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AS 17 CITAÇÕES CENTRAIS DA VISITA DE BENTO XVI À ALEMANHA
Reflexões para não esquecer
ROMA, quarta-feira, 28 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos, a seguir, uma seleção de 17 das frases mais significativas pronunciadas pelo Papa Bento XVI durante a sua viagem à Alemanha, recopiladas pelo blog Il Sismógrafo (http://ilsismografo.blogspot.com).
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Liberdade e solidariedade
1. A liberdade precisa duma ligação primordial a uma instância superior. O facto de haver valores que não são de modo algum manipuláveis, é a verdadeira garantia da nossa liberdade. O homem que se sente vinculado à verdade e ao bem, estará imediatamente de acordo com isto: a liberdade só se desenvolve na responsabilidade face a um bem maior. Um tal bem só existe para todos juntos; por conseguinte, devo interessar-me sempre também dos meus vizinhos. A liberdade não pode ser vivida na ausência de relações.Na convivência humana, a liberdade não é possível sem a solidariedade. Aquilo que faço a dano dos outros, não é liberdade, mas uma ação culpável que prejudica aos outros e deste modo, no fim de contas, também a mim mesmo. Só usando também as minhas forças para o bem dos outros é que posso verdadeiramente realizar-me como pessoa livre. E isto vale não só no âmbito privado mas também na sociedade.
Berlim, 22 de setembro de 2011.
Direito razão e natura
2. Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político. Num momento histórico em que o homem adquiriu um poder até agora impensável, esta tarefa torna-se particularmente urgente(…)Foi na base da convicção sobre a existência de um Deus criador que se desenvolveram a ideia dos direitos humanos, a ideia da igualdade de todos os homens perante a lei, o conhecimento da inviolabilidade da dignidade humana em cada pessoa e a consciência da responsabilidade dos homens pelo seu agir. Estes conhecimentos da razão constituem a nossa memória cultural. Ignorá-la ou considerá-la como mero passado seria uma amputação da nossa cultura no seu todo e privá-la-ia da sua integralidade. A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma. Este tríplice encontro forma a identidade íntima da Europa. Na consciência da responsabilidade do homem diante de Deus e no reconhecimento da dignidade inviolável do homem, de cada homem, este encontro fixou critérios do direito, cuja defesa é nossa tarefa neste momento histórico.
Berlim, 22 de setembro de 2011.
O horror nacional-socialista
3. Neste lugar, é igualmente necessário trazer à memória o pogrom da «noite dos cristais», de 9 para 10 de Novembro de 1938. Poucas foram as pessoas que perceberam toda a dimensão daquele acto de desprezo humano como o percebeu o arcipreste da Catedral de Berlim, Bernhard Lichtenberg, que, do púlpito da Catedral de Santa Edvige, gritou: «Fora o Templo está em chamas; também isso é uma casa de Deus». O regime de terror do nacional-socialismo baseava-se num mito racista, do qual fazia parte a rejeição do Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, do Deus de Jesus Cristo e das pessoas que acreditavam n’Ele. (...) A mensagem de esperança, que os livros da Bíblia hebraica e do Antigo Testamento cristão transmitem, foi assimilada e desenvolvida de modo diverso por judeus e cristãos. «Depois de séculos de contraposição, reconhecemos como nossa tarefa fazer com que estes dois modos de nova leitura dos escritos bíblicos – o cristão e o judaico – dialoguem entre si, para se compreender retamente a vontade e a Palavra de Deus» (Jesus de Nazaré – Parte II: Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição, p. 38). Numa sociedade cada vez mais secularizada, este diálogo deve reforçar a esperança comum em Deus. Sem tal esperança, a sociedade perde a sua humanidade.
Berlim, 22 de setembro de 2011.
Permanecer em Cristo
4. Alguns olham para Igreja, detendo-se no seu aspecto exterior. Então ela aparece-lhes apenas como uma das muitas organizações presentes numa sociedade democrática; e, segundo as normas e leis desta, se deve depois avaliar e tratar inclusive uma figura tão difícil de compreender como é a «Igreja». Se depois se vem juntar ainda a experiência dolorosa de que, na Igreja, há peixes bons e maus, trigo e joio, e se o olhar se fixa nas realidades negativas, então nunca mais se desvenda o mistério grande e belo da Igreja.
(…)Permanecer em Cristo significa, como já vimos, permanecer na Igreja. A comunidade inteira dos crentes está firmemente unida em Cristo, a videira. Em Cristo, todos nós estamos conjuntamente unidos. Nesta comunidade, Ele sustenta-nos e, ao mesmo tempo, todos os membros se sustentam uns aos outros. Juntos resistimos às tempestades e oferecemos proteção uns aos outros. Não cremos sozinhos, cremos com toda a Igreja.
Berlim, 22 de setembro de 2011.
A dimensão pública da religião
5. Muitos muçulmanos atribuem grande importância à dimensão religiosa. Às vezes, isto é interpretado como uma provocação, numa sociedade que tende a marginalizar este aspecto ou, quando muito, admiti-lo na esfera das opções privadas dos indivíduos.
A Igreja Católica empenha-se, firmemente, para que seja dado o justo reconhecimento à dimensão pública da pertença religiosa. Trata-se de uma exigência que não se torna irrelevante pelo facto de aparecer no contexto duma sociedade maioritariamente pluralista. Nisso, há que estar atento para que se mantenha sempre o respeito do outro. Este respeito recíproco cresce somente na base de um entendimento sobre alguns valores inalienáveis, próprios da natureza humana, sobretudo a dignidade inviolável de cada pessoa como criatura de Deus. Tal entendimento não limita a expressão das diversas religiões; pelo contrário, permite a cada um testemunhar e propor aquilo em que crê, não se subtraindo ao confronto com o outro.
Berlim, 22 de setembro de 2011.
As coisas importantes para o verdadeiro ecumenismo
6. A coisa mais necessária para o ecumenismo é primariamente que, sob a pressão da secularização, não percamos, quase sem dar por isso, as grandes coisas que temos em comum, que por si mesmas nos tornam cristãos e que nos ficaram como dom e tarefa. O erro do período confessional foi ter visto, na maior parte das coisas, apenas aquilo que separa, e não ter percebido de modo existencial o que temos em comum nas grandes diretrizes da Sagrada Escritura e nas profissões de fé do cristianismo antigo. Para mim, isto constitui o grande progresso ecumênico dos últimos decênios: termo-nos dado conta desta comunhão e, no rezar e cantar juntos, no compromisso comum em prol da ética cristã face ao mundo, no testemunho comum do Deus de Jesus Cristo neste mundo, reconhecermos tal comunhão como o nosso comum e imorredouro alicerce.É certo que o perigo de a perder não é irreal.
Erfurt, 23 de setembro de 2011.
O ecumenismo não se baseia em vantagens e desvantagens
7. Nas vésperas da minha visita, falou-se diversas vezes de um dom ecumênico do hóspede que se esperava da visita em questão. Não é preciso especificar os dons mencionados em tal contexto. A propósito, quero dizer que isto – como na maioria dos casos se apresentava – constitui um equívoco político da fé e do ecumenismo. Quando um Chefe de Estado visita um país amigo, geralmente a sua vinda é antecedida por contatos das devidas instâncias que preparam a estipulação de um ou mesmo vários acordos entre os dois Estados: ponderando vantagens e desvantagens chega-se a um compromisso que, em última análise, aparece vantajoso para ambas as partes, de tal modo que depois o tratado pode ser assinado. Mas a fé dos cristãos não se baseia numa ponderação das nossas vantagens e desvantagens. Uma fé construída por nós próprios não tem valor. A fé não é algo que nós esquadrinhamos e concordamos.
Erfurt, 23 de setembro de 2011.
No coração de Maria
8. Uma particularidade da imagem miraculosa de Etzelsbach é a posição do Crucificado. Na maior parte das representações da Pietà, Jesus morto jaz com a cabeça virada para a esquerda. Deste modo, o observador pode ver a ferida no lado do Crucificado; aqui em Etzelsbach, ao contrário, a ferida está escondida, justamente porque o cadáver está virado para o outro lado. Parece-me que, em tal representação, se esconde um profundo significado, que só se desvenda numa atenta contemplação: na imagem miraculosa de Etzelsbach, os corações de Jesus e da sua Mãe estão voltados um para o outro; estão junto um do outro. Trocam entre si o seu amor. Sabemos que o coração é também o órgão de uma sensibilidade mais delicada pelo outro, bem como o órgão da compaixão íntima. No coração de Maria, há o espaço para o amor que o seu divino Filho quer dar ao mundo.
Erfurt - Etzelsbach, 23 de setembro de 2011.
Crer junto aos outros
9. Essencialmente, a fé é sempre também um acreditar junto com os outros. Ninguém pode crer sozinho. Recebemos a fé, diz-nos Paulo, através da escuta. E a escuta é um processo que requer o estar juntos de modo espiritual e físico. Somente na grande comunhão dos fiéis de todos os tempos que encontraram a Cristo e foram encontrados por Ele, posso crer. O fato de poder crer devo-o, antes de mais nada, a Deus que Se dirige a mim e, por assim dizer, «acende» a minha fé. Mas, de um modo muito concreto, devo a minha fé àqueles que vivem ao meu redor e que acreditaram antes de mim e acreditam juntamente comigo. Este grande «com», sem o qual não pode haver qualquer fé pessoal, é a Igreja. E esta Igreja não se detém diante das fronteiras dos países; demonstra-o as nacionalidades dos Santos que mencionei: Hungria, Inglaterra, Irlanda e Itália. Daqui se vê como é importante a permuta espiritual, que se dilata através da Igreja inteira. Sim, para o desenvolvimento da Igreja no nosso País foi, e continua a ser, fundamental que acreditemos juntos em todos os Continentes e aprendamos uns dos outros a acreditar. Se nos abrirmos à fé integral ao longo de toda a história e nos seus testemunhos em toda a Igreja, então a fé católica tem um futuro, mesmo como força pública na Alemanha. Ao mesmo tempo as figuras dos Santos, de que falei, mostram-nos a grande fecundidade de uma vida com Deus, a fecundidade deste amor radical a Deus e ao próximo. Os Santos, mesmo onde são poucos, mudam o mundo.
