto na Catedral, Vigário Paroquial, capelão do Colégio São José e, também, ajudando na Paróquia de Santa Teresinha e que agora está nomeado administrador paroquial da Paróquia Santa Teresinha de Paulistânia. Deus lhe pague, Pe. Carlos, pelo seu carinho, amor e dedicação. Que Deus abençoe o seu sacerdócio e sua nova missão e conte com nossas orações.
Também meus agradecimentos aos funcionários da Catedral e de Santa Teresinha, pela dedicação e zelo, aos patrocinadores dos nossos informativos que durante todo o ano colaboraram conosco; ao CPP e CAP, pelo carinho e solidariedade nas questões pastorais e administrativas, enfim a todas as pastorais, movimentos, ministérios e todo o povo de Deus que formam a base de sustentação de nossa Catedral do Divino Espirito Santo e de nossa Paróquia de Santa Teresinha.
Deus abençoe a todos!!!!!
E um Feliz Natal e abençoado 2011!!!!
 
Pe Marcos Eduardo Pavan – Administrador Paroquial

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ASSEMBLEIA DAS IGREJAS 2010"
 
Caros irmãos e irmãs, aconteceu de 15 a 17 de outubro, em Itaici – SP, a 32ª Assembleia das Igrejas Particulares do Estado de São Paulo, que corresponde às 41 Dioceses deste mesmo Estado. Esta Assembleia teve como tema central, A Missão Continental. Você pode estar se perguntando: Mas o mês das missões já passou, foi outubro? Sem dúvida, porém o tema é pertinente e ecoa para todas as Dioceses à luz do Documento de Aparecida (DA), a necessidade de uma Igreja em “Estado permanente de Missão” - DA 213 e 551.
O objetivo principal da missão continental é: “Abrir-se ao impulso do Espírito Santo para promover a consciência e a ação missionária permanente dos discípulos, mediante a Missão Continental”, cf. CELAM 2008, A Missão Continental, pg 35.
Então, caros irmãos e irmãs, isto abre para nós, um campo vasto de missão guiado pelo Espírito Santo, pelas palavras do Santo Evangelho. A Missão Continental nos convida a nos empenharmos para uma Igreja toda missionária, em todo nosso continente, nossos países latinos americanos, todas as Dioceses e paróquias, ou seja, um Continente em Missão. Não se trata de missão Ad Gentes e, sim, uma missão voltada para nós, para nossas realidades, à nossa vivência pastoral e o Documento de Aparecida fala dessa conversão pastoral, voltada para a Missão, que deve afetar todo nosso modo de agir, pensar e organizar a nossa Pastoral como um todo.
Também, destacou-se a importância do fortalecimento dos nossos COMIDIS (Conselho Missionário Diocesanos) e COMIPAS (Conselho Missionário Paroquiais), como comissões incentivadoras, formadoras e orantes para nossos missionários.
A missão deve levar a todos, a Palavra de Deus, estar bem próxima de nós. E, como batizados e batizadas em Jesus, temos este compromisso, primeiramente de uma conversão pastoral, visando a Missão em nossos corações; em seguida, às Missões em nossas famílias, no meio social em que vivemos nas nossas Dioceses, Estados e em nosso País, para, em seguida, a Missão além fronteiras. É um despertar missionário gradativo, onde devemos aprofundar nossa espiritualidade, nossa fé para “contagiarmos” com a Boa-Nova do Reino a todos os povos, raças e nações.
Neste mês de novembro, vamos refletir também, sobre aqueles que já partiram deste mundo, lembrando sempre das palavras confortantes de Jesus para nós. “Não fique perturbado os corações de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. Existem muitas moradas na casa de meu Pai”. Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais, como podemos conhecer o caminho?” Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai se não por mim” Jo 14,1-2.5-6. Jesus se revela como aquele que nos leva até a morada do Pai, trazendo um sentimento de esperança que alenta a cada um de nós e traz a confiança no Cristo Ressuscitado e seu seguimento de salvação.
Meus amigos e amigas: vivenciemos o amor de Deus em nossas vidas, busquemos a unidade e o fortalecimento do seu Reino em nossas Comunidades, sejamos missionários da paz e da concórdia.
Assim seja AMÉM!!!
 
Pe. Marcos Eduardo Pavan – Administrador Paroquial

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"IGREJA MISSIONÁRIA
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Mês de outubro, a Igreja no Brasil, através da CNBB nos convida a refletir sobre as missões. Todas as Paróquias, pastorais, movimentos e ministérios devem se voltar para uma Igreja missionária, ou seja, levar a todos a Boa-Nova de Jesus Cristo. O próprio Cristo nos fala, temos que ser “Sal da terra” (Mt. 5,13) e “Luz do Mundo”(Mt. 5,14), anunciar a todos o Reino de Deus. O Documento de Aparecida ressalta a importância de uma Igreja em “Estado permanente de missão” (DA. 213 e 551) para que isso aconteça deve haver uma comunhão plena em nossas comunidades. Essa comunhão deve estar fundamentada na Eucaristia e na Palavra de Deus, fontes fundamentais de nossa fé.
Hoje, nos deparamos com inúmeros desafios para o desenvolvimento de nossa missão de anunciar o Cristo Ressuscitado. O mundo securalizado onde impera a lógica do capitalismo que culmina, no individualismo no relativismo, no domínio sobre o mais fraco através do dinheiro. Parece tudo isso a principio um gigante que não pode ser vencido, porem, não podemos desanimar, temos que levar adiante o plano de Deus, de vida para todos “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham abundancia” (Jo 10,10). A Palavra de Deus é libertadora e deve levar a todos, o ânimo, a coragem, a alegria de uma vida nova refeita pelo poder de Deus. Tenho a convicção que temos que ser uma Igreja de conversão. Basta de sermos Igreja de tradição ou de cristandade onde o que importava era influencia da Igreja nos seguimentos da sociedade. Hoje, a Igreja também deve buscar esta ação junto à sociedade, mas levando sempre em primeiro lugar o testemunho cristão à demonstração de uma fé viva e única em Jesus Cristo Nosso Salvador.
O Documento de Aparecida é muito claro para nós “Não podemos deixar de aproveitar exata hora de graça. Necessitamos de um novo Pentecostes! Necessitamos sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo” (DA. 548).
Caros irmãos e irmãs, ao falar de Igreja missionária não podemos nos esquecer de Maria, discípula e missionária. O Documento de Aparecida relata: “Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários. Ela, da mesma forma como deu à luz o Salvador do mundo, trouxe o Evangelho à nossa América” (DA 269). Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil que comemoramos nesse mês de outubro interceda por nós, para sermos cada vez mais discípulos missionários de Jesus Cristo.
 
Pe. Marcos Eduardo Pavan – Administrador Paroquial

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PALAVRA DE DEUS: FONTE DE VIDA"
 
Irmãos e Irmãs, iniciamos o mês de setembro, mês em que a Igreja no Brasil nos convida a meditar sobre a Bíblia, a Palavra de Deus. Diz o documento de Aparecida (DA), no seu nº 102, que “Jesus é o Filho de Deus, a palavra feito carne” (cf Jo 1,14).
                    Quando Tomé, o Apostolo, indaga de Jesus: “Como podemos conhecer o caminho?”  (Jo 14,5), Jesus responde a Tomé e a todos nós, hoje: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”. (Jo 14,6). Esta provocação de Jesus realmente nos leva a refletir como anda a nossa caminhada de fé, espiritualidade, perante a Palavra de Deus. O próprio Cristo se coloca como Caminho, Verdade e Vida e é isto que devemos vivenciar em nossas vidas. A Palavra de Deus deve nos levar à conversão diária do nosso aprofundamento espiritual. É na palavra de Deus que encontramos a força, a coragem de continuarmos firmes em nossa fé.
                      Através da palavra de Deus, temos o contato íntimo com Deus, pois nos revela Jesus que afirmou: “Se vocês me conhecem, conhecerão também meu Pai” (Jo 14,7). Essa alegria, esse ardor missionário da presença de Deus em nossas vidas é que deve ser transmitido e anunciado a todos. Cristo foi o grande evangelizador enviado por Deus e, hoje, somos seus discípulos missionários, para anunciar a Boa-Nova a todos. Fonte de vida que devemos levar para toda a sociedade, para nossas famílias, trabalhos, escolas, para mostrar a dignidade que a Palavra de Deus nos apresenta. Os ensinamentos bíblicos nos revela o profundo respeito e amor para com a vida, para com o próximo; torna cada um de nós mais humano, sensível à realidade de nossos irmãos e irmãs, que passam por problemas, necessidades, que vivem, muitas vezes, uma realidade de exclusão. A Palavra de Deus se revela fonte de libertação, ou seja, tira a pessoa de uma situação de angústia, de interrogação, de tristeza e dor para uma nova vida voltada para Jesus.
                      Caros Irmãos e Irmãs, Jesus nos convoca a anunciar a Boa-Nova a todos; devemos dar exemplo da palavra de Deus que lemos, meditamos e aplicamos no nosso dia a dia, com todos que convivemos e, principalmente, em nossos dias atuais de tantos desencontros, onde tudo se volta para o ter, para o material, para as aparências. É neste contexto que somos chamados a evangelizar, a levar a todos o Verbo de Deus, que é o próprio Cristo, Palavra viva em nosso meio.   
   
Pe. Marcos Eduardo Pavan – Administrador Paroquial

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VOCACIONADOS AO AMOR DE DEUS"
 
Caros irmãos e irmãs, neste mês de agosto, temos muito que comemorar em nossa Paróquia de Santa Teresinha, em nossa Diocese, pois celebramos o mês vocacional, onde somos convidados a vivenciar a nossa primeira vocação: o dom de nossa vida, confiada a nós por Deus. Em seguida, a nossa vocação ao serviço, ao reino de Deus, cujo Pastor primeiro e único é Jesus Cristo.
          A vocação nos leva ao serviço e à caridade ao próximo. Este deve ser o nosso  objetivo principal: colocar a nossa vida ao trabalho de Deus. Uma vocação intimista, egoísta leva cada um ao fechamento em si mesmo, destruindo, então, a vocação de amor ao próximo. A vocação é, sem duvida, um dom de Deus em nossas vidas e isso nos leva a entender o seu imenso amor por nós, em uma relação de Pai para filhos e isso, confirma a nossa responsabilidade de vocacionados ao amor de Deus.
          Nesta caminhada evangelizadora, neste mês vocacional, rezemos por todos os Sacerdotes, para que se confirme em nós a vocação do serviço da caridade e fidelidade a todo povo de Deus. Rezemos pelos nossos pais, a quem Deus confiou a vocação da família para que sejam, a exemplo de São José, homens honrados justos e fieis em suas famílias. Rezemos pelos Religiosos a serviço da Igreja, que, na castidade e na pobreza, anunciam o Cristo aos pobres e excluídos. Rezemos por todos os Catequistas. Sintam-se os catequistas amparados pela nossa Comunidade. Os catequistas desempenham uma ação evangelizadora fundamental em nossas comunidades. Costumo dizer que são como formiguinhas que não aparecem, mas fazem um trabalho fundamental na vida da Comunidade: o de catequizar, levar ao catequizando o primeiro anúncio do Cristo Ressuscitado, a Boa Nova da salvação a todos.
          Enfim, irmãos e irmãs, formamos a Igreja do Cristo do amor, do serviço ao próximo. Todos nós, clero, leigos e leigas devemos valorizar nossa vocação, alicerçada no Batismo, onde somos chamados a sermos missionários de Cristo Salvador. 
 
Pe. Marcos Eduardo Pavan – Administrador Paroquial

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À LUZ DO XVI CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL"
 
Caros irmãos e irmãs, estamos vivenciando em nossas comunidades o ecoar do XVI Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Brasília, nossa Capital Federal. Com tema, “Eucaristia, pão da unidade dos discípulos e missionários”.  E o lema: “Fica conosco, Senhor!” do Evangelho de Lucas, Cap. 24,29. A igreja no Brasil se volta para o aprofundamento eucarístico, a vivência do Corpo e do Sangue de Cristo em nossas comunidades, pastorais, movimentos e ministérios.
                Em nossa vida, Jesus se apresenta como o Salvador, aquele que tira a divisão do mundo, se revela fonte de unidade e paz. E na sua presença eucarística, Jesus está junto de nós, vivendo plenamente essa unidade, redimindo a cada um de nos, fazendo-nos voltar para o nosso próximo, tendo em nossos corações a misericórdia de Deus.
                O lema do Congresso Eucarístico é muito denso na sua mensagem espiritual: “Fica conosco, Senhor” (Lc 24,29). Veja o que fala no Cap. III, pág. 59, do texto-base do XVI Congresso Eucarístico Nacional:
                 “Dirigimos a Jesus essa súplica como aqueles dois discípulos que partiram no domingo de Jerusalém, rumo a Emaús, após o trágico acontecimento da crucifixão e morte de Jesus. Sem saberem que Jesus ressuscitado caminhava com eles, explicando-lhes o sentido de tudo o que tinha acontecido, numa verdadeira ‘Liturgia da Palavra’, sentiram transformarem-se as trevas da desilusão em esperança luminosa, no profundo de seus corações. Ao chegarem ao destino de viagem, conta-nos Lucas, ‘Jesus simulou que ia mais adiante’ (Lc 24,28). Os discípulos, porém, insistiram, dizendo: ‘Permanece conosco, pois cai a tarde e o dia já declina’ (v.29).”
                   Podemos dizer também, em nossas orações no nosso dia – dia: “Fica conosco, Senhor, para o nosso alento, para sentirmos o seu poder em nós, sendo luz para o nosso caminho, força para a nossa fraqueza, animo para nossa tristeza. Fica conosco, Senhor! Pois somos fracos e pecadores, mas queremos, na sua Eucaristia, vivenciar o nosso arrependimento. Queremos mudar de atitude, sermos revestidos de sua graça, irmos ao encontro dos necessitados, excluídos e marginalizados. Fica conosco, Senhor, para sermos discípulos missionários de sua Palavra, que os nossos corações ardam e se revigorem com sua Eucaristia e possamos falar a todos de sua grandeza em nossas vidas, através da nossa conversão ao Cristo, pão e vivo decíduo de céu. AMEM!!!
 