Erfurt, 23 de setembro de 2011.
Deus e o futuro do homem
10. «Onde há Deus, há futuro»: assim diz o lema destas jornadas. Como Sucessor do Apóstolo Pedro, a quem o Senhor – no Cenáculo – precisamente deu o encargo de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), de boa vontade vim ter convosco, nesta bela cidade, para rezarmos juntos, proclamar a palavra de Deus e celebrarmos juntos a Eucaristia. Peço a vossa oração para que estes dias sejam frutuosos, para que Deus confirme a nossa fé, revigore a nossa esperança e aumente o nosso amor. Oxalá nos tornemos de novo, nestes dias, cientes de quanto Deus nos ama e que Ele é verdadeiramente bom. E assim, devemos ser colmados pela confiança de que Ele é bom para connosco, que tem um poder benévolo e que Ele nos leva, com tudo o que faz mover o nosso coração e é importante para nós, nas suas mãos. E queremos nos colocar conscientemente nas suas mãos. N’Ele, o nosso futuro está assegurado; Ele dá sentido à nossa vida e pode levá-la à plenitude. Que o Senhor vos acompanhe na paz e torne a nós todos mensageiros da sua paz!
Freiburg, 24 de setembro de 2011.
Ortodoxos: nossa proximidade
11. Sinto grande alegria por nos encontrarmos hoje aqui juntos. De coração vos agradeço a todos pela presença e a possibilidade desta partilha amiga. De modo particular, agradeço-lhe, caro Metropolita Augoustinos, pelas suas palavras profundas. Chamou-me a atenção particularmente o que o senhor disse sobre a Mãe de Deus e sobre os Santos que abraçam e unem todos os séculos. E, neste contexto, apraz-me repetir aqui o que disse noutro lugar: sem dúvida, de entre as Igrejas e as Comunidades cristãs, a Ortodoxia é teologicamente a que está mais próxima de nós; católicos e ortodoxos conservaram a mesma estrutura da Igreja dos primórdios. Neste sentido, todos nós somos «Igreja dos primórdios», que entretanto está sempre presente e sempre é nova. E deste modo, não obstante as dificuldades que de um ponto de vista humano não cessam de aparecer, ousamos esperar que não esteja demasiado longe o dia em que poderemos de novo celebrar juntos a Eucaristia (cf. Luz do Mundo. Uma conversa com Peter Seewald, pp. 91-92).Com interesse e simpatia, a Igreja Católica – e eu pessoalmente – acompanhamos o desenvolvimento das comunidades ortodoxas na Europa ocidental, que têm registado um crescimento notável.
Freiburg, 24 de setembro de 2011.
Conjugar fé e razão
12. A preparação para o sacerdócio, o caminho para ele requer, antes de mais, também o estudo. Não se trata de uma eventualidade académica que se deu na Igreja ocidental, mas é algo de essencial. Todos conhecemos estas palavras de São Pedro: «Estai sempre prontos a dar, em resposta a todo aquele que vo-lo peça, o logos da vossa fé» (cf. 1 Ped 3, 15). Hoje, o nosso mundo é um mundo racionalista e condicionado pelo carácter científico, embora este seja muitas vezes só aparente. Mas este espírito científico de querer compreender, explicar, de poder saber, da rejeição de tudo o que não seja racional é predominante no nosso tempo. Nisto há também algo de grande, apesar de frequentemente se esconder por detrás muita presunção e insensatez. A fé não é um mundo paralelo do sentimento, que possamos permitir-nos como um extra, mas é aquilo que abraça o todo, que lhe dá sentido, interpreta-o e lhe dá também as orientações éticas interiores, para que seja compreendido e vivido apontando para Deus e a partir de Deus. Por isso é importante estar informados, compreender, manter a mente aberta, aprender.
Freiburg, 24 de setembro de 2011.
Insídias do relativismo subliminar
13. Vivemos num tempo caracterizado em grande parte por um relativismo subliminar que penetra todos os âmbitos da vida. Às vezes, este relativismo torna-se combativo, lançando-se contra pessoas que dizem saber onde se encontra a verdade ou o sentido da vida.
E notamos como este relativismo exerce uma influência cada vez maior sobre as relações humanas e a sociedade. Isto exprime-se também na inconstância e descontinuidade de vida de muitas pessoas e num individualismo excessivo. Há pessoas que não parecem capazes de renunciar de modo algum a determinada coisa ou de fazer um sacrifício pelos outros. Também o compromisso altruísta pelo bem comum nos campos sociais e culturais ou então pelos necessitados está a diminuir. Outros já não são capazes de se unir de forma incondicional a um consorte. Quase já não se encontra a coragem de prometer ser fiel a vida toda; a coragem de decidir-se e dizer: agora pertenço totalmente a ti, ou então, de comprometer-se resolutamente com a fidelidade e a veracidade, e de procurar sinceramente as soluções dos problemas.
Freiburg, 24 de setembro de 2011.
Cristo, a luz verdadeira
14. Ao nosso redor pode haver a escuridão e as trevas, e todavia vemos uma luz: uma chama pequena, minúscula, que é mais forte do que a escuridão, aparentemente tão poderosa e insuperável. Cristo, que ressuscitou dos mortos, brilha neste mundo, e fá-lo de modo mais claro precisamente onde tudo, segundo o juízo humano, parece lúgubre e sem esperança. Ele venceu a morte – Ele vive – e a fé n’Ele penetra, como uma pequena luz, tudo o que é escuro e ameaçador. Certamente quem acredita em Jesus não é que vê sempre só o sol na vida, como se fosse possível poupar-lhe sofrimentos e dificuldades, mas há sempre uma luz clara que lhe indica um caminho, o caminho que conduz à vida em abundância (cf. Jo 10, 10). Os olhos de quem acredita em Cristo vislumbram, mesmo na noite mais escura, uma luz e vêem já o fulgor dum novo dia.
Freiburg, 24 de setembro de 2011.
O coração aberto
15. A Igreja na Alemanha possui muitas instituições sociais e caritativas, onde se cumpre o amor do próximo de forma eficaz, mesmo socialmente e até aos confins da terra. Quero exprimir, neste momento, a minha gratidão e o meu apreço a todos quantos estão empenhados na Cáritas alemã ou noutras organizações, ou então que disponibilizam generosamente o seu tempo e as suas forças para tarefas de voluntariado na Igreja. Tal serviço requer, primariamente, uma competência objectiva e profissional; mas, no espírito do ensinamento de Jesus, exige-se algo mais, ou seja, o coração aberto, que se deixa tocar pelo amor de Cristo, e deste modo é prestado ao próximo, que precisa de nós, mais do que um serviço técnico: o amor, no qual se torna visível ao outro o Deus que ama, Cristo.
Freiburg, 25 de setembro de 2011.
Como, quando e por que transformar a Igreja
16. Uma vez alguém instou a beata Madre Teresa a dizer qual seria, segundo ela, a primeira coisa a mudar na Igreja. A sua reposta foi: tu e eu!
Este pequeno episódio evidencia-nos duas coisas: por um lado, a Religiosa pretendeu dizer ao seu interlocutor que a Igreja não são apenas os outros, não é apenas a hierarquia, o Papa e os Bispos; a Igreja somos nós todos, os baptizados. Por outro lado, Madre Teresa parte efetivamente do pressuposto de que há motivos para uma mudança. Há uma necessidade de mudança. Cada cristão e a comunidade dos crentes no seu todo são chamados a uma contínua conversão.
E esta mudança, concretamente como se deve configurar? Trata-se porventura de uma renovação parecida com a que realiza, por exemplo, um proprietário de casa mediante uma reestruturação ou a pintura do seu imóvel? Ou então trata-se de uma correção para retomar a rota e percorrer, de modo mais ágil e direto, um caminho? Certamente estes e outros aspectos são importantes, mas aqui não podemos tratar de todos eles. Mas, cingindo-nos ao motivo fundamental da mudança, este é a missão apostólica dos discípulos e da própria Igreja(…)Por outras palavras, podemos dizer: a fé cristã constitui sempre, e não apenas no nosso tempo, um escândalo para o homem. Que o Deus eterno se preocupe connosco, seres humanos, e nos conheça; que o Inatingível, num determinado momento e num determinado lugar, se tenha colocado ao nosso alcance; que o Imortal tenha sofrido e morrido na cruz; que nos sejam prometidas a nós, seres mortais, a ressurreição e a vida eterna – crer em tudo isto não passa, aos olhos dos homens, de uma real presunção.
Este escândalo, que não pode ser abolido se não se quer abolir o cristianismo, foi infelizmente encoberto, mesmo recentemente, por outros tristes escândalos dos anunciadores da fé. Cria-se uma situação perigosa, quando estes escândalos ocupam o lugar do skandalon primordial da Cruz tornando-o assim inacessível, isto é, quando escondem a verdadeira exigência cristã por trás da incongruência dos seus mensageiros.
Freiburg, 25 de setembro de 2011.
Rezo pela Alemanha
17. Desejo encorajar a Igreja na Alemanha a continuar, com força e confiança, o caminho da fé, que faz as pessoas voltarem às raízes, ao núcleo essencial da Boa Nova de Cristo. Haverá – e já existem – comunidades pequenas de crentes que, com o seu entusiasmo, difundem raios de luz na sociedade pluralista, fazendo a outros curiosos de procurar a luz que dá vida em abundância. «Não há nada de mais belo que conhecê-Lo e comunicar aos outros a amizade com Ele» (Homilia no início solene do Ministério Petrino, 24 de Abril de 2005). A partir desta experiência, cresce a certeza: «Onde há Deus, há futuro». Onde Deus está presente, há esperança e abrem-se perspectivas novas e, frequentemente, inesperadas que vão para além do hoje e das coisas efémeras. Neste sentido, acompanho em pensamento e na oração o caminho da Igreja na Alemanha.
Freiburg, 25 de setembro de 2011.

CARD. RYLKO E AS LINHAS DE RATZINGER SOBRE A EVANGELIZAÇÃO
 
Cidade do Vaticano, 22 set - O Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanyslaw Rylko, explicou as “três linhas” propostas pelo Cardeal Joseph Ratzinger–Bento XVI para o processo da evangelização na qual devem estar envolvidos todos os fiéis da Igreja. Em um artigo publicado na edição de ontem, 21 de setembro, do jornal vaticano L'Osservatore Romano, o Cardeal Rylko explica a urgência da evangelização no mundo de hoje como missão insubstituível da Igreja em meio de uma sociedade relativista. Para explicar as três linhas propostas pelo então Cardeal Ratzinger, o Cardeal Rylko cita uma palestra do agora Papa Bento XVI pronunciada em 10 de dezembro do ano 2000 por ocasião de um congresso de catequistas e professores de religião.
Naquela oportunidade, o ainda Cardeal Joseph Ratzinger se referiu à “crise de Deus” no mundo, que “com freqüência os cristãos vivem como se Deus não existisse”. Com essa premissa, o Cardeal Ratzinger elaborou três linhas para a evangelização. A primeira é a “da expropriação”. Os cristãos, diz o Cardeal Rylko, “não são os donos, mas humildes servos da grande causa de Deus no mundo. São Paulo escreve: 'não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus Senhor, quanto a nós, somos seus servidores por amor a Jesus'”.
“Por isso o Cardeal Ratzinger sublinhava com força que 'evangelizar não é simplesmente uma forma de falar, e sim uma forma de viver: viver na escuta e ser voz do Pai”. A evangelização, prossegue o Cardeal vaticano, “não é então mais um assunto privado, porque detrás sempre está Deus e sempre está a Igreja” para o qual é necessário manter-se em constante oração. A segunda linha de evangelização, prossegue o Cardeal Rylko, “é a que aflora da parábola do grão de mostarda”.
“As realidades grandes começam na humildade, dizia o Cardeal Ratzinger. Assim, Deus tem predileção particular pelo pequeno”. “A parábola do grão de mostarda diz que quem anuncia o Evangelho deve ser humilde, não deve pretender obter resultados imediatos, nem qualitativos nem quantitativos, porque a lei dos grandes números não é a lei da Igreja”. Isso acontece, explica o Cardeal Rylko, porque o dono da colheita é Deus, é Ele quem decide os ritmos, os tempos e as modalidades de crescimento do grão. Isto então nos livra do desespero em nosso esforço missionário, sem nos eximir de dar tudo como nos recorda o Apóstolo de Gentes: 'quem semeia escassamente, recolhe escassamente; quem semeia amplamente, recolherá com amplitude'.
A terceira linha tem a ver com a morte do grão de mostarda para dar fruto: na evangelização sempre está presente a lógica da Cruz. Sobre isto dizia o Cardeal Ratzinger: “Jesus não redimiu o mundo com belas palavras, mas com seu sofrimento e sua morte. Sua paixão é a fonte inesgotável de vida para o mundo, a paixão dá força à sua palavra”. O Cardeal Rylko recorda, como exemplo, a força e o testemunho dos mártires de toda a história, que constituem o “grande patrimônio espiritual da Igreja e um luminoso sinal de esperança para seu futuro”. Diante dos muitos desafios e problemas que se apresentam neste terceiro milênio, continua, “a esperança não deve nos abandonar jamais. O sucessor de Pedro nos assegura que Deus 'também hoje encontrará novos caminhos para chamar os homens e quer ter consigo a nós como seus mensageiros e servidores'”.

BEATIFICAÇÃO DE JOÃO PAULO II
Estou certo de que estar em Roma e ter podido vivenciar intensamente os dias que precederam a morte e o sepultamento do Papa João Paulo II, o João de Deus, para nós brasileiros, foi uma oportunidade e, de certo modo, um privilégio que a Providência Divina me ofereceu. Nesse momento em que as atenções se voltam novamente para Roma, por ocasião da beatificação de João Paulo II, no próximo domingo, tomo a liberdade de partilhar minha reflexão pessoal desse fato histórico. Procurei estar presente nos vários momentos tão bem divulgados pelos meios de comunicação. Tive a graça de ficar 10 minutos diante do corpo do Santo Padre, rezando e agradecendo a Deus o dom de sua vida e vocação. Sua face era serena; seu corpo exposto como sinal de vida que foi consumida pela causa da vida e do amor.
O longo e fecundo Pontificado de João Paulo II ofereceu ao mundo uma preciosa contribuição favorecendo a eliminação de muitos obstáculos geradores de morte, potencializando a cultura da vida e da paz. Ele foi um homem de profunda reflexão e incansável ação. Apontou caminhos, enfrentou crises e dificuldades, sofreu, ficou doente e continuou seu percurso com perseverança e fortaleza invencíveis. Sua morte foi entendida como coroamento e ápice de uma missão cumprida por amor e com amor.
A grande família de Deus se reuniu de modo físico, estando presente, ou espiritual, estando em comunhão solidária, em torno do Sucessor de Pedro, Servo dos Servos de Deus. Havia um sentimento comum de gratidão, afeto e respeito. Diziam que Roma tornou-se novamente a capital do mundo. A presença de milhões de peregrinos, oriundos de diversos países, a chegada de quase duzentas delegações estrangeiras com chefes de Estado, chefes de Governo, reis, rainhas, príncipes e outras autoridades constituídas, a participação das várias Confissões Religiosas e Igrejas com seus respectivos líderes ou representantes, sinalizaram que a concretização de um outro mundo possível é uma proposta viável e em constru-ção. Creio que não foi a cidade de Roma que se tornou o centro do mundo, mas sim a esperança que a partir de Roma se tornou visível para todos. João Paulo II que tanto insistiu na globalização da solidariedade, com sua vida, missão e morte conseguiu globalizar de modo muito palpável a esperança.
A multidão durante a missa-funeral pediu “santo subito”. A Igreja, contudo, seguiu o processo para uma beatificação. Não bastava a fama de santidade que João Paulo II tinha entre o povo. Era necessário um processo rigoroso, um milagre e o decreto para a beatificação.
Foi o que ocorreu no período de seis anos. Resta ainda, após a beatificação, a comprovação de um outro milagre, atribuído a sua intercessão, para que João Paulo II torne-se santo, como era e é o desejo do povo de Deus.
Todos os fatos e expressões, ocorridos e manifestados naqueles dias, contribuíram certamente para potencializar a virtude da esperança.
Abramos, com coragem, o livro do Evangelho, colocado sobre a urna fúnebre que acolhia o corpo de João Paulo II. O vento forte  que virou suas páginas e o fechou simbolizava a esperança que soprava abundantemente naquela manhã primaveril e pascal. Ninguém ousou tocar naquele livro sagrado. Foi respeitada a decisão do sopro-esperança. O vento o fechou para que cada um pudesse abri-lo livremente, com a convicção de que nele existe uma proposta segura e viável, pautada no amor que quer estar em ação por meio do nosso empenho incansável e quotidiano. João Paulo II foi um infatigável trabalhador. Não é por acaso que sua beatificação acontecerá no Dia do Trabalho, celebrado em todo mundo.
Sigamos trabalhando, com fortaleza invencível na messe do Senhor, produzindo e colhendo bons frutos para a vida do mundo. João Paulo II, muito obrigado por potencializar em nós fé, esperança e amor! Sua beatificação oferecenos uma preciosa ocasião para retomar o seu rico legado atual e oportuno. Pe Luiz Antonio Lopes Ricci

ÉTICA DO CUIDADO COM A VIDA
A ética compreendida como morada humana, não é algo pronto e construído de uma só vez. “O ser humano está sempre tornando habitável a casa que construiu para si. Ético significa tudo aquilo que ajuda a tornar melhor o ambiente para que seja uma moradia saudável: materialmente sustentável, psicologicamente integrada e espiritualmente fecunda” (L. Boff).
O cuidado é primordial: o humano do humano. “Sem o cuidado o humano se faria inumano”  (Ibid.). Contudo é importante evitar os extremos. O cuidado em seu excesso é obsessão; em sua carência é descuido ou negligência. O cuidado concretizado na justa medida favorece a compreensão da necessária interconexão do “eu com o tu” desenvolvendo a consciência da interdependência e consequente responsabilidade.
“Não podemos assumir para nós a justificativa de Caim: ‘Por acaso eu sou o guardião do meu irmão’ (Gn 4,9). Cada um de nós é ‘confiado’ aos outros e deve sentir os outros ‘confiados’ a si” (S. Majorano). O cuidado cria vínculo. É a realização da responsabilidade moral com  comportamento dialógico e cooperativo, em oposição àquele de matriz neoliberal que privilegia a competição. Desenvolver-se não é descuidar do semelhante e do planeta. As pessoas se desenvolvem cuidando.
Dessa maneira, o momento fenomenológico da ética do cuidado (cuida de mim!) adquire um plus bastante significativo quando se associa ao momento teológico (a vida foi confiada a mim). A vida humana, criada por Deus, tem um futuro temporal (conservação terrena) e a-temporal (destinada à vida eterna). O cristão recebe de Deus a nobre missão de melhorar e transformar a realidade penúltima enquanto caminha para a realidade última (junto de Deus).
Assim, entende-se que o homem se realiza fazendo o bem, quando a ação pessoal ou comunitária coincide com a Vontade do Criador. Nesse sentido, o trabalho humano que continua e desenvolve a obra da criação é tarefa confiada por Deus, uma espécie de vocação intrínseca: acolher e cuidar da vida, duas atitudes que pertencem à condição originária do
homem e, portanto, precedem a “queda”. No serviço a Deus e a vida, o homem se realiza como filho, criatura e irmão de todos. Portanto, a vida para a qual o homem foi criado, fragilizada pelo pecado, foi restaurada por Cristo numa “nova criação”. Porém, a “vida nova” permanece um apelo (chamado) de Deus que espera uma resposta humana livre e responsável que, contemporaneamente, requer conversão permanente e mudanças radicais no modo de pensar e agir. Assim, não obstante as tensões e limites, o homem pode ser o que deve ser apropriando-se com convicção de sua vocação original: respeitar, cultivar e cuidar da vida e do planeta: lugar onde acontece a aventura humana. Ao confiar essa responsabilidade ao homem, o Criador revela seu poder participativo: o ser humano é parceiro de Deus na criação, recebe poder e liberdade. “A ética sai de um âmbito obediencial e restrito para ganhar uma perspectiva dinâmica e responsável” (M. Fabri).
Trata-se não apenas de obedecer a Deus, mas, principalmente, de “querer o que Deus quer”.
A Campanha da Fraternidade 2011 propõe três atitudes quotidianas como gesto concreto: reduzir, reutilizar e reciclar.
Isso implica educar para a ética do cuidado para com a vida humana e do planeta. Para tanto, urge cultivar uma mística ecológica, como modo de ser, de agir e de se relacionar com a criação, fundamentada pela responsabilidade moral pela vida a nós confiada pelo Criador. Afinal, “somos todos responsáveis por tudo e por todos e eu mais do que os outros”. Logo, a criação que geme em dores de parto” (Rm 8,22) nos pertence.
O cristão atual é um cuidador por excelência, cuja práxis tem forte incidência no tecido social e cultural. É possível fazer a diferença com pequenos gestos. Após entrar com Cristo no deserto podemos sair com Ele, fortalecidos e transfigurados para uma vida nova. Eis a pedagogia da quaresma!
Pe. Luiz Antonio Lopes Ricci - Vigário Geral da Diocese de Bauru

MENSAGEM DO PAPA PARA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Boletim da CNBB
O papa Bento XVI enviou ao presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, uma mensagem cumprimentando a Igreja no Brasil pela pela Campanha da Fraternidade, aberta hoje, Quarta-feira de Cinzas.
Leia a íntegra da mensagem. 
Ao venerado irmão,
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB
É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: “Fraternidade e vida no Planeta”, pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.
Pensando no lema da referida Campanha, “a criação geme em dores de parto”, que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a “criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes “os filhos de Deus”, cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1Co 15,28).
O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. “Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1/1/2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e aquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a “ecologia humana” (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perdem tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.
Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora bênção apostólica.
Vaticano, 16 de fevereiro de 2011
Bento XVI

MENSAGEM DO PAPA PARA O 48° DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
Boletim da Santa Sé
Queridos irmãos e irmãs!
 