Pe. Marcos Pavan – Administrador Paroquial

 
Artigos "ANO SACERDOTAL"
 
O ano sacerdotal
No último dia 11 de julho, comemorou-se, em toda a Igreja, a grande solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Em nossa Diocese, tal solenidade foi marcada pela missa de encerramento do Ano Sacerdotal, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, com a presença da grande maioria dos padres de nossa Diocese e grande número de fiéis. Este Ano Sacerdotal foi proclamado oficialmente pelo nosso Papa Bento XVI, em uma carta, do dia 16 de junho de 2009, com as seguintes palavras: “na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira, 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um ‘Ano Sacerdotal’, por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo. Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes, para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010. ‘O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus’: costumava dizer o Santo Cura d’Ars. Esta tocante afirmação permite-nos, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes, não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro, as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência”.
            São João Maria Vianney, falecido no ano de 1859, foi, sem dúvida, exemplo de zelo pastoral, de solidariedade, caridade e obediência. Sua incansável labuta pela evangelização baseava-se na consciência da importância de sua missão. Sabia ter recebido um dom inestimável que devia ser colocado À disposição do povo, com presteza.
            Este ano foi um convite à reflexão em toda Igreja, da sua grande missão evangelizadora e da importância dos ministros ordenados nesta mesma missão. Foi um chamado à intensificação nas orações pelos sacerdotes e vocacionados ao sacerdócio e à restauração do grande respeito do povo aos consagrados de Deus, pelo dom que lhes foi concedido. Ao mesmo tempo, foi uma exortação aos próprios sacerdotes, para que redobrem em amor pelo Cristo bom pastor, sumo e verdadeiro sacerdote, do qual somos testemunhas, e pelo povo, pelo qual somos responsáveis diante de Deus, como disse são Pedro: “sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho. Assim, quando aparecer o pastor supremo, recebereis a coroa imperecível da glória” (1Pd 5, 2-4).
Cristo, o sumo e eterno sacerdote
Mas o que vem a ser um sacerdote? Talvez a definição mais importante nos venha da carta aos Hebreus: “De fato, todo sumo sacerdote é tomado do meio do povo e representa o povo nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados” (Hb 5,1). O sumo sacerdote é o Cristo, a própria palavra de Deus Encarnada, que se oferece pelos nossos pecados. Mas todos nós, pelo batismo, somos chamados a participar da graça de Cristo. Assim, participamos do sacerdócio comum de todos os cristãos: “Mas vós sois a gente escolhida, o sacerdócio régio, a nação santa, o povo que ele conquistou, a fim de que proclameis os grandes feitos daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9). Isso quer dizer que todos nós temos o dom de nos dirigir a Deus, mas sempre, como dizemos na missa, por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Existe, contudo, um outro tipo de sacerdócio, que é o sacerdócio ordenado. “Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão aquele que foi chamado por Deus, como Aarão. Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo sacerdote. Atribuiu-lhe esta honra aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei” (Hb 5,4-5). Assim, para participar de maneira especial da missão do Cristo, a Igreja elege ministros que recebem o sacramento da ordem presbiteral, também chamada sacerdotal, para dedicarem-se de maneira exclusiva na distribuição dos dons sacramentais e na direção espiritual das comunidades. “A unção do Espírito Santo marca o presbítero comum com um caráter espiritual indelével, configura-o a Cristo sacerdote e o torna capaz de agir em Nome de Cristo Cabeça. Sendo cooperador da ordem episcopal, ele é consagrado para pregar o Evangelho, para celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia de que tira força o seu ministério, e para ser o pastor dos fiéis” (CCIC 328).
Um tesouro em potes de barro...
O Ano Sacerdotal encerra-se num momento de grande tristeza para a Igreja, que se vê manchada pelos erros de alguns de seus sacerdotes, envolvidos em graves escândalos.  A presença da graça de Cristo não exclui a fraqueza humana. Vale a pena lembrar o que disse São Paulo “Ora, trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós” (2Cor 4,7). Em carta aberta, enviada aos presbíteros, por ocasião da 48ª Assembléia Geral da CNBB, nossos bispos indicaram o caminho a seguir diante de tudo isso: “Amargura e sofrimento, confusão e, mesmo indignação, invadiram o íntimo de muitos cristãos e das pessoas que amam a justiça, a verdade e a coerência de vida. Com humildade, reconhecemos que estamos em tempo de purificação, recordando que, diante do pecado, nos são dados como remédios a conversão, o perdão e a reparação às vítimas; diante do crime, as penalidades da lei civil e canônica; e diante de patologias, adequadas terapias”.
“Onde se multiplica o pecado, a graça transborda” (Rm 5,20). O pecado do homem nunca superará a infinita bondade de Deus e o sacerdócio é e sempre será uma graça para os católicos. Vale lembrar que o Santo Cura D’Ars (assim chamado por causa do vilarejo onde trabalhou no pastoreio dos fiéis: Ars, no interior da França, com cerca de 250 habitantes), era homem de infinita humildade, mas sabia da urgência de sua missão, por isso afirma acerca do sacerdócio: “Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina. Oh !Como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia (...) Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…) Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu”.
Pastores segundo o coração de Deus
“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com inteligência e sabedoria” (Jr 3,15). Este foi o desejo de Deus e é de seu povo reunido em oração na solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Seguem as palavras do nosso Papa, na homilia de encerramento do Ano Sacerdotal, repletas de sabedoria e coerência: Juntos com a Igreja, queríamos novamente assinalar que esta vocação devemos pedi-la a Deus. Pedimos operários para a messe de Deus, mas este pedido a Deus é simultaneamente Deus que bate à porta do coração de jovens que se considerem capazes daquilo de que Deus os considera capazes. Era de se esperar que este novo resplendor do sacerdócio não fosse visto com agrado pelo “inimigo”; este teria preferido vê-lo desaparecer, para que, em definitivo, Deus fosse posto fora do mundo. (...) Se o Ano Sacerdotal devesse ser uma glorificação do nosso serviço humano pessoal, teria ficado arruinado com estas vicissitudes. Mas, para nós, tratava-se precisamente do contrário: sentir-se agradecidos pelo dom de Deus, dom que se esconde em “vasos de argila” e que sem cessar, através de toda a fraqueza humana, concretiza, neste mundo, o seu amor. Assim, consideramos tudo o que sucedeu como um serviço de purificação, um serviço que nos lança para o futuro e faz agradecer e amar muito mais o grande dom de Deus. Deste modo, o dom torna-se o compromisso de responder à coragem e à humildade de Deus com a nossa coragem e a nossa humildade”.
Fontes:
Carta da proclamação do Ano Sacerdotal, disponível em:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2009/documents/hf_ben-xvi_let_20090616_anno-sacerdotale_po.html
Carta da 48ª Assembleia da CNBB aos presbíteros, disponível em http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/notas-e-declaracoes/3338-carta-dos-bispos-aos-presbiteros
Homilia do papa bento XVI no encerramento do Ano Sacerdotal disponível em http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/notas-e-declaracoes/3338-carta-dos-bispos-aos-presbiteros
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC)
 
Pe. Marcio Cattache – Vigário Paroquial

 
Artigos "CORAÇÃO DE JESUS E COPA DO MUNDO 2010"
 
Queridos irmãos e irmãs em Cristo, mês de junho é o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, Coração este que jorra misericórdia. Coração de Jesus é também, a fonte do Sacerdócio. Vamos celebrar com grande júbilo, no dia 11, no Santuário do Sagrado Coração, o encerramento do Ano Sacerdotal. A missa será às 19h30, presidida por nosso bispo D. Caetano Ferrari e concelebrada por todos os padres de nossa diocese. Participe conosco. E como gesto concreto, será feito uma arrecadação no momento da coleta da missa, que será destinada às obras da Casa do Clero Cura D’Ars, que já está em fase de acabamento. Esta casa terá como objetivo oferecer aos padres oportunidade para reciclagem, estudo, recuperação da saúde, encontros diversos, que propiciem o crescimento humano, espiritual e pastoral.  A Casa do Clero fica no município de Arealva. Contamos com você.
Também no dia 11, teremos o início da Copa do Mundo 2010, que será sediada pela África do Sul. Você conhece o país da Copa? O mundo Ocidental descobriu a região no século XV, através dos navegadores portugueses que buscavam o caminho para as Índias. Desde essa data, o Continente Africano é marcado por “sangue, suor e lágrimas”, destacando o Apartheid (símbolo da discriminação racial do século XX). Atualmente, dois grandes problemas preocupam a África do Sul: a criminalidade e o avanço dos vírus HIV. Segundo a ONU, o país é o primeiro em assassinatos com armas de fogo. Além disso, calcula-se que haja cerca de 5 milhões de infectados pelo vírus HIV. Existe no país uma enorme diversidade étnica e, como consequência, numerosas línguas oficiais. A África do Sul possui a economia mais desenvolvida do continente. Sozinha, representa 25% do PIB da África. Quanto à pratica religiosa, 66,4% da população segue o cristianismo (a maioria é metodista, anglicana ou luterana); 1,3% é hinduísta; 1,1% islamita; 1,4% não tem filiação religiosa e 29,8% seguem outras religiões. E o catolicismo?
Até o fim do século XVIII, o catolicismo foi proibido no país. Só em 1880, o governo reconheceu a comunidade católica. No início, os maiores beneficiários da ação da Igreja eram os imigrantes europeus. As populações africanas usufruíram de pouco zelo por parte dos missionários. Os primeiros resultados positivos aos católicos se deram com a chegada dos missionários trapistas de Marianhill, em 1880. Importantes sinais de crescimento brotaram no século XX. A Igreja que, durante certo tempo era considerada “estrangeira”, hoje, acolhe cerca de 10% da população do país. Hoje, o que mais chama a atenção na Igreja da África do Sul, é seu aspecto missionário, com 39 congregações masculinas e 67 femininas, apesar das poucas vocações missionárias nativas (originárias do próprio continente africano). A maior parte dos missionários provém de outros países. Ressalve-se o enorme trabalho dos bispos para construir um clero cada vez mais nativo.
A Copa do mundo 2010 nos dá oportunidade para mais uma vez torcer pelo nosso futebol brasileiro e ao mesmo tempo rezar pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias e pela Igreja presente na África do Sul, de modo especial neste ano sacerdotal.
Aproveito para agradecer a Deus e a todos vocês pelo carinho que recebi desde o dia que cheguei nesta comunidade paroquial. Foi um tempo curto, mas com certeza foi o “tempo” de Deus. Agradeço também ao Padre Marcos e Padre Márcio pela nossa convivência e pela compreensão em muitos momentos. Estou sendo transferido para Paróquia São Judas Tadeu e São Dimas. Missa de posse: 05 de junho às 19h30. 
 