O 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de maio de 2011, 4º Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: "Propor as vocações na Igreja local". Há 60 anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, "ao ver as multidões, encheu-se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor" e disse: "A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe" (Mt 9, 36-38).
A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro ato foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias. A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contato constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao "Dono da messe" quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.
O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam a trabalhar nas margens do lago da Galileia: "Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens" (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos "sinais", que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, "sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai" (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: "Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações" (Mt 28, 19).
 A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes "Segue-Me!", é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: "Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto" (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: "O sinal por que todos vos hão de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros" (Jo 13, 35).
 Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d’Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja "é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais" (JOÃO PAULO II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por "outras vozes" e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu "sim" a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: "Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade" (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).
É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens – como Jesus fez com os discípulos – para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. "Propor as vocações na Igreja local" significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.
Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, "promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias" (Decr. Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.
O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover sobretudo mediante uma vida plenamente cristã» (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam "animadas pelo
espírito de fé, de caridade e piedade" (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais "de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina" (Ibid., 2).
Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial – a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários – são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos mais pequenos e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.
A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer "sim" ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.
 
Vaticano, 15 de Novembro de 2010

 

NOTA DA CNBB SOBRE ÉTICA E PROGRAMAS DE TV
Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.
Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.
Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.
Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.
Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.
Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1º, II e III).
Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.
Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.
Brasília, 17 de fevereiro de 2011
Dom Geraldo Lyrio Rocha        Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Mariana                  Arcebispo de Manaus
Presidente da CNBB                      Vice-presidente da CNBB
 
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

 


MISSA NA REDE VIDA COM PE. GIULIANO
Dia 18/02/20111 às 19h
Saída de Bauru às 14h da Paróquia de São Judas e São Dimas no Jd. Estoril
Valor: R$ 38,00
Informações e reservas na Secretaria Paroquial: 3223-1314

CÁRITAS DIOCESANA DIVULGA CONTAS PARA DOAÇÕES AOS DESABRIGADOS PELA CHUVA

 

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a Cáritas Diocesana de Bauru contam mais uma vez com sua ajuda para os menos favorecidos no desastre devidos às chuvas que se assola o País, para ajudar:

 

Caixa Econômica Federal

Agência: 1041

Opção: 003

C/C 1490-8

 

Banco do Brasil

Agência: 3475-4

C/C: 32000-5

 

Arquidiocese do Rio de Janeiro

Bradesco

Agência:0814-1

C/C: 48500-4

 

Informações: (14) 3223-6576

 

CURSO DE INICIAÇÃO TEOLÓGICA DA DIOCESE DE BAURU

 
Com o objetivo de promover uma formação teológico-pastoral qualificada preparando para a ação na comunidade, o diálogo com a realidade sócio-religiosa, a compreensão e a vivência da fé cristã-católica, a Diocese de Bauru estará abrindo as inscrições nos próximos dias 15,22 e 29 de janeiro das 8h às 12h no Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja, na Rua Fernando Costa, quadra 3, no Jardim Estoril, ao lado da Paróquia de São Judas e São Dimas.
O início das aulas será no dia 12 de fevereiro aos sábados das 8h às 12h, terá duração de 4 anos e uma taxa mensal de R$15,00.
OBS: Para se inscrever será necessário pagar uma taxa de R$5,00 e anexar uma carta de apresentação do Pároco ou Administrador Paroquial à ficha de inscrição.
 

2011: Um ano da graça do Senhor
- Pe. Marcio Cattache para o informativo "O Peregrino" - Janeiro/2011
 
Com alegria, encerramos o ano de 2010 e olhamos, com grande esperança, para o que está por vir. Tudo isso exige de nós um forte espírito de celebração. Celebrar significa, principalmente, realizar com solenidade. Celebramos coisas que não devemos deixar passar em branco: realizações, acontecimentos, passagens, mudanças... Nossa vida exige constante estado de celebração, para que possamos estar atentos às graças que nos são oferecidas, assim como assimilar as perdas. Viver sem celebrar, é não viver, não tomar posse de tudo aquilo que a vida nos oferece. Aceitar sem agradecer nem refletir, é o mesmo que recusar. Apenas o que celebramos, ganha sentido e lugar em nossas memórias. É por isso que a Igreja valoriza tanto sua Liturgia Sagrada: ela é nossa maneira de celebrar constantemente a presença de Deus em nossa existência. Por isso, celebramos com bênçãos, orações e Sacramentos, as diferentes condições de nossa vida: o nascimento, o desenvolvimento da fé, a maturidade, o amor, as conquistas que vamos obtendo neste mundo de desafios. Até mesmo a doença e a morte são celebradas, a fim de nos ajudar a dar um sentido e superar, em Cristo, o sofrimento de nossas vidas. Uma mudança de tempos exige festa, reflexão, meditação, ação de graças. E é, assim, que acontece com o ano que termina e acaba. Uma verdadeira mudança de tempos em nossas vidas.
Uma festa pagã?
Nos primórdios, a vida do ser humano era regida pelas estações do ano: o plantio e a colheita eram a fonte de vida para as famílias. E o mundo era visto como um ciclo de eternas repetições: primavera, verão outono e inverno. E era a repetição das grandes festas, em especial a festa da colheita, que regia o repetitivo calendário. Os romanos antigos cultuavam um deus bem estranho que regia estes ciclos. Era Jano, o porteiro. Ele representava o fim e o início de um novo ciclo e, por isso, tinhas dois rostos: um envelhecido, que contemplava o passado e outro bem jovial, que olhava para o futuro. Ainda existe um vestígio deste culto em nossas vidas: é por causa de Jano, que o primeiro mês do ano se chama Janeiro.
Mas a partir do desenvolvimento do cristianismo e da conversão da Europa ao nome do Senhor, tal tradição obviamente desapareceu, embora ainda persistam, no meio do povo, inúmeras crendices e superstições sobre esta data e como atrair coisas boas na noite da virada. Mas o autêntico Cristão sabe que apenas a fé no nome do Senhor Jesus é que pode nos salvar. Para nós, o primeiro dia do ano é marcado com uma celebração litúrgica das mais importantes: é o dia da Solenidade de Maria, a Mãe de Deus. Na Virgem Mãe, cumpre-se a profecia de um novo tempo: “Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus-conosco”(Mt 1,23). O nascimento de Jesus é o fato que rompe o infinito repetir de ciclos, conforme acreditavam os antigos, para inaugurar um tempo totalmente novo. Nós, cristãos, sabemos que o repetir de ciclos é apenas aparente, pois caminhamos para a consumação da História, que se dará em nosso Senhor Jesus. A vida não se repete, mas caminha para a sua plenitude no Cristo, princípio e fim de todas as coisas. “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso” (Ap 1,8). Por Ele surgimos, por Ele existimos e para Ele caminhamos.
"Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18,8)
Assim, celebramos não o início de um novo ciclo, mas a vitória sobre mais uma etapa na nossa caminhada, rumo a Ele. É tempo de refletir sobre a etapa anterior, avaliar a consciência, planejar o que está por vir. Não podemos pensar no fim do ano civil como algo profano, sem sentido religioso. Em primeiro lugar, porque se trata de uma solenidade dedicada a Nossa Senhora (1º de Janeiro), mas, sobretudo, porque se vivemos em função do Cristo, não há espaço em nossas vidas, onde Ele não penetre com sua presença santificadora. Lembremos São Paulo: Dai graças, em toda e qualquer situação, porque esta é a vontade de Deus, no Cristo Jesus, a vosso respeito” (I Ts 5,18). Além disso, não podemos nos esquecer dos grandes desafios que enfrentaremos nesta caminhada e de tantos irmãos que necessitam de nossa oração e caridade. Na sua mensagem pela paz, deste ano, o Papa Bento XVI resolveu focar sua reflexão nos conflitos religiosos, que acontecem ao redor do mundo. Lembrou-se, sobretudo, do massacre de dois padres e cerca de 50 fiéis na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Bagdá, no final deste ano. É terrível pensar que XXI séculos depois, o nome de Cristo continua sendo causa de martírio e perseguição. Mesmo em lugares onde existe a liberdade religiosa, como o Brasil, somos chamados a testemunhar o nome do Senhor, diante de um mundo que questiona e seduz. Veja-se, por exemplo, toda a polêmica acerca do crucifixo em lugares públicos e todo o esforço em mostrar os valores da família e religião como ultrapassados, talvez até como um entrave ao progresso e à felicidade, como se os religiosos não tivessem o direito de se expressar e defender seus direitos. Nós não podemos aceitar isso passivamente. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito” (Rm 12,2). Um dos pontos principais para que o ano de 2011 seja melhor, é justamente o respeito pelas expressões religiosas e pela liberdade de consciência, o que não significa abandonar a própria identidade. Vemos também, o respeito pela criação de Deus na sua totalidade como uma tarefa inadiável para todos os cristãos. Só, assim, teremos a vida em abundância para nós e nossos irmãos menos favorecidos.
Consagremos, pois, à misericórdia divina o ano passado e coloquemos sobre os olhos maternais de Nossa Senhora, o que está por vir. Peçamos que o Espírito Santo de Deus nos guie a cada dia de 2011, para que possamos encontrar em nossos corações a vida profetizada de justiça, fraternidade e amor.
“O espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu. Enviou-me para levar a boa nova aos pobres, para curar os de coração aflito, anunciar aos cativos a libertação, aos prisioneiros o alvará de soltura; para anunciar o ano do agrado do SENHOR, o dia de nosso Deus fazer justiça, para consolar os que estão tristes”... (Is 61,1-2)

Pe. Márcio Cattache

Ele vem -
Frei Walter Hugo para o Jornal da Cidade edição de 19/12/2010
 
Ele vem,
vai passar de ponta a ponta na avenida, vai ver as árvores coloridas, mar de luzes, ouvir muitas canções, - pretensas canções natalinas!...
Vai descer a rua do Shopping, dos presentes, presenciar a compra da madame, e a triste compra da lavadeira...
Vai entrar nas moradias, ver as mães, vovós, atarefadas, em preparar o seu Natal!...
Natal da hora-zero – ceia!
Ele vem,
vai chorar nas portas dos barzinhos, nos antros das boates, ficar parado nos batentes de muitas portas, até de familiares!...
Não há lugar na hospedaria dos homens (Lc 2,7)
Quantos foram encher a noite no tilintar das taças!...
Quantos desfilarão na pompa dos salões!...
E elas exibindo a última moda de Paris?...
A casa toda em confusão, Tio Chico, Zezinho, sua mulher,
Uma tropa de crianças,
Um corre-corre infernal!...
Parece, ninguém está aí para o Natal!...
Ele vem, verá presépios, sim, presepinhos e presepões, nas salas das madames, adorno da salinha... e nas praças da cidade, uns, é fato, para a glória dele, outros, é triste, para competir com a vizinha!...
engrandecer a Prefeitura!...
Vem, Senhor, não passes por ali,
Espera um pouco, à porta desta Belém,
Espera um pouco, vou bancar o João Batista,
Aplainar muitos caminhos, Incutir o verde nesta cidade,
Vou dar lugar ao teu nascer!...
Espera um pouco, vai passando lá no morro,
Onde mora a miséria,
Onde lembra mais a Gruta,
Onde o fogo anda apagado,
Onde as latas andam vazias,
Onde a fome morde o ventre,
Onde a noite é mais escura,
Onde falta leito ameno,
Onde o sono em dura cama,
Onde o frio é mais cortante,
E o Noel não toma o teu lugar!...
Ou se toma, deixa vaga ao teu nascer.
Vai, Senhor, passando lá no morro,
Espera um pouco essa Belém,
Que ela ouça o João Batista,
Que ela faça penitência
Do Natal que não viveu!...
Depois, desce o morro, vem!
Não importa o atraso desse Natal cá da cidade,
Desta Belém que não te quis,
Naquela noite colorida!...
Importa nascer: Tu nasces sempre!
Basta haver um não ao mal passado,
E a força do querer agora.
Nasce, Senhor,
É tempo ainda, já desponta o Ano Novo!
Vem, Senhor, fazer outro Natal!
Frei Walter Hugo de Almeida, OFM

O posicionamento de Bento XVI -
da coluna OPINIÃO do Jornal da Cidade edição de 24/11/2010
 
O papa Bento XVI, ao responder de forma coloquial a duas perguntas referentes à luta contra a aids e ao uso do preservativo (popularmente chamado no Brasil de “camisinha”), no livro-entrevista Luz do Mundo, lançado em 23-11-2010, oferece uma contribuição original ao conjugar fidelidade aos princípios morais e visão compreensiva e sábia que objetiva “um exercício mais humano e responsável da sexualidade humana” (cf. Nota oficial da Santa Sé de 21-11-2010). Mesmo afirmando que a Igreja não considera o preservativo como solução autêntica e moral para o problema da aids, Bento XVI indica uma concessão/exceção ao dizer que “podem ter alguns casos em que se justifique o uso de preservativos.
Isso pode ser o primeiro passo em direção a uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade”. Essa abertura do papa ao uso de preservativos em situações extremas, quando estão em jogo a vida e a saúde, coincide com o pensamento
e posição de numerosos teólogos e autoridades eclesiásticas que, todavia, “não haviam escutado com tanta clareza  da boca de um papa” (cf. Ibidem).
Penso que Bento XVI se apóia no paradigma da “gradualidade moral”, defendida por muitos teólogos eticistas. Trata-se da “lei da gradualidade” (e não “gradualidade da lei” rejeitada pela encíclica Familiaris Consortio, n.34), entendida como itinerário e crescimento moral pessoal como componente afetivo e efetivo no processo humano progressivo em vista do “maior bem possível”. Prefere-se hoje a expressão “maior bem possível” e não “mal menor”. Do ponto de vista humano e pedagógico, a expressão maior bem possível é positiva e reforça o desejo de superação gradual, acentuando os passos (processo) dados pela pessoa que busca sair de uma situação que fere a sua dignidade, colocando em risco sua vida e a vida do semelhante. É o caso da prostituída (prefiro esta expressão a prostituta) ou prostituído, colocado pelo papa como exemplo de progresso moral, pois o mandamento “não matarás” precede o sexto, tanto na ordem numérica quanto na gravidade moral. Se há uma exceção ao mandamento “não matarás”, como é o caso da “legítima defesa”, porque não aceitar uma exceção também para o sexto-mandamento? Nesse sentido, pode-se dizer que o nosso papa-teólogo fundamentou sua fala numa prática presente em vários âmbitos da vida, menos no âmbito da sexualidade que até então era intocável.
Grande avanço e sensibilidade que merece dos fiéis em particular e da  humanidade em geral reconhecimento e gratidão.
Para que haja um sério discernimento ético, evitando a “banalização da sexualidade humana”, a Igreja oferece uma contribuição, não castradora, que visa a humanização e realização integral da pessoa humana. Isso implica permitir que a fé e a religião iluminem a pessoa antes da decisão. Contudo, em alguns casos fronteiriços (complexos) é importante fazer a opção pelo maior bem possível e não pelo mal menor. A Igreja respeita a dignidade da consciência reta e iluminada.
Ninguém decide por ninguém. A pessoa é convidada a decidir por si mesma, exercitando sua autonomia, que no caso dos fiéis, é uma “autonomia teônoma”, isto é, que tem como referência os valores cristãos. A ética cristã atual privilegia o esquema “proposta e resposta”. Trata-se de propor e não de impor, de “educar para a liberdade dos filhos de Deus”. Aqui entra a lei da gradualidade moral, entendida como processo de maturação e purificação. Ainda que o preservativo
seja moralmente errado em alguns casos não é definitivamente um mal.
Urge, portanto, fazer a opção pelo maior bem possível do que pelo mal inevitável.
A Igreja pelo hábito de escutar e de estar atenta aos “sinais dos tempos” (subtítulo do livro) torna-se sensível e mais compreensiva.
Bento XVI falou explicitamente como pastor da Igreja e não apenas como teólogo. Falou o pastor-teólogo atento as dores e sofrimentos de seu rebanho. Penso que seu posicionamento educa para a cultura da vida e do respeito ao semelhante.
Em lugares em que a continência e a fidelidade não são ainda valores respeitados, o preservativo apresenta-se como maior bem possível para evitar a aids, por exemplo.
O posicionamento do papa é uma manifestação da caridade, compaixão e misericórdia de Cristo, Cabeça da Igreja, definida por João Paulo II como “povo da vida e a favor da vida”. Bento XVI, fiel a sua missão de pastor, foi de fato sinal da Luz de Cristo no mundo, honrando o título do livro-entrevista. Pe. Luiz Antonio Lopes Ricci - Vigário Geral da Diocese de Bauru
 

Papa Entrega anel cardinalício aos novos Cardeais

 
O Papa Bento XVI entregou neste domingo o anel cardinalício aos 24 cardeais ordenados ontem, entre eles o brasileiro Dom Raymundo Damasceno de Assis, durante uma missa solene celebrada na Basílica de São Pedro.
"Recebam o anel, símbolo de dignidade, solicitação pastoral e de sólida comunhão da Sé de Pedro", afirmou o pontífice.
O anel cardinalício representa a dignidade, o serviço pastoral do cardeal com toda a Igreja a comunhão com o Papa.
A nova ordenação de cardeais, que têm como papel aconselhar e auxiliar o líder da Igreja Católica, tem 24 ministros, 20 deles com menos de 80 anos e com possibilidades de participar em um conclave no caso do falecimento de Bento XVI.
O brasileiro Raymundo Damasceno de Assis, arcebispo de Aparecida e atual presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), tem idade para votar em um eventual conclave.
No total, dos 121 cardeais eleitores, 62 são europeus (25 italianos), 21 latino-americanos, 15 da América do Norte, 10 asiáticos, 12 africanos e um da Oceania.