Oremos:
“Jesus Cristo, Vos dignastes mostrar Vosso amor e Vossa misericórdia nos santos pastores;
Dai a todos os sacerdotes, um coração manso e humilde para que nos revelem a Vossa misericórdia.
Nós Vos pedimos, Senhor:
Fortalecei os Vossos Sacerdotes! Amém”.
Santa Teresinha, rogai por nós.
A bênção de Deus,
Padre Giuliano Alamino - Vigário paroquial
 
Artigos "MÃEZINHA DO CÉU, ROGAI POR NÓS"
 
Queridos irmãos e irmãs em Cristo, iniciando o mês de maio, respiramos o suave perfume materno. Lembramos de nossas mães, as que estão junto conosco e aquelas que já estão junto de Deus, intercedendo por nós e de Maria Santíssima. Maria ocupa um lugar único junto aos santos, mais perto de Cristo e mais perto de nós. Por isso, podemos rezar para ela, contar com sua intercessão, pedir seu auxílio e entregar-nos em suas mãos. Maria é o límpido riacho dos santos, em cujas águas podemos nos banhar. A graça que Maria nos dá, não vem dela e ela nada segura para si. Tudo vem de Deus e para Deus volta. Qualquer oração a Maria nos coloca em sintonia com Deus mesmo: o Pai, o Filho e o Espírito, de modo especial, a oração do Santo Rosário. O Rosário, mesmo tendo uma expressão mariana, é uma oração cristológica. Nele, se concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio. Nele, ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora, iniciada no seu ventre virginal. Com ele, frequentamos a escola de Maria, para a contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, alcançamos a graça em abundância, como se a recebêssemos das mesmas mãos da Mãe do Redentor. 
Rezando o Rosário, configuramos nossa vida à de Cristo. Como nos diz Bartolo Longo, um beato de nossa Igreja: “Tal como dois amigos, que se encontram constantemente, costumam configurar-se até mesmo nos hábitos, assim também nós, conversando familiarmente com Jesus e a Virgem, ao meditar os mistérios do Rosário, vivendo unidos uma mesma vida pela Comunhão, podemos vir a ser, por quanto possível à nossa pequenez, semelhantes a Eles, e aprender destes supremos modelos, a vida humilde, pobre, escondida, paciente e perfeita”
Rezemos o Rosário diariamente e em nossa pequenez, carinhosamente cantemos: “Mãezinha do Céu, eu não sei rezar, eu só sei dizer, quero te amar. Azul é teu manto e branco é teu véu, mãezinha eu quero te ver lá no céu”.
Também neste mês, nos dias 13,14,15 e 16, acontecerá, em Brasília, o XVI Congresso Eucarístico Nacional: será uma grandiosa manifestação pública de fé, na presença real de Jesus Cristo, no Santíssimo Sacramento do altar. Nossa diocese estará representada por nosso Bispo, D. Caetano, padres e leigos. O Tema do Congresso será: “Eucaristia, Pão da Unidade dos discípulos missionários” e o lema: “Fica conosco, Senhor” (Lc 24,29)  
Jesus quis concretizar Sua presença, sob as espécies de pão e vinho, para que compreendêssemos que a Eucaristia, é Seu corpo que vem ser presença, remédio, cura, alimento e força para nós.
“Pois minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em mim, e eu nele” (Jo 6,55-56). Só comungando frequentemente e adorando Jesus no Santíssimo Sacramento, conseguiremos forças para prosseguir numa vida de santidade, assumindo nossa missão de transformar o mundo em Eucaristia.
Oremos:
“Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida,
no vigor do Espírito Santo, faze-nos teus discípulos missionários!
Com a humilde serva do Senhor, nossa mãe Aparecida, queremos ser:
Alegres no Caminho para a terra Prometida!
Corajosas testemunhas da Verdade libertadora!
Promotores da Vida em plenitude!
Fica conosco, Senhor! Amém”
Santa Teresinha, rogai por nós.
 
A bênção de Deus,
Especial às nossas mães!
 
Padre Giuliano Alamino - Vigário paroquial

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O TESTEMUNHO SUSCITA VOCAÇÕES"
 
Queridos irmãos e irmãs em Cristo, minha mensagem para este mês será uma síntese que fiz da mensagem do Santo Padre, para o 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado no IV Domingo da Páscoa – Domingo do Bom Pastor, a 25 de Abril.
O testemunho suscita vocações. De fato, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da ação gratuita de Deus, mas é favorecida também, pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já deram o seu “sim”, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder, com generosidade, ao apelo de Cristo. Por esta razão, desejo destacar três aspectos da vida do presbítero, que considero essenciais para um testemunho sacerdotal eficaz.
Amizade com Cristo. Se o sacerdote é o “homem de Deus”, que pertence a Deus e ajuda a conhecê-Lo e a amá-Lo, não pode deixar de cultivar uma profunda intimidade com Ele e permanecer no seu amor, reservando tempo para a escuta da sua Palavra. A oração é o primeiro testemunho que suscita vocações.
Dom total de si mesmo a Deus. A figura de Jesus que, na Última Ceia, Se levanta da mesa, depõe o manto, pega numa toalha, ata-a à cintura e Se inclina a lavar os pés dos Apóstolos, exprime o sentido de serviço e doação que caracterizou toda a sua vida, por obediência à vontade do Pai (cf. Jo 13,3-15). No seguimento de Jesus, cada pessoa chamada a uma vida de especial consagração, deve esforçar-se por testemunhar o dom total de si mesma a Deus. Daqui, brota a capacidade para se dar depois àqueles que a Providência lhe confia no ministério pastoral, com dedicação plena, contínua e fiel, e com alegria. A história de cada vocação cruza-se, quase sempre, com o testemunho de um sacerdote. É que a presença e a palavra de um padre são capazes de despertar interrogações e de conduzir mesmo a decisões definitivas.
Vivência da comunhão. Jesus indicou como sinal distintivo de quem deseja ser seu discípulo, a profunda comunhão no amor. De modo particular, o sacerdote deve ser um homem de comunhão, aberto a todos, capaz de fazer caminhar unido todo o rebanho que a bondade do Senhor lhe confiou, ajudando a superar divisões, sanar lacerações, aplanar contrastes e incompreensões, perdoar as ofensas. Os jovens, se virem os sacerdotes isolados e tristes, com certeza, não se sentirão encorajados a seguir o seu exemplo.
“A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal, – a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo fator de fecundidade vocacional” (ele cita João Paulo II).
Poderia afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contato com os sacerdotes, como se fossem uma espécie de patrimônio precioso, comunicado com a palavra, o exemplo e a existência inteira. Isto aplica-se também, à vida consagrada. A própria existência dos religiosos e religiosas fala do amor de Cristo, quando O seguem com plena fidelidade ao Evangelho e assumem com alegria os seus critérios de discernimento e conduta. Tornam-se “sinais de contradição” para o mundo, cuja lógica frequentemente é inspirada pelo materialismo, o egoísmo e o individualismo. A sua fidelidade e a força do seu testemunho, continuam a suscitar no ânimo de muitos jovens, o desejo de seguirem Cristo para sempre, de modo generoso e total.
Imitar Cristo casto, pobre e obediente e identificar-se com Ele: eis o ideal da vida consagrada, testemunho do primado absoluto de Deus na vida e na história dos homens. Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade.
Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio ‘sim’ a Deus e ao projeto de vida que Ele tem para cada um. Assim fez o Santo Cura d’Ars, que, no contato permanente com os seus paroquianos, ensinava, sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar.
Que esta mensagem possa oferecer, uma vez mais, preciosa ocasião para muitos jovens refletirem sobre a própria vocação, abrindo-se a ela com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde o mais pequenino gérmen de vocação no coração daqueles que o Senhor chama a segui-Lo mais de perto; faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda humanidade.”
 
Desejo a todos um frutuoso tempo pascal.
Santa Teresinha, rogai por nós.
 
A bênção de Deus,
 
Padre Giuliano Alamino - Vigário paroquial


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OUVIR E INTERPRETAR OS SINAIS DE DEUS"
 
Queridos paroquianos, estamos no mês de março, marcado fortemente este ano pelo tempo quaresmal. Mas quero destacar dentro deste período, um personagem muito especial dentro da História do Amor de Deus pela humanidade, o patrono de nossa Igreja.
Quando a providência divina escolhe alguém para uma graça particular, também dá à pessoa escolhida, todos os carismas necessários para o exercício de sua missão.
Isso se verificou de forma especial em São José, pai adotivo de Jesus e verdadeiro esposo de Maria. Ele foi escolhido por Deus Pai, para ser o guarda fiel e providente de seus maiores tesouros: O Filho de Deus e de Maria. José cumpriu com a máxima fidelidade a sua missão. Por sua proteção, se realizou a entrada de Cristo no mundo. “Se temos uma dívida para com a Virgem Maria por ter na anunciação do anjo, dado o seu sim e recebido a Cristo no seu ventre, assim também, depois dela, devemos a São José todo o nosso respeito e gratidão” (São Bernardino de Sena).
E o que São José nos ensina e nos fala para os tempos de hoje? A sua mensagem para nós é que independentemente do tempo e da época, precisamos ouvir e interpretar os sinais de Deus, a fim de que o seu plano de amor se concretize na nossa vida, na humanidade. Deus deu a José o dom de assumir, com docilidade e coragem, o que lhe foi revelado em sonho, embora ele, nos seus medos, já tivesse um projeto pessoal de abandonar Maria secretamente.
Mas eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e disse: “José, filho de Davi, não temas receber em sua casa Maria, tua esposa: o que foi gerado nela, provém do Espírito Santo. Ao despertar, José fez o que o anjo do Senhor lhes prescreveu. Acolheu em sua casa sua esposa” (Mt 1,19-23). Em nenhum momento, no Evangelho, nós vemos José retroceder na sua decisão do que lhe havia sido por Deus revelado.
Por mais absurdo que seja para muitos, Deus continua a agir na História. Em todos os tempos, Ele quer contar com homens e mulheres comuns, como nós, para colaborar com a sua obra de salvação e, como referências, sempre teremos José e Maria, para como eles, acreditarmos: “O que é impossível aos homens, é possível a Deus.
E para colaborar com sua obra de salvação, precisamos estar com o coração renovado, precisamos buscar a cada dia nossa conversão pessoal.
Vamos, pois, à confissão para pedir absolvição das nossas culpas, como quem pede uma esmola que está longe de merecer. A Confissão faz-nos participar da Paixão de Cristo e, pelos seus méritos, da sua Ressurreição. Sempre que recebemos este sacramento com as devidas disposições, opera-se na nossa alma um renascimento para a vida da graça, celebramos a Páscoa.
Para isso, vamos oferecer um momento especial de confissões, que será no dia 15 de março, a partir das 20h, aqui, em nossa Matriz. Teremos a colaboração dos vários padres de nossa região pastoral 1. Venha também, fazer a experiência da misericórdia infinita. E como gesto concreto, vamos fazer nossa economia proposta pela Campanha da Fraternidade deste ano. Vamos trazer nosso cofrinho nas celebrações do Domingo de Ramos, nos dias 27 e 28 deste mês.
 
Desejo a todos um frutuoso tempo quaresmal.
Santa Teresinha, rogai por nós.
São José, valei-nos.
 
Fraternalmente,
 
Padre Giuliano Alamino - Vigário paroquial

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VIVENDO MOMENTO NOVO"
 
Queridos irmãos e irmãs em Cristo, paroquianos e paroquianas de Santa Teresinha do Menino Jesus, é com alegria que pela primeira vez, escrevo o editorial deste Informativo, agora como vigário paroquial. Agradeço, desde já, o carinho e acolhida que recebi, juntamente com o Padre Marcos Pavan, novo Administrador Paroquial e o Pe. Marcio Catache, também vigário. Reuniremos nossos esforços para dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Pe. Romildo. Uma de nossas prioridades estará voltada a desinterditar a nossa igreja-templo, que já está em andamento, além de todo o trabalho pastoral e celebrativo já existente. E para isso, contamos com vocês. Gostaria de reforçar também, que todos os horários de missas, atendimentos, assim como todas as atividades paroquiais serão mantidos.
A Igreja se prepara mais uma vez para viver um tempo muito precioso, que é o Tempo da Quaresma, marcado pelo grande convite à conversão. A Quaresma não tem sentido se isolada da Páscoa. Na caminhada quaresmal, não vamos ao encontro do nada ou da morte, mas caminhamos para a ressurreição do Senhor e nossa. A Quaresma se inicia na Quarta-feira de Cinzas, marcada pela imposição das cinzas, símbolo da fragilidade e pequenez humanas. E dentro desse período, a Igreja realiza também, a Campanha da Fraternidade, que pretende ajudar a construir novas relações, apontando princípios de justiça, denunciando ameaças e violações da dignidade e dos direitos humanos, abrindo caminhos de solidariedade. A vida em fraternidade é expressão do Evangelho e testemunha a nossa condição de filhos e filhas de Deus. A fraternidade e a solidariedade suscitam uma sociedade em que todos se sintam como família, em paz, harmonia e segurança. O tema da CF 2010 será “Economia e vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24) e terá como objetivo geral colaborar na promoção de uma economia ambiental, sustentabilidade, empenho na superação da miséria e da fome e, de um modo geral, que se considere com atenção especial, a dignidade da pessoa e o respeito aos direitos humanos.
Que este seja realmente um tempo forte de reflexão acerca de nossa fé e vivência cristã.
Que Santa Teresinha interceda por todos nós neste momento novo vivido pela nossa Comunidade.
Fraternalmente,
 
Padre Giuliano Alamino - Vigário paroquial
 

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MAIS UM ANO DE HISTÓRIA QUE DEUS PREPARA NA MINHA VIDA"
 