 

Campanha da Evangelização
 
“Em Cristo somos novas criaturas”. Este é o lema da Campanha para a Evangelização (CE) que começou ontem, em todas as dioceses do Brasil. Aprovada pela 35ª Assembleia Geral da CNBB em 1997, a Campanha tem como objetivo arrecadar fundos para a sustentação do trabalho de evangelização da Igreja no Brasil.
A CE é realizada durante o advento e termina no dia 12 de dezembro. Nas celebrações deste dia é feita uma coleta em todas as paróquias e comunidades eclesiais.
“A Campanha para a evangelização, além de estar em perfeita harmonia com o espírito do tempo do Advento, também tem a finalidade de angariar fundos que garantam a continuidade da obra evangelizadora em nosso país”, explica o presidente da Comissão da CNBB responsável pela Campanha, dom Raymundo Damasceno Assis.
“Com o resultado da coleta nacional para a evangelização, não só realizamos a manutenção da CNBB nacional e regional e a realização de seus trabalhos, como também financiamos projetos evangelizadores em todo o território nacional”, acrescenta dom Damasceno.
Com o tema “Encarnação e nova criação”, a Campanha deste ano traz como uma das novidades um texto-base que aprofunda o lema “Em Cristo somos nova criatura”. O texto dá, também, orientações para a organização e animação da Campanha nas dioceses e paróquias.
Segundo o texto-base, ao propor este tema e lema, que estão em sintonia com a Campanha da Fraternidade do próximo ano, a Campanha visa “despertar nos fiéis a relação entre fé e vida, através da conscientização sobre a responsabilidade diante da vida no planeta como elemento essencial para a realização do trabalho evangelizador a fim de que, pela palavra, pela ação e pela doação pessoal e material, todos contribuam de maneira mais efetiva para a ação evangelizadora da Igreja”.
Doações pelo serviço 0500
Pela primeira vez, a Campanha para a Evangelização vai receber doações também por telefone. A CNBB contratou um serviço 0500, que receberá doações, até o dia 12 de dezembro. Os doadores poderão ofertar 5, 10 ou 15 reais discando, discando, respectivamente, os números 0500-2512-005; 0500-2512-010 ou 0500-2512-015.
Outra opção será através de boleto bancário emitido via internet. Na página eletrônica da CNBB foi criado o link http://www.cnbb.org.br/evangelizar/ para este serviço, cujo acesso só poderá ser feito a partir do próximo domingo. Há, ainda, a opção de fazer depósito diretamente no banco, na conta 9-0, da Agência 2220, Operação 003, da Caixa Econômica Federal, em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
A coleta da Campanha para a Evangelização é distribuída da seguinte maneira: 45% ficam na própria diocese; 20% vão para o Regional da CNBB e 35% se destinam à CNBB.

Finados
- Artigo publicado no dia 31/10/2010 na coluna Conversando com o Bispo do Jornal da Cidade
 
No dia dois, Finados, celebramos os mortos, tudo nos fala, porém, de vida! Podemos afirmar com toda certeza e alegria que morrer é viver. Esta é a razão: Jesus Cristo, morto e ressuscitado! Ele é o vencedor da morte, a garantia de vida eterna! No dia de Finados, para muitos, apenas mais um feriado. Para outros, dia de lembrar tudo que realizaram aqueles que já se foram. Para outros ainda, um dia trágico, pois antecipa a cada ano, o que todos nós seremos amanhã... Mas, graças a Deus, para muitos, para nós, um Dia de Esperança, de Comunhão com quem amamos e continuamos a amar!
Cremos na Comunhão dos Santos! Gosto de dizer: dia 02 de Novembro é o Dia dos Vivos!... Quem crê em Jesus Cristo, nunca morre! São palavras do mestre, no Evangelho escrito por João.
Dentro de nós, está a semente da vida eterna! Somos futuro, um amanhã de glória, se cremos no Filho de Deus, Cristo Jesus. À medida que vamos caminhando nesta vida, crescemos para a maturidade... para a vida eterna. Neste mundo, estamos cultivando a árvore da vida; estamos cuidando da árvore da vida eterna! Esta irá crescendo, florindo e produzindo frutos para o Reino de Deus, neste e no mundo que sonhamos amanhã, a vida eterna feliz!...
No dia 07, celebraremos Todos os Santos: O espaço para se construir a santidade é este mundo; aqui, pelas boas obras, vamos, com carrinho, amor, florindo a vida, através da caridade, para que logremos a Bem-Aventurança feliz, junto de Deus e de todos os santos e santas!... O poeta Virgílio disse nos termos de sua crença pagã: Os deuses nos exigem!... E
nós, cristãos, deveríamos ter como lema de cada dia, aludindo à sua expressão, como um apelo, esta verdade: Os céus nos exigem!... Seria esta sentença uma lembrança, um imperativo para que construamos a santidade de vida, neste mundo, para amanhã gozarmos a felicidade da glória!
Imploremos aos santos e santas, eles que souberam acolher a graça de Deus, e se deixaram trabalhar, e agora cantam louvores na eternidade, que intercedam por nós, que caminhamos neste chão, a graça de produzirmos frutos para o amanhã da eternidade!
Para nós, a morte é uma passagem, uma porta que se abre para a outra vida, para a qual nascemos, e sonhamos!...
Apenas, somos transferidos... A realidade morte é própria deste mundo, e devemos dizer, na verdade, não existe morte; ela é mentira, o que existe é a verdade que sonhamos: A VIDA.
Hoje, este dia dois, oportuniza-nos esses pensamentos: coloquemos, perante Deus Pai, as nossas boas obras, nosso amor e nossa caridade, também, as boas obras, o amor e a caridade dos nossos irmãos, já transferidos; pois estas obras são flores que jamais murcham...Estão sempre na memória, na presença do Senhor, como oblação eterna!
Estamos na Comunhão dos Santos! Cremos nesta verdade e a professamos, no Credo Apostólico! Queremos lembrar, neste feriado nacional de novembro, de modo especial, nossos entes queridos, e o bem que eles fizeram neste mundo! E isso nos consola, isso nos anima a todos!
Com eles, rendamos graças ao Senhor, a fonte de todas as luzes, de todos as boas obras! Este é o significado de nosso grande e significativo Dia de Finados, o Dois de novembro! E que assim seja.
Frei Walter Hugo de Almeida, ofm. frwalter36@hotmail.com

Discípulos Missionários: mística e missão
- Artigo publicado no dia 17/10/2010 na coluna Conversando com o Bispo do Jornal da Cidade
 
A Igreja no Brasil oferece aos seus fiéis, através de meses temáticos, a oportunidade de aprofundar três temas de grande relevância para a vida pessoal e eclesial: vocação cristã (agosto), Bíblia (setembro) e missão (outubro).
São três temas intrinsecamente relacionados: a vocação que se funda na Palavra de Deus e se torna missão, ou seja, o compromisso de dar continuidade ao projeto de Cristo, de ser colaborador na obra da criação e salvação, produzindo frutos no amor, sobretudo com o testemunho da vivência dos valores cristãos e autenticamente humanos, pois tudo o que é verdadeiramente humano é, também, verdadeiramente cristão.
Outubro é o mês missionário. A Igreja é missionária por natureza. Logo, todos nós somos também missionários de Cristo, enviados por Ele. Contudo, não há missão frutuosa sem mística (encontro profundo e pessoal com Cristo). Mística é a motivação para a missão de servir por amor e com amor. O discípulo missionário de Cristo sentese profundamente atraído, uma atração que se torna acolhimento do outro e abertura para o outro, tendo por objetivos principais a evangelização e a defesa e promoção da vida. É a mística que transforma o nosso viver em missão e, ao mesmo tempo, é ela que faz a missão acontecer. A missão é o que se vê. É a mística percebida, concretizada, encarnada na realidade. Já a mística é o que dá motivo e sentido verdadeiro e contínuo à missão. Isso implica integrar mística e missão. Infelizmente alguns projetos eclesiais não facilitam ou proporcionam aos fiéis este passo qualitativo e fundamental, mantendo-os, por conseguinte, na fé imatura e separada da vida ou no espiritualismo intimista e ineficaz.
A mística faz com que pessoas se transformem em comunidade, em Povo de Deus. Ela favorece uma identificação com o serviço missionário. Não é apenas um dar, mas um dar-se respeitoso da singularidade do outro. A mística é envolvente e “sedutora”. Por essa razão, pode-se dizer que não possuímos uma mística, mas somos possuídas por ela: “Tu me seduziste, Javé, e eu me deixei seduzir” (Jr 20,7). Esta saudável possessão produz, no missionário, um crescimento pessoal e comunitário, visíveis a olho nu. O resultado é a constatação do forte e sempre renovado desejo de querer fazer mais e melhor. A mística por motivar e atrair para o serviço caritativo, produz certa insatisfação no sentido de que o missionário, envolvido profundamente com aquilo que faz, quer fazer sempre mais, não por ativismo, mas por amor a Cristo e movido pela mística. Madre Teresa de Calcutá, um exemplo de exercício incansável da mística quotidiana, ilustra tal sentimento com a seguinte frase: “Não, eu não tocaria um leproso por mil pounds, contudo, de boa vontade o curarei pelo amor a Deus”.
Que o Bom Deus nos ajude a sermos discípulos missionários de Jesus na família, igreja, trabalho e sociedade. Cabe recordar: quando Deus nos dá uma missão Ele dá também os meios para realizarmos bem o que ele nos propõe.
Aproveito a ocasião para saudar professores e professoras, médicos e médicas, por ocasião de seu dia, 15 e 18 de outubro, respectivamente. A Igreja agradece, com reconhecimento e preces, essas duas categorias tão relevantes e que inúmeros benefícios trazem para a nossa vida em particular e sociedade em geral. Na ótica da fé toda profissão se transforma em vocação e, consequentemente, em missão. Parabéns a todos e todas!
Pe. Luiz Antonio Lopes Ricci - Vigário Geral da Diocese de Bauru


Declaração sobre as Eleições - Regional Sul 1
 
Os bispos católicos do Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), do Estado de São Paulo, em sintonia com a DECLARAÇÃO SOBRE O MOMENTO POLITICO NACIONAL, da 48ª Assembleia Geral da Conferência (Brasília, maio de 2010), esclarecem que não indicam nem vetam candidatos ou partidos e respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor.
O Regional Sul 1 da CNBB desaprova a instrumentalização de suas Declarações e Notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos.
Reafirma, outrossim, as orientações quanto a critérios e princípios gerais a serem levados em conta no discernimento sobre o momento político, já oferecidos pela 73ª Assembleia Geral do Regional Sul 1 (Aparecida, junho de 2010), expressos na Nota VOTAR BEM.
Recomenda, enfim, a análise serena e objetiva das propostas de partidos e candidatos, para que as eleições consolidem o processo democrático, o pleno respeito aos direitos humanos, a justiça social, a solidariedade e a paz entre todos os brasileiros.
Indaiatuba (Itaici), SP, 16 de outubro de 2010.

 
Dom Nelson Westrupp
Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1
 
E Bispos do Regional Sul 1

Pastoral Vocacional - Parte2   Artigo publicado no dia 08/08/2010 na coluna Conversando com o Bispo do Jornal da Cidade
 
Motivos de esperança - Vêm-nos do mundo dos jovens: muitos deles mostram desejo de liberdade e de autenticidade; capacidade autônoma de projetar sua vida e alimentar desejos e “sonhos” diante do futuro; sentido estético, aspiração por uma vida dotada de significado;  busca de realizações autênticas.
Em âmbito eclesial, em muitos deles, descobrimos amor à Palavra de Deus, desejo de oração, espírito de penitência e procura de radicalidade.
Existe uma carga de generosidade e de esforço na hora de ajudar os menos favorecidos da sociedade. Abertura e tolerância aos valores da comunidade e da paz, num mundo caracterizado pelo pluralismo religioso.
Algumas preocupações - A cultura hoje dominante, marcada pelo secularismo, pelo individualismo e pelo neoliberalismo, difundido globalmente, não ajuda a dimensão vocacional da vida, isto é, a fazer uma opção definitiva da vida.
A situação da família, nos diversos contextos, torna difícil a promoção da vocação;  especialmente, por causa de certa renúncia pedagógica, de várias situações de desintegração do modelo tradicional de família e da dificuldade de transmitir vivencialmente o patrimônio da fé.
O nível de maturidade psicológica, afetiva, social e sexual dos jovens é um problema vital para a Pastoral Vocacional.
Nesse tempo, a situação dos jovens é fragmentária e complexa.
O amplo mundo da nova “religiosidade” afeta os jovens: os novos cultos, o esoterismo, as seitas, as experiências de fundamentalismo, etc., encontram nos jovens seus primeiros destinatários.
Em nossos ambientes, ao ler a realidade juvenil, tende-se a ver os jovens como vítimas da sociedade. O fato é que os jovens são sujeitos autônomos, capazes de optar e de dar uma orientação fundamental à sua vida.
Como eles nos chegam? Geralmente, os candidatos estão buscando uma vida de fraternidade, manifestam abertura e docilidade na adaptação ao outro, espírito de renúncia, vitalidade e energia, disposição para uma caminhada autêntica de aprofundamento na fé.
Outros desejam enfrentar uma caminhada de fé que ainda não fizeram de forma regular, talvez após um tempo de conversão.
Alguns chegam para procurar um sentido maior ou um estilo de vida alternativo e até radical. Muitos procedem do mundo da solidariedade com os pobres e formas de compromisso social.
Alguns buscam formas de auto-realização ou procuram situar-se socialmente.
O nível cultural é muito diverso. O baixo nível de alguns candidatos pode criar dificuldades no momento de entrar para a vida de comunidade.
Chamo à atenção dos Agentes da Pastoral Vocacional: este é o material que temos para trabalhar! E precisamos muitas luzes do Espírito Santo, para discernir quais os sinais dos tempos, e os mistérios que moram, dentro de nossos jovens!...
Cuidemos, pois, irmãos, de estarmos atentos no acolher e discernir nos jovens, o chamado do Senhor, e depois, com carinho, cultivarmos este Dom, no Jardim do Amor e da Caridade.
Frei Walter Hugo de Almeida, OFM

Pastoral Vocacional - Parte1   Artigo publicado no dia 01/08/2010 na coluna Conversando com o Bispo do Jornal da Cidade
 
Gostaria de lembrar, e chegar, de modo particular, até aos meus irmãos, agentes da Pastoral Vocacional, e também a todos os irmãos na Fé, alguns elementos em torno desta maravilhosa missão: Pastoral Vocacional.
Lembro aqueles que, por ofício, na Diocese, nas Congregações, são os primeiros a carregar o peso da animação vocacional. Deles esperamos o apoio para esta cativante tarefa.
Recordo aos jovens - aqueles que já foram chamados - eles que representam o frescor e a novidade da nossa vida de Igreja. Se derem eles um testemunho alegre de sua escolha, muitos outros jovens hão de ouvir o chamado de Jesus, dirigido a eles, e se animarão em pôr-se na mesma jornada.
Lembro os irmãos mais idosos, enfermos que, um dia, nos deram a conhecer a alegria da vocação, e que a viveram por anos a fio, e agora seguem os passos de Jesus na estação do sofrimento. A eles, pedimos que transformem em oração essa estação da vida, para que a fecundidade e a perseverança vocacional adquiram força na Diocese e na Igreja.
Povoam-me, na mente e no coração, aqueles irmãos que estão atravessando, quem sabe, momentos de dificuldade e que se sentem tentados até a abandonar o caminho iniciado. Que eles também, perante a dor do momento, possam transformar essa situação em precioso testemunho para os que vêm até nós. Sempre é possível corresponder à fidelidade e ao amor de Deus, quando estamos atentos à Graça divina.
Dirijo-me também a vocês, Irmãos dedicados à Evangelização, à pastoral ordinária; a vocês que, num tempo governado pela idolatria do mercado, a forma e da imagem, tornam visível a lógica do Reino de Deus. Graças a seus compromissos na Igreja e no mundo, pode-se desabrochar uma nova cultura vocacional, uma nova percepção do valor irrenunciável da vida religiosa e sacerdotal.
Quero chegar até aos meus irmãos, os formadores: partilhamos as mesmas alegrias e as mesmas fadigas do árduo e lindo acompanhamento das jovens gerações, na vivência do Evangelho.
Estamos convencidos que qualquer momento da história é tempo de Deus! Cremos que o Espírito Santo age também em nossa sociedade. Cremos na atualidade do nosso Ideal.
Também em nosso tempo pós-moderno, há possibilidades concretas e pontos de apoio para o anúncio da Boa Nova; e também para convidar outros a participarem de nossa caminhada!
Precisamos acolher os desafios dos sinais dos tempos!
Lidos à luz da fé, captamos esses desafios mais importantes para a nossa vida de comunidade e para o anúncio do Evangelho ao qual fomos chamados!
Através do exercício desse discernimento, podemos “escutar o que o Espírito diz às Igrejas” nesta magnífica e inquietante hora da história!
Lembro a passagem de Jeremias Profeta: “antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que nascesses, eu te consagrei e te constituí profeta para as nações” (Jr 1,5).
Frei Walter Hugo de Almeida, OFM

Começa obra na Igreja Santa Teresinha   Artigo publicado no dia 31/07/2010 do Jornal da Cidade
 
Após nove meses de interdição, reforma para sanar problemas na fundação do prédio da igreja começaram nesta semana.
Interditada há cerca de nove meses, a igreja Santa Teresinha deu início à esperada reforma para sanar os problemas na fundação do prédio, detectados em outubro do ano passado. A previsão é que esta etapa de um projeto amplo de
restauração do tempo seja concluído nos próximos quatro meses, quando a igreja poderá ser reaberta ao público.
Orçada em R$ 206 mil, a obra de recuperação das fundações do templo irá devolver a estabilidade da construção, que cedeu por possuir vigas de apenas 1,8 metro de profundidade, quando o ideal seria, no mínimo, de 6 metros. Desde então, as missas e celebrações passaram a ser realizadas no salão paroquial, com entrada pela rua 15 de Novembro.
“A equipe que está trabalhando na obra está retirando a parte externa do piso para instalar as vigas do tamanho necessário para dar sustentação à igreja”, revela o padre Marcos Pavan. Desde o início deste ano, a paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus aguardava posicionamento do Ministério da Cultura (MinC) sobre um pedido de adequação do projeto de restauração do imóvel, para que a verba arrecadada pudesse ser utilizada primeiramente nas obras de recuperação da fundação do templo.
O valor necessário para toda a restauração pretendida, de R$ 1.732.916,83, começou a ser arrecadado em 2003, quando o Bispado Bauru iniciou uma campanha para alcançar 20% do recurso em doações e, assim, poder pleitear verbas federais por meio da Lei Rouanet. Foram arrecadados cerca de R$ 348 mil e, com isso, o bispado solicitou ao Ministério da Cultura a liberação da conta na qual estava depositado o dinheiro para movimentação. A autorização foi concedida em 31 de janeiro de 2007 e, a partir de então, foram pagos os laudos elaborados, os projetos e a equipe envolvida no processo.
Mas, ao ser iniciado o trabalho na fundação da igreja, percebeu-se que o problema na estrutura era mais grave do que o esperado. Por isso, foi solicitado um novo laudo técnico.
O estudo avaliou que a reparação dos danos causados ficaria em torno de R$ 300 mil.
Porém, como o projeto inicial enviado ao Ministério da Cultura não previa essa intervenção, o dinheiro não poderia ser aplicado nesse reparo.
Dessa forma, a paróquia encaminhou a Brasília uma proposta para adequação do projeto original, para que os problemas de estrutura do templo fossem resolvidos.
“Com a liberação do ministério, iniciamos as obras de fundação da igreja, que tiveram, inclusive, um custo menor do que o esperado. Com o prédio em segurança, pretendemos aplicar os R$ 94 mil restantes em pintura interna e externa, mas a utilização desse excedente também precisa ser autorizada”, aponta.
Tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac) desde 2002, a igreja é um dos templos mais tradicionais da cidade. Para concluir a totalidade da restauração, o que deve ocorrer apenas no longo prazo, a paróquia novamente dependerá de posicionamento do Ministério da Cultura. Enquanto isso, o dinheiro não pode ser empregado.
HISTÓRIA
Idealizada pelo padre João Van der Hulst, a Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus foi inspirada na planta do arquiteto holandês João Stiit. A construção teve início em outubro de 1931 e foi inaugurada em 15 de novembro de 1934, como a principal igreja católica de Bauru, pois era maior do que a matriz e traz na sua arquitetura a influência do estilo neogótico.
Em 28 de dezembro de 1952, por decreto do então bispo diocesano, a igreja passou à condição de paróquia.
Em 1962 e 1965 o local passou por pequenas modificações.
Na década de 80, as paredes externas foram revestidas por quartzo.
Atualmente, as fachadas são compostas por amplos vitrais com alvenaria entrelaçada.
Os espaços interiores são bastante ricos e a cobertura do edifício é de telha francesa sobre estrutura de madeira de grande declividade, o que reforça a verticalidade e a beleza do conjunto. A Igreja de Santa Teresinha pode ser vista à distância num grande raio de ação. Durante anos, ela exerceu papel preponderante por causa da demolição da matriz ocorrida duas vezes.
 