É neste tempo, que devo pensar que vale a pena viver a oportunidade que Deus está me dando e fazer dessa chance, uma realidade de amor e fé. É para isso que Ele me dá essa graça de começar mais um ano.
Quando se começa um novo ano, todos pensam em dinheiro, em bens materiais, uma vida tranquila; tudo isso é bom e faz parte da nossa vida. O melhor é pensar em viver mais perto de Deus e fazer a vontade Dele.
Porque fazendo a vontade de Deus, o resto é consequência de um bom relacionamento com Ele. A vida sempre foi e é um presente de Deus e por isso, tem-se que viver bem e com muito amor.
Cada ano que se inicia, cria em nós uma esperança de melhora, de realização pessoal, de mais amor; tudo isso pode acontecer, se for trabalhado e com muito esforço para melhorar essa caminhada que se pretende fazer no dia-a-dia.
O ano é para todos nós uma realidade de vivência, no decorrer do tempo e que precisaria ser mais bem aproveitado, tanto nos relacionamentos como na vida profissional. É uma caminhada em busca, mas seria bom se essa busca fosse de ideais concretos, mais objetivos na vida pessoal e comunitária.
As realizações são satisfatórias, quando o ser humano se sente realizado no que faz e vive com mais tranqüilidade, também nas coisas que a vida nos oferece e buscando fazer bem feito aquilo que é proposto a viver.
Cada ano deve ser uma realidade de vida e fé, mas a vida é uma surpresa e a gente acaba vivendo mais a vida do que a fé na vida. O ano, muitas vezes, continua a mesma coisa que os outros anos que já passaram.
Quando se fala do novo ano, todos pensam em ter e no ser; isso faz parte do ser humano, mas tem muita gente sendo escravo de uma realidade que pode trazer complicações na vida do indivíduo e trazer sofrimento; o que vai dificultar a vida de fé.
Pensar num ano de história, é pensar numa caminhada de desejos e realizações. Sabemos que a vida é um jardim de rosas; tem sua beleza, mas também, tem seus espinhos. E é isso que dá sabor em viver.    
Já pensou se não existissem dificuldades na vida? Acho que seria uma vida sem vida; tudo sempre rosas e sem espinhos deve ser uma coisa chata viver assim, sem esperança de ter que melhorar. Tudo e todos acomodados, sem ter que pensar em nada.
O importante para se começar um ano, é refletir em como eu vivi o ano que passou. Tudo foi graça? Realizei o que esperava? Fiz o que deveria fazer para que tudo fosse bom e produtivo?
Depende de cada um, como vai passar o ano; não precisa ficar trocando cartas, vendo a sorte como está; isso não resolve, mas você pode fazer algo de bom para preencher o vazio que acaba ficando no coração, isso sim, é bom.
Busque ter uma vida mais tranquila. Não arrume dificuldades; elas aparecem, sem você procurar. Tem gente que procura e encontra algumas dificuldades bem pesadas.
Ter um bom ano, é trilhar um caminho de mais organização; buscar conviver com os espinhos que a vida nos oferece, fazendo deles rosas bonitas e perfumadas. O colorido e a luz na minha vida não é o outro que vai dar, sou eu mesmo. Eu é que tenho que lutar e descobrir que vale a pena ser bom e feliz. Ter consciência de que estou indo no caminho certo. Porque tem muita gente querendo apresentar caminhos para você, como se elas pudessem resolver sua vida. Quando precisar que alguém tire os espinhos do seu caminho, as marcas de sua vida, para poder caminhar livremente, procure um profissional para ajudá-lo e nesse profissional também, está lá o Padre para poder orientá-lo melhor.  
NÃO QUEIRA DEIXAR O ANO 2010 VIVER VOCÊ, MAS VIVA VOCÊ O ANO 2010.
Acredito que você vai ter um bom ano. Não precisa ver a sorte nem usar roupas brancas, amarelas e outras cores para ter sorte. A sorte já está com você, basta fazer tudo certo e terá um ano de muita paz, saúde e tranquilidade.
“O ser humano é feliz quando aceita os desafios da vida”. É realizado, quando tenta ser bom e ajuda as outras pessoas a serem boas também.
A todo  povo de Deus, um Feliz Ano de 2010, de muita paz e sucesso!!
                
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS E FIQUEM COM DEUS!  
 
PE.ROMILDO ALCEU
 
Artigos "EM BUSCA DO NATAL DO SENHOR JESUS CRISTO"
 
Estamos em busca dessa festa, quando todos deveriam ficar mais humanos e sensíveis para os acontecimentos de alegria e paz. É um tempo em que todos ficam pensando no encontro das famílias, dos amigos e também na vida com mais fraternidade.
            A humanidade fica mais colorida e mais iluminada com as luzes da esperança que se acendem no Natal. Não ficam iluminadas apenas as ruas das cidades, mas os corações humanos também ficam acesos para o amor e para a realização pessoal.
            O Natal só vai ter sentido se você realmente pensar em mudar sua vida para uma realidade mais sadia e feliz. O ser humano precisa encontrar o Menino que vai nascer e que ainda não é conhecido como deveria ser.
            Essa Festa deveria ser uma Festa mais religiosa, mais cristã nas famílias e com os amigos. A vida deve ser bem valorizada com a Festa Deste aniversariante especial.
            Natal é um tempo para acender as luzes da vida e deixá-la iluminar ao seu redor e também no seu coração, enchendo-o de amor e paz. Assim, o ser humano poderá ser mais tranqüilo, com o Natal.
            Não quero ser um Natal de referência, mas ser uma referência para esse Natal, tentando ser uma manjedoura de palhas fofíssimas para Aquele que vem, para que Ele seja bem acolhido e viva bem no aconchego deste coração pobre de pecador, mas acolhedor.
            O Menino Deus que nasce não quer um castelo de luxo, mas sim uma cocheira que sirva para alimentar aqueles que precisam viver uma realidade com mais humanidade e mais cristã.
            O ser humano precisa se encontrar mais com Este Menino que vem para fazer a humanidade mais justa e santa. O homem e a mulher precisam sentir, valorizar e render graças ao bom Deus por celebrarmos o Nascimento Deste que vem ao mundo para trazer paz e esperança de uma vida melhor.
            No tempo de Natal as pessoas fazem compras e festas para se sentirem bem e se sentem realizadas com isso. Se lhes faz bem fazer tudo isso, imagine se fizessem a outra parte também: permitir que Jesus nasça na vida e no coração humano. Seria uma maravilha.
            NATAL É LUZ. É essa Luz de Cristo que vem brilhar nos corações despedaçados, egoístas, maldosos, cruéis e até indiferentes com os sofrimentos alheios, fazendo reinar mais harmonia e concórdia.
NATAL É ESPERANÇA. Uma esperança que quase não existe mais, por causa de sofrimentos, doenças e até mesmo por descrença, mas ali está O Menino de Coragem, de Amor e de Esperança, dizendo-nos que tudo pode ser diferente na vida do homem.
            NATAL NA FÉ. A grande falta de fé das pessoas é porque não realizam coisas boas, porque falta acreditar que o mundo pode ser salvo, que as pessoas podem ser mais “gente”, que as Comunidades podem ser melhores, que as famílias podem ser mais santas e felizes. Tudo isso vai melhorar quando existir uma fé mais equilibrada no ser humano.
            Estamos chegando ao final de 2009. Quantas coisas aconteceram na vida? Quantas pedras tiveram que ser retiradas do caminho? Quantos espinhos? Isso forma a história de cada um: quando passamos por tudo isso, nos vencemos.
            Triste é quando se fica no meio do caminho, chorando e maldizendo a vida sem ter feito nada, sabendo que poderia ter feito alguma coisa e não fez. Eu acredito que este momento é um dos piores na vida do ser humano, porque teve chance e não aproveitou.
            Terminar um ano bem é ter uma sensação de dever cumprido, de uma realização pessoal na vida como filho ou filha de Deus. Somos criaturas votadas para a felicidade e lutamos para isso, mas para que aconteça essa felicidade é preciso lutar e fazer por merecer no dia-a-dia.
            O Natal vem aí, 2010 está chegando com sua realidade e novidades. É bom começar essa nova etapa da vida com força e desejo de ser bom, de fazer coisas santas e boas para as outras pessoas. Isso vai me fazer feliz e realizado na vida.
“NÃO DEIXE O NATAL VIVER VOCÊ, MAS VIVA VOCÊ O NATAL”.
Tenho certeza que seu Natal será diferente vivendo assim.
            Aos paroquianos de Santa Teresinha que trabalharam durante o ano, tiveram paciência e lutaram comigo na caminhada da Paróquia, ajudando no crescimento dela, o meu muito obrigado por tudo.
            Os nossos sonhos foram concretizados, foram dados passos importantes para realizações.
FELIZ NATAL!!!
Meus sinceros votos de PAZ e SAÚDE a todos os paroquianos de SANTA TERESINHA.
BOAS FESTAS!!!
           Aos amigos das Pastorais, o meu muito obrigado por tudo.
            UM GRANDE ABRAÇO E FIQUEM COM DEUS.
            PE.ROMILDO ALCEU
       

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VOCÊ JÁ ADMIROU A MORTE?"
 
Pode ser estranho alguém fazer uma pergunta dessa, mas todos nós precisamos parar e pensar pelo menos uma vez ao dia na nossa irmã morte, que é uma realidade certa na nossa vida. Se vivemos, também morremos.  A morte no campo espiritual é um descanso, um repouso no Senhor; uma partida definitiva para descansarmos depois de uma vida de luta e sofrimento.
Por isso, vale a pena passar pela terra fazendo o bem e tentando viver sem coisas que  nos afastam de Deus e procurar viver bem com amor e sem preocupações exageradas.         
A morte para todos nós, é uma passagem desta vida para uma melhor; uma vida desconhecida, mas olhando para a vida de Jesus como aquele que experimentou a morte como um passo para vida de amor e vida nova, também todos nós devemos encarar a morte como um processo natural.
            O Salmo 22, fala muito deste descanso no SENHOR, mostra Jesus como Pastor que acolhe suas ovelhas no aprisco do Senhor. Este texto também apresenta a vida eterna como uma realidade em que todos nós estamos caminhando para uma casa definitiva do Pai.
            Se a outra vida é tão boa, por que todos nós temos medo da morte? Se a palavra de Deus mostra que lá é bom por que ninguém quer ir? O grande medo da humanidade em relação à morte é porque ela é desconhecida para todos nós e não temos também certeza, se vamos para este lugar bom ou não.
            A morte deveria ser encarada como um descanso, uma missão cumprida, uma vida terrena de luta que agora chega ao fim, para um descanso merecido. Ninguém quer saber disso, por que acha que morrer é o fim e não o começo, morrer é uma destruição e não uma construção de vida melhor e definitiva.
            Morte não deveria trazer sofrimento e nem tristeza, mas para todos, traz essa angustia, que mata também a alma de quem fica. Poderemos sentir saudades, tristezas, “saudades sim, tristeza não”. Com esta caminhada de peregrinos aqui na terra, temos que aproveitar bem os momentos reservados, porque Deus quer que sejamos felizes.
            Nesta vida tudo passa, o mundo vai passando em nós com suas coisas enquanto estamos nele. Jesus foi a prova de vida eterna para todos nós, com sua morte e ressurreição.
Celebrar o Dia de Finados, é parar e olhar um pouco para a vida que levamos como peregrinos neste mundo. Sabemos que somos filhos e filhas do Pai Eterno, e que Ele espera se encontrar com os filhos e filhas que Ele mesmo criou.
Esse encontro, imagino, que vai ser muito bonito, por que fomos criados para esta realidade de fé, e é por isso que vivo na esperança de morte terrena e uma realidade de vida eterna.    
Finados é dia de rezar pelos mortos e também para os vivos terem uma preparação e também de uma caminhada melhor na fé, nesta vida terrena. O mundo precisa rezar pelos que foram, mas rezar mais por aqueles que estão peregrinando na terra. Estamos ainda na condição de pecador.
Jesus é vida nas vidas, e é com essa fé que vivemos. Faz a gente sentir mais amor por Aquele que nos deu a vida. A vida eterna é definitiva e poder participar da face a face com o Criador, vale a pena só viver no amor a Deus e também na sua proposta de vida e fé.
Não precisamos ter medo de morrer. Se a vida eterna é o lugar de descanso, o que mais quero é descansar. Por isso todo ser humano deve pensar se vai ter esse descanso merecido ou não? A nossa fé nos mostra que pela fé eu vou poder participar dessa glória reservada na minha vida.
            Temos que lutar para sermos bons e vivermos como filho ou filha de Deus. Só Ele e Nele é que viveremos a vida eterna.
            Que neste Dia de Finados rezemos para todos alcançarem a salvação e viverem as graças que Deus tem para cada um. Na vida eterna poderemos saber o quanto Deus nos ama e também  o quanto Ele nos oferece graças.
            O Dia de Finados é um dia em que as almas fazem festa, por que elas ganham muitas orações para serem salvas.
            QUE TODOS NÓS TENHAMOS UM DIA UMA MORTE FELIZ E TRANQUILA!!!
            A todos um grande abraço e fiquem com Deus.
 
Pe. Romildo Alceu
 

Artigos
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QUAL É O SENTIDO DE CELEBRAR FESTA NA COMUNIDADE?"
 
Nós estamos vivendo nosso tempo de graças na Comunidade de Santa Teresinha; essa realidade pra todos nós é uma bênção de Deus sobre nós e sobre todos os devotos da  santa.
Celebrar uma festa do Padroeiro ou Padroeira é procurar nesse período
viver o que eles viveram na oração, no serviço, no amor, na dedicação e na esperança de viver  melhor. Eles viveram tudo isso com mais coragem do que nós, aqui, neste nosso tempo.
A Paróquia de Santa Teresinha vive momentos fortes, de oração e festividade, na própria vida e na oração. Que todos possam usufruir sempre desses momentos de graças. Deus nos ama e, por isso, na pessoa da nossa Padroeira devemos amar também o chamado à santidade, que é pra todos nós.  
Os santos fizeram essa experiência profunda de Deus na vida, com sua doação total. Eles fizeram a vontade somente de Deus, servindo, amando, acolhendo com amor aquilo que Deus lhes mostrava.
Os santos se tornaram santos com suas limitações: souberam separar muito bem o joio do trigo e se tornaram trigos de primeira qualidade para o reino de Deus.
Santa Teresinha é esse trigo de amor, de oração, de fraternidade e de perdão. Por isso que todos nós da Paróquia de Santa Teresinha deveríamos ser esse trigo, em que Deus possa colher com alegria sua ceifa confiada.
Celebrar esse momento de festa é realmente viver, a esperança de que podemos ser melhores nesse mundo e viver com mais amor e profundidade na vida comunitária. Minha vida deve ser de oração e comunhão na fé.
Uma festa na Comunidade deve ser um tempo em que as pessoas se encontram para uma confraternização. É um encontro de pessoas que ainda acreditam que a oração e a vivência de fé acontecem numa vida de Comunidade, com sua doação e amor.   
Nessa expressão de fé, em que tentamos viver o mundo, se dá numa esperança de que tudo pode ser mais feliz com a vida de doação e serviço. “SE SERVIR É ACOLHER, ACOLHER É SERVIR”. 
Por isso que amar a Deus é acolhê-Lo e servi-Lo no amor.
Nós todos, da Paróquia de Santa Teresinha, estamos vivendo esta experiência profunda do Evangelho de LUCAS (5,33-39), quando Jesus fala para os fariseus que os seus discípulos não precisam jejuar por enquanto, porque o noivo está com eles. Mas vai chegar a hora que eles vão jejuar, sim.
Por isso, olhando nesse Evangelho e passando para nossa realidade do tempo que estamos vivendo, a grande noiva do momento é SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS. É nesse pensamento que devemos trabalhar sempre com amor a ela e a comunidade de fé é baseada na doação no serviço a Deus e à Igreja. 
Nesse Evangelho também, percebemos que há tempo para tudo, tempo de plantar e tempo de colher. Tempo de rezar e tempo de trabalhar. Para nós, da Paróquia, há tempo de fazermos orações e também tempo de festejarmos com os amigos e peregrinos de Santa Teresinha.
Se as Comunidades soubessem quanto é santo e Divino esse momento numa Comunidade, todos trabalhariam para a Paróquia nesse tempo. Ninguém ficaria sem dar sua mão de filho ao Pai que o escolheu e o colocou no mundo pra ser bom.
     A forma de responder essa bondade a Deus, é servindo a própria Comunidade, na qual você  vive e se realiza como pessoa de fé. O seu destino, muitas vezes, é marcado por um lugar onde Deus confia em você um batismo de missão. Para todos os homens, nos realizamos quando estamos vivendo de acordo com a vontade de Deus, aqui na terra.
     Que todos nós possamos olhar para as nossas manifestações de carinho para com Deus e com a Igreja.
      A todos muita paz e saúde. Que Deus nos abençoe sempre. Que SANTA TERESINHA interceda junto a Deus por nós.
                                  Um grande abraço e fiquem com Deus.
 
Pe. Romildo Alceu
 
 
Artigos "A SAGRADA ESCRITURA EM MINHAS MÃOS"
 
O mês de setembro é dedicado à Bíblia. Livro que nos abre caminhos e nos dá dicas para viver melhor a nossa vida de fé e também, viver como filhos de Deus.
        Hoje, o mundo precisa conhecer mais este Livro, que nos ajuda a ser como filhos ou filhas de Deus. Com esta realidade de cristãos que somos e, procurando viver como seres que buscam a Deus, que nos ama com nosso jeito de ser.
         Este livro inspirado por Deus tem um sentido todo especial na vida humana, quando é levado a sério na sua caminhada. Se a humanidade soubesse o quanto é importante este Livro, seria venerado com mais respeito e amor.
         Este livro, chamado Sagrada Escritura, nos abre caminhos para uma vida calma e tranquila. É direção e baluarte do nosso viver e também, nele percebemos o quanto Deus mostra seu carinho por nós.
         Nesta realidade de filhos ou filhas de Deus, a Bíblia é a  esperança de Deus em nós, através do Livro. Um documento de amor a cada um de nós, na certeza de que este livro é o caminho que nos leva ao Pai e também, a luz que ilumina a nossa vida aqui na terra.
         Para sentir essa direção espiritual é preciso olhar este Livro como um parâmetro de força na sociedade, que vive, hoje, a falta de amor. Para sentir esta experiência vivida na fé, precisamos buscar conhecer este Livro. “Não há fé sem vida, como não há vida sem fé.”
         Temos que estar sempre com a Sagrada Escritura em nossas mãos; é com ela que vamos saber sofrer, quando lermos e meditamos em  nosso coração tudo o que passamos na vida. O Senhor é a profunda experiência de fé em nossa vida, através da Sagrada Escritura. Este Livro deveria ser mais respeitado entre nós, com uma realidade de vida e meditação.
         O momento importante na vida das pessoas, acredito eu, é quando lêem a Bíblia e a colocam como estilo de vida prático, dizendo: “Com a Sagrada Escritura, eu vivo  a  vida de Deus e do seu povo em minha vida e, assim, eu vou longe.       
         Neste mundo, eu preciso ser o material que Deus pode usar para escrever Seu amor. Eu preciso ser o papiro, onde Deus pode marcar as páginas  na minha vida; posso ser a argila, onde Deus pode tocar com Seu Dedo Sagrado e curar minhas misérias humanas; posso ser pergaminho, onde Deus pode dobrar e ao mesmo tempo escrever nele, Suas cartas de  Pai que ama o filho rebelde.
         SAGRADA ESCRITURA: livro inspirado por Deus e guia para nossos passos; este Livro é nossa direção, sem ele, com certeza, o mundo seria muito mais difícil do que já é, mas é nele que vivemos com mais esperança de que tudo possa ser melhor um dia.
         É lá, neste Livro, que você vê o quanto Deus é Amor; tirou muita gente do sofrimento da fome, da doença, das pestes da época, que, hoje, pra nós, é a “gripe suína”, que também, naquela época tinha suas pestes; mas que acreditava que Deus falava com sinais e que para nós, hoje, Ele também continua falando a cada um de nós, com sinais vindo do céu para todos.
         A Bíblia é como você vestir uma roupa e sentir bem agasalhado. Ler a Sagrada Escritura e colocá-la na vida, é viver bem protegido do mal, sem se sentir sozinho e sem direção, porque ele me dá força, direção para o meu caminho.
         A Sagrada Escritura é como um mapa que sigo para encontrar o lugar que procuro; é neste Livro que procuro chegar até Deus, que é meu Pai. Sou o filho que tenta ir ao encontro do Pai eterno.
         Que neste mês, todos nós possamos ver a Bíblia como fonte de vida para todos nós, na nossa caminhada de salvação.
         Que todos sejam felizes com as diretrizes que a palavra de Deus tem para nós, porque é através dela que seremos felizes. E se queremos ser felizes, temos que viver em busca dessa realidade que não passa.
         A todos vocês, um mês de setembro com muita paz e com muita direção através da Sagrada Escritura.
         Um grande abraço e fiquem com Deus.
 
Pe. Romildo Alceu

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DEUS NOS CHAMA PARA UMA REALIDADE DE VIDA SAUDÁVEL NO MUNDO DE HOJE"
 
É neste tempo em que tudo é voltado para a saúde e as pessoas se preocupam com seu bem-estar é que precisamos também, pensar na possibilidade de uma vocação acertada. E para isso, estamos vivendo o mês vocacional, onde todos nós devemos pensar no chamado que Deus fez aos homens e mulheres deste mundo.
       Estamos no mês de agosto, tempo em que devemos pensar em nossa vocação como presente de Deus em nossa vida. Esta realidade de fé e ao mesmo tempo de convite do Deus que confia em nós, uma vocação de amor.      
       O chamado que Deus nos faz, é viver profundamente esta experiência concreta com Ele. O homem deve responder com uma vocação de amor, porque uma vocação vivida com amor e bem profunda em Deus, não tem o que atrapalhe uma vocação de alicerce profunda em Deus.
        Muitas das vocações, hoje, parece que são construídas na vivência do mundo, com coisas do mundo. Posso viver no mundo, sem pertencer ao mundo, principalmente com coisas que nos faz em viver o que o mundo quer que vivamos.
        Deus nos escolhe para coisas maiores na vocação. Ele nos escolhe para sermos santos, para sermos gente de amor e equilíbrio no mundo. A nossa primeira vocação é a vida.
         Somos chamados a viver uma vocação de filhos ou filhas de Deus. É para isso que estamos, aqui, na terra. E também, para realizarmos projetos de vida e fé, neste tempo em que a humanidade não dá muito valor a isto. Temos que pensar e meditar o que deve ser bom para as pessoas viverem melhor a sua dignidade como gente.
        A minha vocação, a sua, a nossa deve estar sempre voltada para o serviço. É neste serviço que temos que nos espelhar, porque se tirar o servir com amor do meio da vocação, não terá sentido servir.
          A nossa vida se faz em doação, tempo de amor, de entrega total na vida pessoal e de Deus. É este Deus que me carrega para o serviço, porque Ele também, viveu essa vida de serviço para o seu povo.
         “Amar é servir e servir é amar”. Deus ama seus filhos, por isso que nos serve para mostrar a nós o quanto é importante servir no amor. Mas um serviço, sem esperar nada em troca. É o amor que nos leva a sentir e a nos comprometer com este amor no serviço.
          Os santos todos viveram esta realidade na vida, como cristãos e ainda mais, como cidadãos celestiais, realidade a que todos nós seremos chamados a viver um dia. O importante é sentir que Deus quer isso de mim, de você e de todos nós um dia.
         Ele quer, mas não nos obriga a fazer aquilo que não queremos. Esta realidade é fato na nossa vida. Deus nos respeita e nos ama com nosso jeito de servir. A vida vocacional só tem sentido se for vivida no serviço.
         E ESSE SERVIÇO SE DÁ ONDE? Na sua família, Comunidade, escola, trabalho, comunidade de fé. É nela que você sente a base de tudo; neste lugar chamado comunidade de fé, é que você abre a vida pra sua vocação florescer como um jardim. Mas jardim de amor. Quem ama, não perde tempo com coisas que não levam a lugar nenhum. Doa-se, serve como Jesus serviu, sem se preocupar com criticas, com olhares de maldade.
         Uma grande prova deste amor, que podemos perceber, está no Evangelho, no encontro com Jesus e a mulher samaritana. Jesus cansado da viagem, sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia. Chegou a mulher samaritana para tirar água. Jesus disse: “Dá-me de beber”.
          A mulher samaritana disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim que sou uma mulher samaritana? De fato, os judeus não se davam com os samaritanos.
         Mas houve, aí, um encontro muito bonito, tanto da parte de Jesus como o da samaritana. Podemos meditar dois momentos:
1-    Jesus mostra à mulher, a vocação do amor, quem ama perdoa e vive.
      2- A samaritana que mostra a vocação do servir; quem serve, também perdoa e leva uma vida mais feliz. Então, viver o chamado de Deus, está profundamente relacionado com o amor e o serviço.
 Um grande abraço e fiquem com Deus.
Pe. Romildo Alceu
 
Artigos "DEUS NOS DÁ LIBERDADE, MAS UMA LIBERDADE DE AMOR?"
 
Depende do que entendo por liberdade, porque viver essa liberdade é poder se sentir bem. Eu posso estar em liberdade e, ao mesmo tempo, ser preso na vida. Uma vida de pecado, de desonestidade, de caráter não conveniente para a minha vida e princípios.
            Querer viver essa liberdade de fé, de pessoas que fazem a vontade de Deus, é uma realidade de amor, de vivência na fé em Jesus Cristo. A liberdade do mundo é o mundo da libertinagem e isso não é liberdade.
            A liberdade dada por Deus é da tranqüilidade e não aquela que perturba, que pesa na consciência e que nos faz passar mal. É nesse momento que temos que vivenciar o cuidado com a realidade, de saborear a liberdade dada por Deus.
 
DEZ DICAS PARA SE TER UMA BOA LIBERDADE NA VIDA:
 
1.    Ter prazer em fazer coisas boas, sem ferir ninguém;
2.    Realizar o momento da sua vida mais saudável possível, fazendo sempre sua parte e não condenando ninguém;
3.    Não ficar resmungando o tempo todo, principalmente sobre dor ou velhice; a idade bem vivida é aquela que faz uma caminhada neste mundo feliz;
4.    Não falar dos outros: O grande câncer da sociedade é falar mal dos outros: isso virou “gripe suína” na sociedade, onde vai passando de pessoas para pessoas.
5.    Não matar a outra pessoa com palavras, fazendo fofocas e destruindo a vida daqueles que talvez nem tenha amizade com você;
6.    Olhar para a outra pessoa como se ela fosse você; se olhar no espelho e ver a outra pessoa em você. Assim, com certeza fará coisas boas a ela e também a você;
7.    Procure fazer tudo que te faça bem e aos outros;
8.    Não pense nunca em destruir o outro, porque estará destruindo a você mesmo. Quem semeia bondade, colhe bondade, quem semeia maldade, colhe maldade;
9.    Realizar um mundo de liberdade em Deus no outro. Fazer algo que faça o outro feliz. E assim, terá uma vida em Deus mais tranquila e cheia de frutos na graça em Deus;
10. Realizar o seu mundo na fé, buscando sempre o próprio Evangelho de Jesus Cristo.
           
            A liberdade tranquila é aquela que você sabe que está bem, com atitude de paz e fica feliz com a atitude tomada. Há momentos em que precisamos tomar certas atitudes em relação a algumas pessoas; isso é necessário fazer. É dolorido, sim, mas precisa ser feito.
            Não vamos confundir liberdade com libertinagem como já disse anteriormente, mas uma liberdade responsável. Dentro do campo da liberdade, podemos cair no relaxo e fingir que não está vendo certas coisas; isso pode ser um comodismo muito grande, porque não quero me comprometer com a causa.
            Muita gente no mundo vive assim, sem esse comprometimento; carrega uma falsa liberdade consigo mesmo e com a sociedade.
            Essa liberdade sonhada por nós e pelo mundo, deve ser aquela em que me sinto cidadão honrado em viver com liberdade, aquilo que Deus me deu e essa liberdade, não tem preço.
            Sentir-se livre, é poder fazer sua escolha na vida e ser feliz com ela. O mundo nos oferece liberdade, mas uma liberdade que nos compromete, que nos faz sofrer na nossa realidade de cidadão.
            Podemos analisar uma liberdade sincera da parte de Jesus, quando Ele se encontra com a Samaritana, com Zaqueu, a mulher com hemorragia. Esses momentos foram na vida de Jesus, momentos muito fortes de liberdade plena. É nessa liberdade que temos que pensar e procurar viver em nossa vida.
            Que nossa liberdade seja para fazer o bem e procurar ajudar sempre as pessoas na caminhada de fé.
            Um grande abraço e fique com Deus.
           Pe. Romildo Alceu

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"
SENHOR, PODE ME DAR PELO MENOS AS MIGALHAS QUE CAEM DE SUAS MÃOS?"
 
Diante desta pergunta, vemos que exigimos muito de Deus; e Ele não tem nenhuma obrigação diante de nós. Nós é que temos diante Dele. A nossa vida está cheia de confusões, de pecados, misérias e uma infinidade de defeitos, no cotidiano.
No tempo de Quaresma, tivemos oportunidade para refletir mais, sobre como estamos levando a nossa vida; e agora é tempo de fazer algo de bom e não pedir algo a Deus. Ele já nos dá muito. Viver essa imensidão de “coisas na vida, faz parte de nossa realidade. Se olharmos para a realidade pessoal e profunda do ser humano, Deus cuida muito de seus filhos; prova isso, dando seu amor por nós.
No Evangelho (Mc 7,24-30), conhecemos uma mulher pagã que pede a Jesus para curar sua filha que estava doente. Sua filha tem um espírito impuro no corpo e isso leva sua mãe até Jesus. Ela acredita que pode ser atendida por Ele, mas Jesus não está disposto a atender essa mulher.
Um dos motivos, é porque ela não acreditava em nada, porque era pagã; mas a situação apertou e, por isso, ela faz uma tentativa. Mas Jesus nem fez caso do que ela fala no primeiro momento, quando ela suplica que Jesus expulse o demônio de sua filha. E Jesus ainda disse: “Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados, porque não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos”. A mulher respondeu: “É verdade, Senhor, mas também, os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”.
Então Jesus disse: “Por causa do que acabas de dizer, podes voltar para casa. O demônio já saiu de tua filha”.
Neste texto, quero ressaltar dois momentos:
            1. Jesus que nega a cura a essa mulher.
            2. A mulher que persiste no diálogo com Jesus.
No primeiro momento, Jesus não está a fim de atender essa mulher, porque ela não acreditava em nada do que Jesus fazia. Mas como a situação apertou e nessa hora tudo vale, pensou: “Vou tentar falar com Ele, quem sabe minha filha fica curada?”
Quando a mulher chega até Jesus, Ele não está animado a fazer nada por ela. Mas ela fica ali... 
Muitas vezes, na vida, somos assim; também não fazemos nada como cristãos nem queremos fazer, mas quando o “sapato” aperta, corremos atrás do padre para que ele faça um milagre e resolva a situação. E, às vezes, dependendo de como é recebido, nem espera e vai embora, xingando, achando que ainda está com a razão.
Esse gesto de humildade da mulher é muito bonito: ela reconhece que errou e agora chegou o momento de procurar Aquele em que ela não acreditava, mas que pode fazer algo por ela. E por isso fica firme até o último momento.
No segundo momento: A mulher persiste no diálogo com Jesus: “É verdade Senhor, também os cachorrinhos debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”.
No sofrimento, essa mulher confia; e quando ela diz isso a Jesus, Ele tem compaixão dela e passa a atendê-la. Isso mostra o quanto essa mulher era madura. Porque ela sabia que Jesus não tinha obrigação nenhuma de fazer nada por ela. Mas ela sabia também, que se Ele quisesse poderia fazer alguma coisa por ela.
Jesus ficou maravilhado com a resposta dela e procura ajudá-la. Para nós, esta mulher nos dá uma lição de vida muito bonita, porque ninguém tem obrigação de fazer algo para o outro, quando não faz nada pelo seu irmão. Mas ela procura e confia, sem exigir nada Dele. Acontece o milagre, porque ela comove o coração de Jesus.
 Às vezes, você procura o padre, na sua paróquia e ele não pode atendê-la ou talvez até mesmo, nem queira atendê-la.
Tenha a atitude desta mulher; seja criativa ou criativo, como ela foi e comova o coração do padre como essa mulher fez com Jesus.
Se o padre não pode atendê-la ou não quis atender, você não precisa sair brigando com ele, mas, faça como essa mulher fez na sua situação.
A mulher teve a atitude que todos nós devemos ter. A pessoa não tem obrigação comigo. Mas posso e devo procurar ajuda;  se eu conseguir ser ajudado, ótimo; senão for, é porque ainda não chegou minha hora.
Até nos momentos de dor, Deus tem o tempo certo pra cada um. Por isso, vale
à pena esperar; tudo nessa vida passa e tem a sua hora certa.
Um grande abraço e fiquem com Deus.
Pe. Romildo Alceu

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A SUA ESPERANÇA: ESTÁ VIVA OU JÁ MORREU?"
 
Este questionamento, nos deixa muito pensativos diante da vida e do mundo em que vivemos. Por que podemos olhar com bondade ou com maldade.  As pessoas vivem num processo de crescimento ou de retrocesso na vida.
            Tem gente que só olha para a própria vida, sem olhar para os lados e para outras realidades. Existem muitas pessoas pequenas, no conhecimento do que é a vida. Até com um estudo de ciência muito grande, com conhecimentos vastos em matérias de estudo e projetos de vida, mas na parte prática do que é a vida isso é muito diferente.
            Muitas pessoas sabem que vida é muito mais do que um simples conhecimento; é preciso saber viver e ai é que está a grande dificuldade das pessoas: saber viver bem sem pesadelos.
            Quantas pessoas já perderam a esperança de viver, e quantas pessoas vivem reclamando da vida como, por exemplo: Minha vida é uma droga, um caos, antes morrer do que viver. É nessa realidade que vivemos; gente sem ânimo e sem esperança de viver.
            Para isso é que temos a Confissão, conversa com os padres e uma vida espiritual, para encontrar sentido na vida. A humanidade precisa sentir mais de perto o que é uma falta de esperança.
            Muita gente sente que a esperança já morreu, por que o marido não muda, os filhos vivem dando trabalho, o salário que não dá para cobrir as despesas da família; o apartamento que precisa de uma reforma e o síndico nem ai, tudo vai aborrecendo e a gente vai perdendo a esperança que alguma coisa vá dar certo.
            Sabemos que o mundo não vai mudar se nós não mudarmos o nosso jeito de fazer as coisas.
            A esperança é a ultima que morre, mas, para muita gente já morreu; tem pessoas que só reclamam que não deu certo isso ou aquilo, tudo é motivo para lamentar e se revoltar na vida.
            Sabe qual o tipo de gente que não é bom ficar muito perto? Corre-se o risco de pegar o vírus da falta de ânimo! Não tem coragem para nada, tudo é um negativismo total, nada está bom; o mundo é errado, as pessoas são erradas, mas elas não param para ver as barbaridades que fazem na vida delas e de outras pessoas.
            As pessoas quando abrem a boca para falar mal dos outros é por que ela está mal com ela mesma. No mundo, existem pessoas muito pequenas de inteligência, mas até os com muito estudo e com um conhecimento muito elevado, mas com falta de equilíbrio, quantas pessoas desequilibradas a gente vê por ai. É preciso revisar a vida e lutar para ser melhor.
            Se as pessoas vivessem mais para o outro, com certeza, a vida seria bem diferente do que é hoje. Porque existiria fraternidade, partilhas de experiências de grupos e de vivencia na fé também.
            Queremos viver bem, mas fazemos muito pouco para essa vida ser boa. Vida boa, não basta pensar na esperança, querer viver uma realidade de esperança que muitas vezes não encontramos, mas o ideal é lutar por uma esperança concreta.
            Vamos viver com uma esperança sadia, de boas ações, de ajuda mútua, de uma caridade perfeita como fala São Paulo. Eu acredito que os homens podem ser melhores; basta que os corações acreditem na bondade de Deus e que Ele pode tudo e que nos conduz para a felicidade na vida em Cristo.
            O que precisamos, é ser fonte de esperança na própria vida e também na vida de outras pessoas; só assim seremos felizes. Essa esperança pode existir dentro de todos nós como algo de Deus e também dos homens; o ser humano precisa sentir que ele é um gerador de esperança.
            A esperança na vida do homem é como o seu próprio coração. É o coração que faz o homem viver, é a esperança que faz o ser humano sentir gosto pela vida.
             “Não há vida sem luta, não há esperança sem vida”.
            A todos vocês muita esperança, de vidas melhores e de um mundo melhor. Deus abençoe e Feliz Páscoa a todos!!!!!
                Um grande abraço e fiquem com Deus!!!!!!
 Pe. Romildo Alceu

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AMOR A DEUS OU FANATISMO"

           Todos nós devemos amar a Deus com respeito e profundidade na Sagrada Escritura e no Evangelho; assim esse amor fica mais sólido e coerente na nossa vida.
 Hoje, a humanidade busca amar a Deus numa casa bonita, num carro do ano, nos prazeres do ter e isso foge da vida de fé e do amor a Deus.
            O mundo oferece momentos fortíssimos para amar esse Deus que nos ama como Pai misericordioso e de uma sinceridade infinita, para com o mundo e para com as pessoas. Esses momentos são: Tempo da Quaresma e Páscoa - nova vida. Esta verdade deve ser baseada no Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
            É neste tempo que temos uma grande chance de demonstrarmos este verdadeiro amor a Deus como nosso Pai. Não basta dizer que O amamos e gostamos Dele; é preciso acontecer em Deus.
            Este amor a Deus não pode ser fanático, olhos fechados, pescoço torto, mãos postas, pecado em tudo ou nada mais é pecado. Precisamos encarar este amor como realidade concreta em nossa vida.
            E este amor concreto se dá numa vivência de fé profunda. E como buscar isso? Buscar sempre na palavra de Deus. “Ela é lâmpada para meus pés e luz para meu caminho”. E também tranqüiliza nossa vida de fé. O nosso coração deve sempre buscar a Eucaristia como força para a própria vida.
            Por isso, somos convidados a viver e amar Deus com mais profundeza em nossa vida. Esta experiência profunda de Deus, em nós, deve ser feita, com sinceridade, nas coisas que fazemos; não fazer por fazer aquilo que Deus nos pede. Somos chamados a viver esse amor no nosso dia-a-dia. Nas mínimas coisas que fazemos.
            O fanatismo não leva ninguém a lugar nenhum, porque o fanático não apresenta realidade de vivência e, sim, de ilusões na fé. Se formos fanáticos, sempre iremos achar que tudo é Deus que quer e não vamos dar passos de crescimento.
            Amar a Deus de verdade é amar a própria vida, respeitando sua vida e também a do outro, não fazendo aos outros, aquilo que não gostaria que fizesse com você. Se conseguíssemos fazer isso, eu acredito que estaríamos amando a Deus de verdade, na pessoa do outro.
            Um ponto em que pecamos bastante e deixamos de amar a Deus, é quando reclamos de tudo, falamos mal da vida, das pessoas, do trabalho, da Igreja, da nossa família; não que não devamos discutir, mas, sim, procurar ver onde está o erro e procurar mudar; isso é muito bom.
 O que não podemos é ficar reclamando de tudo e até de Deus e não fazer nada pra mudar. Isso pode ser o grande pecado da humanidade hoje. Reclamar e não fazer nada. E com estas atitudes, deixamos de amar a Deus no próximo.
            Vale a pena todos nós darmos uma revisada em nossas vidas e lutarmos para sermos melhores nesse mundo de Deus.
            Está chegando pra todos nós um grande tempo de conversão, mudança de vida e de nos prepararmos bem para essa vida da graça, que é o tempo da Quaresma.
            Somos chamados a respeitar este amor de Deus nesse tempo forte que a Igreja nos apresenta, como mudança para toda humanidade, como filhos e filhas de Deus.
            Quero neste tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, desejar que realmente todos nós possamos amar mais a Deus e ao próximo, como Jesus amou.
            Ninguém ama aquilo que não conhece; se eu não conheço Jesus, como posso amá-lo? Se eu não conheço meu irmão, como posso dizer que o amo?
            Aproveito este momento para dizer a todos os leitores de “O Peregrino”: Vamos amar mais a Deus naquilo que fazemos e também, na pessoa do outro, deixando brigas e rixas de lado e fazer uma verdadeira Páscoa do Senhor Jesus.
            A todos um grande abraço e fiquem com Deus.
 Pe. Romildo Alceu

Artigos "O ZELO PELA CASA DO SENHOR ME CONSOME"

             Uma grande verdade essa: para cuidar da casa do Senhor, precisa de muito amor naquilo que se faz. Pois estou mexendo com o que tem de mais sagrado, que é a casa de meu Pai; e se Ele confiou em mim essa missão, é responsabilidade minha esse trabalho confiado.
            Precisamos amar mais a casa do Senhor.
            Nós, muitas vezes, não amamos esse templo como lugar de respeito e amor. Esse lugar pode ser chamado por nós de Jerusalém celeste. Cidade de Deus e, com isso tenho que sentir esse respeito pelo Senhor e também pela casa dele.
            A Igreja é um lugar em que Deus abriga seus filhos, para que eles sejam protegidos dos perigos mundanos e também, da falta luz divina. Essa realidade deve ser uma tranquilidade na vida de cada  um. “O MUNDO DEVE ESTAR NA IGREJA, COMO A IGREJA DEVE ESTAR NO MUNDO”. Essas duas realidades são para o ser humano viver melhor como filhos e filhas de Deus.
            Celebrar a Igreja de Jesus Cristo, sentir que podemos falar de uma casa, mas não de uma casa qualquer. O lugar é chamado de casa do Senhor. É nela que eu me sinto protegido nas horas de angústias e sofrimentos. Nesse pedaço de chão é que sinto Deus entrando na minha vida, para me ressuscitar na vida da graça.
            Foi de um templo que jorrou água para o rio Jordão; é na Igreja que encontramos a fonte da vida. É por meio da Igreja que bebo o manancial da vida em Cristo Jesus. Só com o Batismo que participo da vida em Cristo.  
            A Igreja é e deve ser um lugar de descanso no Senhor, um lugar de repouso e tranquilidade na vida do ser humano. O mundo precisa reconhecer a importância desse lugar. Ali está a calmaria do céu, a voz dos anjos e a presença de Deus. É nesse lugar que o mundo precisa estar.
            Por isso, todos nós, padres e povo de Deus, precisamos respeitar e amar mais a casa do Senhor.Todos nós somos responsáveis  pela casa de oração. Jesus mesmo disse: “A MINHA CASA É UMA CASA DE ORAÇÃO”. Ele mostra a importância de um lugar pra se rezar. Mas prefere sentir a Igreja-coração. E essa Igreja-coração é a humanidade. É o mundo que precisa sentir a Igreja.
            Hoje, a humanidade não se sente Igreja viva; sente-se um frequentador de Igreja: como se frequenta um cinema, um barzinho, lanchonete, um banco, como qualquer lugar, não tem o sentido de pertença. A Igreja é minha também e eu preciso cuidar dela como cuido da minha casa.
            Vou zelar por ela, porque é nela que eu posso me encontrar com o Senhor, é nesse lugar que tento buscar paz de Espírito e verdades que o mundo não tem. A minha esperança deve estar nesse lugar.
            É nessa formação de Igreja viva que eu devo lutar e trabalhar. Pela minha Igreja, que me acolhe. Essa casa que é como uma galinha que recolhe todos os pintinhos debaixo das asas, para proteger do mal e das tempestades da vida.
            Uma Igreja bem organizada mostra que a Comunidade é bem organizada e que as famílias trabalham para que sua Igreja seja bem arrumada e bonita.
            Eu, Pe.Romildo, quando vou a uma cidade que não conheço, gosto de ir à Igreja primeiro; se a Igreja for bem limpinha e organizada na sua arrumação significa que as famílias e as pessoas daquela cidade  são bem organizadas em suas casas.
            Porque é na Igreja que as pessoas mostram como são lá fora. Esse lugar é um retrato da humanidade como vive no seu dia-a-dia. Vá analisando que você vai perceber o quanto sua Igreja fala por você e em você.  
            Por isso, vale a pena sua dedicação na sua Comunidade, com seu serviço, porque você não é um cristão isolado. A sua vida se dá numa Comunidade de fé. É nela que você cresce como gente e como filho ou filha de Deus.
            É importante participar de uma Pastoral, colaborar com seu dizimo, preocupar-se com a limpeza de sua Igreja, ver se está tudo em ordem; esse é o verdadeiro cristão.
            Aos paroquianos de Santa Teresinha: peço a todos vocês que amem cada vez mais esta Igreja; ela é sua! Cuide dela como se fosse sua casa, porque ela é mais que sua casa, tenha certeza disso. Se você cuidar bem desta casa, você não estará  cuidando só dela; estará cuidando do dono dela, que é Jesus Cristo.
            Espero que todos nós possamos amar cada vez mais a nossa Igreja. ”Não fale mal de sua Igreja porque você vai estar falando mal de você mesmo”.
            Um abraço e fiquem com Deus.
Pe.Romildo Alceu


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PRECISA MORRER PARA NASCER DE NOVO?"

             O grande pesadelo da humanidade é a morte. Uma dor insuportável. O importante é perceber que a morte é um grande chamariz, para a santidade, a morte é uma vitória para uma vida da graça.
            Você já parou e se imaginou deitado ou deitada num caixão um dia? Ninguém quer pensar nisso, mas é bom pensar. É bom morrer; já imaginou se a humanidade não morresse?
            A morte faz parte de quem vive e é preciso morrer para nascer de novo e esse nascer é que dá vigor de uma vida concretizada e divina, em Jesus Cristo. Essa realidade de morte é uma transformação de uma vida na ressurreição.
            A morte é como um parto, antes dá angústia, tristeza, sofrimento na alma e até um  certo desânimo, mas depois que a criança nasce, passou a dor, o sofrimento, a angustia; tudo é felicidade, porque a mãe está com o filho nos braços. A alegria é tanta que já esqueceu tudo o que passou.
            Assim é a morte. Causa pânico, dor, angústia, medo, sofrimento e um certo desconforto; ninguém quer morrer. Imagine você morto! Sei que você não quer pensar nisso, mas é um fato real.
            Para nascer, é preciso morrer. É muito sofrido, mas acredito que se você estiver bem preparado, será feliz como no nascimento. Para sermos santos um dia, é preciso morrer para vida terrena, para as coisas do mundo e procurar ser feliz.
            Nesse momento, vale a pena pensar que os santos para serem santos, tiveram que morrer. A humanidade sempre pensou e pensa em ser santa, mas ninguém quer morrer. Exemplo: Nossa Senhora para ir ao céu e ser reconhecida como mãe do céu  e da terra   foi preciso morrer ou ter um sono profundo, como dizem alguns escritores.
            Então, quem busca e deseja ser santo, é preciso aceitar a morte com naturalidade, porque nascer e morrer faz parte da vida dos mortais.
            O tempo de finados é uma luta para muitos; é um dia de tristeza, angústia, sofrimento, penúria e muita mágoa em relação à morte. Porque não concordamos com a separação. Isso é ser egoísta, porque ninguém é de ninguém...
            O dia de finados poderia ser um dia de festa e não de tristeza, porque é um dia em que muitas almas ganham orações e também, se preparam para alcançar o céu. As pessoas são muito apegadas com uma realidade que todos passam e precisa passar.
            O grande medo da morte que temos, é que não sabemos se estamos fazendo o certo ou não. Se tivéssemos certeza do lugar para onde iríamos, acho que a morte seria mais tranqüila.
            A morte sempre foi e será um mistério na humanidade. O importante é ser gente boa neste mundo, fazer algo para merecer um fim feliz; quando digo fim, é o fim deste mundo. Porque a morte nunca é um fim, mas, sim, um começo de vida feliz.
            Jesus Cristo já apresentou a ressurreição como esperança de salvação da humanidade. Assim, nós, cristãos devemos ter uma vida no Cristo Ressurreição.
            O dia de finados é um dia em que devemos pensar mais nas propostas de Deus na nossa vida. Esse é um fato concreto. Por isso, morrer é bom, quando você está preparado para essa morte; só que não podemos deixar de preparar a vida na graça.
            O mundo precisa conhecer os momentos que Jesus passou em relação à morte, porque acredito que só, assim, entenderá melhor essa passagem deste mundo ao Pai eterno.
            Então, celebrar o dia de finados, não deve ser um dia triste, mas sim, um dia de muitas orações e preces àqueles que já deixaram esse mundo. É a oportunidade deles na presença de Deus, na própria vida em divindade.
Deus, como nosso Pai, quer os filhos que Ele criou, perto dele. Vamos aceitar a morte como meio de descanso terreno. Essa vida é muito cansativa, dramática, cheia de confusões, de indiferença, de egoísmo e até de rejeição num Deus-amor.
            Por isso, faça desse dia um dia de paz e felicidade, felicidade, porque você pode rezar por quem você ama.
            A morte é um momento sofrido, mas é muito bonito e é bom morrer. Vamos todos passar pela experiência. Prepare-se bem para sua hora.
            Um abraço e fiquem com Deus. 
Pe. Romildo Alceu


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VISITAÇÃO: TEMPO DE DESCOBRIR DEUS NA HISTÓRIA DO SEU POVO"
 

               A Paróquia de Santa Teresinha se abre para uma realidade das graças de Deus. Este momento é muito importante para a vida da Paróquia, como também para a vida das pessoas. É um tempo missionário dentro de uma Comunidade, cuja Padroeira é missionária.

Essa Visitação é um “marco” profundo na história do povo da Paróquia e vai marcar essas famílias e a graça de Deus entrará nas casas e será espalhada para todos.

É a semente da palavra de Deus, sendo lançada num solo fecundo, para germinar e produzir frutos. Esta é uma realidade de Jesus e também sua, que vai fazer uma caminhada com essa Visitação.

            Deus ama as pessoas que sabem viver a escolha de uma fé firme e de paz no coração. Se no mundo as pessoas podem vivenciar uma experiência de Deus na vida, por que não aproveitar tudo isso?

Esta caminhada que acontece com a Visitação, é um momento importante da Paróquia para conhecer suas famílias e seus filhos que sofrem e os filhos que querem viver essa grande graça na vida.

           O novo tempo de ser Paróquia de Santa Teresinha chegou. Tempo esse de mudanças, de esperanças, de harmonia, de reconciliação e de bênção. Um horizonte de paz, um infinito de forças e tranqüilidade e a vida em Jesus Cristo.        

            O mundo quer paz, as pessoas querem paz, mas é preciso trabalhar para essa paz acontecer. Este tempo que vai ser um “marco” profundo na vida das famílias visitadas como de quem vai visitar. É um momento de fé, de amor e de serviço.

          Missão é tempo de graça, tempo de amor de Deus às comunidades cristãs. Uma força de Deus, uma luz do céu sobre as famílias; sobre a Igreja doméstica.

            Um povo que reza, uma família que canta, gente que busca essa força do alto e quer vivenciar uma realidade na “TEOLOGIA” cristã.         

            Jesus Cristo é essa experiência profunda de Deus na vida. A Visitação é um tempo muito forte na vida das pessoas e das casas, como em Nazaré. Este é o momento do coração se abrir para as novidades. Jesus é essa novidade que se realiza em nós, nos nossos dias de desânimos e tristezas.

            O ser discípulo de Jesus implica em lançar-se para as águas mais profundas do amor. E encontrar forças para vencer a fragilidade humana, pensando sempre em viver bem.

            Este é o novo tempo de graças numa vivência cristã paroquial; é tempo de emoções, meditações e realizações de homens e mulheres.

Queridos paroquianos e paroquianas, estou muito feliz com esta luta e com pessoas especiais como você, que lutam e acreditam numa transformação humana. Essa transformação se dá numa experiência profunda de Deus. É o ser humano que busca a força profunda em Deus, para suas realizações.

            Esta Visitação vai ser para todos nós, uma luz que vai brilhar e iluminar toda a Comunidade de Santa Teresinha. É o céu abrindo as portas e derramando graças nas famílias; algumas recebendo, outras não. Umas aceitando; outras negando; isso também faz parte de uma humanidade que marcha para Deus.

As famílias de nossa Comunidade estarão vivendo esse tempo de visita missionária. Saibam que este é o momento de esperança e esperança de uma vida melhor, de uma família melhor.  Deus confia na sua família. Ele é o seu conforto sua força, sua realização pessoal.                                                     

                  A vida de um bom cristão acontece quando ele se faz seguidor de Jesus Cristo. Porque só assim, ele vai encontrando sentido na vida de bom samaritano, aquele que ajuda.

Esta Visitação também, não vai ser um encontro de samaritanos, querendo ajudar samaritanos, famílias com famílias num mundo de incertezas, mas que busca essa vivência na fé.

                Quero desejar aos agentes desta Visitação; muita paz, sucesso no trabalho e realizações na vida. Vou rezar para que todos vocês sejam grandes evangelizadores neste tempo.

Jesus é essa força que precisa para esta tarefa, Ele é tudo na vida de quem escolhe segui-lo. Desde já, muito obrigado por tudo, pela sua disponibilidade no meio de tantas preocupações que vocês têm na vida e, ainda encontrar este tempo para missão.

                  Um grande abraço, que Deus os abençoe sempre, que as bênçãos do céu caiam sobre vocês! Um bom trabalho e vão com Deus!

  Pe. ROMILDO ALCEU



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O PADRE EM BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA"

                Mês de agosto, mês das vocações. Deus nos chama para viver santamente a nossa vocação. O mundo voa, as pessoas voam para uma vida de consumismo, bebidas, compras, sexo e outras coisas mais.

O mundo vive assim, faz tudo para satisfazer o próprio ego; as pessoas correm perdidas sem uma direção, sem um ensinamento do que deve fazer da situação em que vive.

O padre diante do mundo tem que tomar muito cuidado, porque vivemos uma realidade de humanidade. E sendo assim o padre também peca e tem seus altos e baixos na vida.

Ser padre hoje é uma questão de muito cuidado, com o mundo e com as pessoas, porque o padre pode se tornar um beberrão, comilão, consumista e até mesmo um carreirista diante do seu sacerdócio.

Existem padres lutando para ser bom; acho muito bonito essa luta, só que os paroquianos também deveriam ajudar o seu padre a ser santo e realizado. Ele tem suas falhas, mas é o suporte da comunidade onde trabalha.

O padre precisa tomar cuidado; ele não é qualquer pessoa, ele tem que lembrar sempre que ele é o esteio da sua comunidade paroquial. Ele é chamado a ser sal e luz no meio do seu povo.

Por isso o padre vive no mundo, mas não é do mundo”. Pena que às vezes nós padres queremos viver como as pessoas vivem no mundo. Exemplo: padre que pensa só em comprar, viajar, beber, dinheiro, carro do ano, corremos o risco de voar como o mundo voa, sem sentido e às vezes o padre também pode sofrer as mesmas conseqüências.

O mundo muitas vezes nos leva a isso também. O mundo voa e quer levar o padre a voar também. O padre tem que viver, mas, muito cuidado nesse viver.

Ninguém é tão sábio que tem firmeza e certeza do que está fazendo. Cuidar é sempre bom um padre feliz; uma comunidade feliz.

O padre muitas vezes voa com a vida mundana porque ele se envolve tanto com mundo e com as “coisas” mundanas que acaba perdendo o sentido do ser padre. Volto à velha frase: ”Estou no mundo, mas não sou do mundo”. Se eu levar esse pensamento a sério, viverei mais feliz no meu sacerdócio.

O padre precisa cuidar mais de sua saúde, viver uma qualidade de vida melhor. Respeitar a sua própria vida e seu sacerdócio. Dez dicas para uma boa qualidade de vida:

  1. Respeitar os limites do seu corpo (descanso)
  2. Viver algumas horas de silêncio e tranqüilidade
  3. Comer de tudo e não tudo. (sempre pouco)
  4. Fazer sempre um chec-up  para ver se a saúde está em ordem.
  5. Evitar confusões com palavras e conversas que não levam a lugar nenhum.
  6. Fazer exercícios físicos como: caminhar, alongamentos, musculação, nadar, etc.
  7. Fazer seis refeições comendo sempre pouco e com qualidade.
  8. Buscar esforço para ter calma,dependendo conte até dez.
  9. Não comer gorduras, bebidas de álcool e refrigerantes.
  10. Evitar frituras, massas e doces e não comer nada à noite para dormir. Comer à noite e ir dormir é preparar a engorda.

Queridos amigos padres: pensei muito no dia do padre sobre nossa qualidade de vida. Não pense em emagrecer para sua estética, mas sim pra sua saúde.

O padre deve ser um poço de saúde e bem disposto no seu físico e no seu temperamento. A grande realidade dessa existência humana está baseada numa perfeita qualidade de vida.

Essa novidade de querer viver bem é saudável, faz parte de todo ser humano. A humanidade deseja viver bem, mas muitas vezes só fica no “desejo”.

Que os padres e todas as pessoas se esforcem para viverem mais com saúde. Faça sua parte que Deus faz a Dele.

Um grande abraço e fiquem com Deus.

 Pe. Romildo Alceu

 

Artigo "Falar a Deus com suas palavras"

Somos seres de diálogo. Mas o nosso diálogo não pode se esgotar nas coisas, nas pessoas ou num consumismo cada vez mais extravagante e selvagem, que mata em nós a mais bela sede de liberdade.

Trazemos em nós as marcas da presença do Senhor e, nele e por Ele, somos chamados constantemente a um diálogo de amor. Nada pode fundamentar a oração senão o amor. A gratuidade da oração nos permite olhar com alegria para o alto e, nas asas da fé, ultrapassarmos as nuvens e encontrar-nos com o olhar santo e benfazejo da Santíssima Trindade. As coisas, porquanto sejam necessárias, nos escravizam e dominam. É preciso tomar consciência de que a vida não termina aqui, e que a eternidade não é uma projeção de mentes exaltadas, mas um dom gratuito e amoroso de Deus.

Deus nos chama incessantemente a este diálogo de amor, a desejar conhecê-lo e amá-lo sobre todas as coisas.

Toda a Bíblia não é outra coisa senão o grito, por vezes doloroso, surdo, e outras vezes alegre e jubiloso com que procuramos a “face do Senhor”. “É o teu rosto que eu procuro... A minha alma tem sede de ti... Como a corça corre para a nascente das águas, assim minha alma te deseja... Meu Deus, minha força, meu rochedo e refúgio...o que desejo é estar todos os dias na tua casa, Senhor... “Tu, Senhor, és um escudo ao meu redor, és minha glória e manténs erguida minha cabeça... Procuro-te de todo o coração: não deixes desviar-me dos teus mandamentos!”

Jesus tem tanta sede de almas que clama ao Pai, do alto da cruz: “Tenho sede!” Este grito manifesta, ao mesmo tempo, a sede que temos de Deus. Sede esta revelada também pela samaritana: “Dá-me de beber”! A resposta de Jesus ecoa sempre na alma do orante e do contemplativo: “Se conhecesses o dom de Deus e quem te diz ‘dá-me de beber’, serias tu que lhe pedirias, e ele te daria água viva” (Jo 4,10).

Esta necessidade de Deus se faz cada vez mais forte no coração de quem o procura, por isso a Bíblia é o manual mais perfeito da pedagogia da oração. Quem quer aprender a rezar deve se aproximar dos grandes orantes que estão em todos os livros bíblicos, mas especialmente dos que a Tradição sempre considerou orantes por excelência: Abraão, Moisés, Elias, os profetas Isaías e Jeremias, Judith, Ana, Susana, Lia e Raquel... Na escola destes grandes orantes aprendemos como devemos nos relacionar com Deus. Adoração, louvor, súplica, zelo, mistério e temor de Deus compõem o espírito filial e amoroso do homem para com Deus.

Especialmente através dos Salmos percebemos que Deus está próximo do homem e que tudo se faz oração. A vida do salmista, tão semelhante à nossa: cheia de esperanças e de dificuldades, marcada pela dor e pelo amor, uma vida de trabalhos variados, faz que todos descubram Deus como o Pai providente que nunca abandona. É bom experimentar a alegria de rezar com os Salmos e fazer destas 150 orações e poemas o caminho mais fácil para nos dirigirmos ao Senhor.

Os salmistas nos ensinam os vários caminhos para contemplar e dialogar com Deus: das estrelas que brilham no céu aos rios, dos animais do campo às vitórias e derrotas, do encontro com amigos à desilusão do encontro com quem não ama a nós nem a Deus. Tudo, pelo toque do Espírito, faz-se presença de Deus.


Frei Patrício Sciadini, OCD

Artigo "O Amor de Deus"

Antes de iniciar a leitura deste pedaço de uma declaração de amor que faço ao meu Senhor e meu Tudo, peço-te, que se for um servo ou serva do Senhor que estiver lendo, reze uma Ave Maria, para que nossa Mãezinha vá passando a frente em sua mente e coração, para que você possa sentir o que quer que seja que o Senhor queira fazer neste momento em seu coração! Se você não é católico, só tenho a louvar e a bendizer a Deus, pois você meu irmão e minha irmã, são muito preciosos ao meu coração!

AMOR DE DEUS... O MESMO DE ONTEM, HOJE E SEMPRE... SEM NUNCA DEIXAR DE NOS AMAR!

Falar sobre o amor de Deus é algo sem explicação! Pois, por mais que se fale no amor de Deus, só o sabe quem o vive!

O amor de Deus já nos é dado antes mesmo de nascermos, como nos diz João Valter em seu livro, “Arte e Poder na Casa de Deus”, que nós já estávamos no coração do Senhor, desde o princípio dos tempos, Ele já nos havia concebido desde então!

A beleza do amor de Deus por cada um de nós é uma jóia rara! Um tesouro precioso e em sua Palavra, Ele nos faz tantas declarações de amor!!!

“E agora, eis o que diz o Senhor, aquele que te criou, Jacó, e te formou, Israel: nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Se tiveres de atravessar a água, estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás, e a chama não te consumirá. Pois eu sou o senhor, teu Deus, o Santo de Israel, teu salvador. Dou o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sabá em compensação. Porque és precioso a meus olhos, porque te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Fica, tranqüilo, pois estou contigo.” Isaías 43, 1-5.

A infinitude do amor de Deus por nós se pode perceber a cada respirar, a cada ato de piscar... Ah o amor de Deus!!! Tão sublime, tão intenso... O único amor que não nos pede nada em troca, pois Ele nos ama tão somente e gratuitamente! Nos faz sentir este amor e nos dá a certeza que ao no seu Sagrado Coração estamos e estaremos seguros contra tudo e todos.

Prova maior do amor de Deus por nós? Ah, é claro que você sabe! Não sabe??

O que dizer de nos dar o seu único Filho para ser nosso Cordeiro Imolado e derramar seu sangue em expiação de nossos pecados? Existe prova maior??

Achei mesmo que diria não! Pois não há! A não ser de igual tamanho... A do próprio Senhor Jesus Cristo, que mesmo sabendo tudo o que ia sofrer... Não desistiu em nenhum momento e mesmo em meio a tanto sofrimento no alto da Cruz, ainda se lembrou de nós...

“E Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.”” Lucas 23,24.

Quantas vezes nos desfazemos desde amor de Pai e Filho! Quantas vezes permitimos que o nosso pecado nos afaste de Deus Pai e Deus Filho!

Nada somos! Mais Deus tem por nós um amor tão profundo e tão intenso... Que nos espera sempre de braços abertos, nos espera desejando ardentemente que caia de nossos olhos o véu que nos cobre, que não nos permite ver ou sentir o amor infinito que Deus tem por nós!

Nós nada fazemos ou se fazemos, muitas vezes cansamos e deixamos de realizar o que nosso coração sabe que tem que ser feito! Por amor ao nosso Senhor...

É no louvor que Deus muda nossa vida! É no louvor que agradamos o coração de Deus Pai e de Deus Filho! Pois é no louvor que permitimos que Deus Espírito Santo aja em nós!

Louvar nada mais é do que uma eterna e agradável declaração de amor ao nosso Deus! Quem louva em meio à dor, declara que o Senhor é o Senhor de toda sua vida e que mesmo no sofrimento, a confiança que depositamos em seu Coração é maior que todo e qualquer sofrimento ou angústia que nos advenha em nossas vidas.

O verbo louvar no dicionário significa:
LOUVAR: v.t. Elogiar; dirigir louvores a; gabar; exaltar; enaltecer; bendizer; glorificar; aprovar; aplaudir; avaliar; calcular o valor de.

É em meio aos louvores a Deus que deixamos o nosso coração se encher do amor deste Deus tão infinitamente Deus, tão infinitamente Pai, fazer parte de nossas vidas, se fazer presente em nossos momentos mais difíceis e tudo o que diz respeito a nós mesmos!

Por isso, para declararmos o senhorio de nosso Deus Pai e nosso Deus Filho, em nossas vidas, convido você agora, comigo, inspirados sobre a ação do Deus Espírito Santo, iniciarmos um momento de louvor ao nosso maior amor, Deus. Não se acanhe! Não deixe este momento passar, nem que você louve no silêncio do seu coração, pois se o lugar onde está não lhe permite fazê-lo em alta voz, louve no silêncio de seu coração.
 

Senhor meu Deus eu te louvo e te glorifico, por poder aqui neste momento estar louvando teu Santo Nome...
Louvo-te Senhor, pelas graças infinitas que fizestes cair em minha vida...
Louvo-te por ter a certeza que em meio ao louvor, tu ages e muda a minha vida, a realidade de meu coração...
Louvo-te pelo o amor sublime que tens por mim...
Louvo-te Senhor porque, em meio às palavras tu ages e não me deixa nunca só!


Continue a louvar e no silêncio que se seguirá, escute o que o Senhor falará ao seu coração!

 
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