Seminário Santo Antônio de Agudos comemora 60 anos - Artigo do Jornal da Cidade do dia 20 de junho de 2010 da  Coluna Conversando com o Bispo
 
O Seminário existe por causa do Reino de Deus! Para formar os Religiosos, Sacerdotes, agentes do Evangelho. É um lugar de acolhimento, discernimento e cultivo vocacional. Esta perspectiva norteia todo o trabalho dos formadores e seminaristas. Estudo, trabalho manual, esporte, oração, convivência, lazer, cultura e tantas outras atividades: tudo está dentro do mesmo objetivo.
Vem-se desenvolvendo nos últimos anos um processo educacional de formação integral e integrada, sempre visando ao mesmo objetivo: que Frade queremos para hoje? O estudo não é compreendido como realidade estanque de uma sala de aula. O espaço, o regime de internato, permite um trabalho muito diferenciado daquele realizado em tantos colégios, que têm a preocupação excessiva em adestrar seus alunos para concursos.
Além das atividades letivas, é cultivada a prática de coral; orquestra; estudo de instrumentos (piano, violino, viola, violoncelo, flauta, clarinete, violão erudito e popular, aulas de órgão e harmonia); audições musicais; concertos; recitais; intercâmbios com outros corais e orquestras; festivais de música e teatro. Realiza ainda noites Cancioneiras (Saraus de Música e Poesia); Feira de Conhecimentos, anualmente; Semana Cultural (Palestras, Shows, Concertos musicais). E outras atividades mais, como serviço de encadernação e expediente em serviço de Biblioteca. Promove Jogos de Integração; Torneios de Natação, Saltos Ornamentais; Atletismo; Xadrez; Tênis de Mesa e outros esportes.
Na área religiosa: reflexões bíblicas extracurriculares; retiros espirituais e atividades apostólicas nas paróquias vizinhas.
Sem falar ainda no cultivo dos pátios e jardins do Seminário; no cuidado das folhagens, dos vasos de flores e das árvores frutíferas, para o lazer e descanso dos visitantes e dos que aqui residem.
A grade curricular, além de contemplar as disciplinas exigidas pelo MEC, é acrescida da Língua Latina; Língua Grega; Retórica (com Grêmio Literário), Ensino Religioso; Formação franciscana; Ensino Teórico e prático da Música. O Seminário se favorece de laboratórios de Física e Química bem estruturados, e de um Museu Escolar, na linha da Teoria da Evolução; as salas de aulas são adequadas, bem arejadas e confortáveis.
Encanta–nos no Seminário a beleza dos bosques, a natureza aprazível, o clima ameno; espaço para se refazerem as forças físicas e espirituais. O Seminário se incluiu no Circuito Turístico das dez cidades da região, pela sua arquitetura e pela lindeza bucólica.
Seus espaços estão franqueados para diversos e diferentes encontros e eventos da redondeza, como para todo o Estado quiçá, para o Brasil. Na aceitação dos encontros, não há discriminação de Religiões; o Seminário é aberto ao ecumenismo. É uma Casa de Encontros diversificados!
Sessenta Anos de existência: o Seminário Santo Antônio vem fazendo História! Já formou centenas de Frades Franciscanos e centenas de cidadãos para este Brasil. Hoje são Sacerdotes; Teólogos; Filósofos; Psicólogos; Políticos; etc. Homens que estão em lugares de destaque na sociedade. Continua sua missão.
Nesses dias de junho, muitas festividades alusivas ao Jubileu: Dia 13, houve a Cerimônia Religiosa do padroeiro Santo Antônio; hoje, dia 20, há após a Missa das 9h, uma Sessão Solene do Grêmio Literário Santo Antônio, da Casa, o lançamento do livro: Jardim de Deus – lembrando os 60 Anos do Seminário. De 24 a 26, haverá uma Feira de Conhecimentos, cuja temática será a História do Seminário.
Dia 27, a Solenidade Litúrgica dos 60 Anos, presidida pelo Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, às 9h.
O Seminário continua sendo referência, não só para Agudos – como orgulho do Município! Os Frades Franciscanos têm a alegria de acolher quem aqui chega para visitar, realizar encontros de área religiosa ou empresarial, etc. Estamos todos de coração aberto, a Natureza também os acolherá, pois o Seminário de Agudos é um Jardim de Deus.
Frei Walter Hugo de Almeida - frwalter36@hotmail.com

Mensagem do Pe. Enedir G. Moreira pelo 44° Dia Mundial das Comunicações Sociais
"Jesus vivia o que transmitia: sua
linguagem era pura, refinada e clara como a água de uma fonte”.
Queridos irmãos e irmãs, Comunicadores da Diocese de Bauru
Dia Mundial das Comunicações Sociais. É este o evento especial que nos reúne, nos congrega, nos chama a uma ação comum. Sim, comunicação é derivada de Communis – termo latino que significa “pertence a todos”.  Daí surge, também, a palavra communicare, que deu origem a comungar,  comunicar. Num novo desdobramento , chegamos a communicatio – communicationis, que nos dá a idéia de tornar comum. Desdobrando-a um pouco mais, a palavra, comunicação indica ação de comunicar, de participar.
Temos então, um núcleo de idéias, associadas, que formam um conceito:  pertencer a muitos, comungar, tornar comum, estar em relação, atividade realizada conjuntamente. Eis o grande, o macroconceito, chamado comunicação.
Mas, no dizer de alguém, comunicar é, antes de tudo, um dom, através do qual muitas situações complexas, muitos conflitos são resolvidos.
Na história da humanidade, a evolução da comunicação caminha junto com a evolução da cultura humana. A comunicação deixa de ser instrumento somente de um agregado circunscrito à família, ao clã ou à tribo, e foi assumindo uma complexidade maior. houve uma revolução na comunicação, surgindo os vários instrumentos de comunicação, tais como: imprensa, rádio, televisão, internet; e tais instrumentos foram adquirindo, mais e mais, o justo título de Meios de Comunicação Social - MCS ou Mass Média = meios de comunicação de massa.
  • E a Igreja esteve envolvida nessa evolução de comunicação?
    Sim. O Decreto Inter Mirífica (entre as maravilhas) é o segundo documento dos dezesseis publicados pelo Concílio Vaticano II, realizado no período de outubro de 1962 a dezembro de 1965. publicado aos 4 de dezembro de 1966, é a primeira vez que um Concílio Geral da Igreja se volta para a questão da comunicação. Pela primeira vez, um documento universal da Igreja assegura a obrigação e o direito de ela utilizar os instrumentos de comunicação social. O Mirifica apresenta a primeira orientação da Igreja para o Clero e para os Leigos sobre o emprego da comunicação social.
    Salienta o Papa Paulo VI que "entre as maravilhas [Inter Mirifica] das invenções da técnica, devemos acolher aquelas que dizem respeito à promoção humana e que abrem novos caminhos para comunicar notícias, ideias, ordens, não só a um homem, mas a toda a sociedade humana que, por isso mesmo, se denominam Meios de Comunicação Social".
    E continua: "A mãe Igreja sabe que esses meios, retamente utilizados, prestam ajuda valiosa à humanidade, enquanto contribuem, eficazmente, para recriar e cultivar os espíritos, e para propagar e consolidar o reino de Deus..."
    O Papa Bento XVI, na sua mensagem para o 43° Dia Mundial das Comunicações Sociais, tendo como tema: "Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade", dizia: "As novas tecnologias digitais estão a provocar mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas. Estas mudanças são particularmente evidentes entre os jovens que cresceram em estreito contato com essas novas técnicas de comunicação; e, consequentemente, sentem-se à vontade num mundo digital que nós adultos tivemos que aprender a compreender, e apreciar as oportunidades por ele oferecidas à  comunicação.
    E, ao pronunciar a mensagem deste ano, convocou toda a Igreja a olhar a Rede Mundial de Computadores, com entusiasmo, audácia, exortando os sacerdotes a navegar na Internet, participar de redes de relacionamento e levar a Palavra de Deus ao grande 'continente digital'.
  • Ressaltando os limites das novas mídias, dá o seu juízo positivo do mundo digital. segundo o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações, o Papa aconselha os padres a serem partícipes "dando alma ao fluxo comunicativo da rede e alcançando os não-crentes".
  • Caríssimos irmãos e irmãs:
  • Trabalhar para Deus, levar Sua Palavra, é estar disposto a fazer o que tem que ser feito, da melhor maneira possível; é "gastar tempo" atualizando e criando a melhor revista, o melhor jornal, o melhor informativo, o melhor site, o melhor blog.
  • A Igreja preocupa-se e investe no progresso da Comunicação. E deseja que a utilização dos Meios de Comunicação Social seja feita de uma forma ética, responsável, honesta e verdadeira.
  • Neste sentido, quero, servindo-me das palavras de Bento XVI, invocar o Espírito Santo "para que não faltem comunicadores corajosos e testemunhas autênticos da verdade que, fiéis ao mandato de Cristo e apaixonados pela mensagem da fé, saibam tornar-se intérpretes das exigências culturais contemporâneas, comprometendo-se a viver a época atual da comunicação, como um tempo precioso para a investigação da verdade e para o desenvolvimento da comunhão entre as pessoas e entre os povos" (ACS).
  • Oxalá que todos nós, Comunicadores, na nossa missão de Evangelizar possamos dizer como o apóstolo Paulo: "...anunciar o Evangelho não é para mim motivo de glória. É, antes, uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!(...) Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Com os judeus, me fiz judeu, para ganhar os judeus. Com os súditos da Lei, me fiz súdito da Lei - embora não fosse mais súdito da Lei, para ganhar os súditos da Lei. (...) Com os fracos me fiz fraco, para ganhar os fracos. Para todos, eu me fiz tudo, para, certamente, salvar alguns. Por causa do Evangelho, eu faço tudo, para dele me tornar participante". (1Cor9,16-23).
  • Padre Enedir Gonçalves Moreira - Pároco da Paróquia Universitária, Reitor do Santuário do Sagrado Coração de Jesus e Assessor Espiritual da Pastoral da Comunicação da Diocese de Bauru
  • Bauru, 16 de maio de 2010
  • PENTECOSTES- Por Pe. Marcos Pavan

    Irmãos e irmãs, após cinquenta dias da Páscoa do Senhor Jesus, comemoramos o Pentecostes, a vinda de Espírito Santo. A tarefa de Jesus tem sua continuidade no Pentecostes. Nasce a missão da Igreja junto dos apóstolos. “Apareceram-lhes, então, línguas como de fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (At 2, 3-4). Devemos levar a todos a vivência do amor de Deus, sua Palavra, a Eucaristia deixada por Jesus para nós, a missão da Igreja de levar a unidade para aqueles que estão dispersos, a alegria para os abatidos, a compreensão para aqueles que não são entendidos, a paz para quem vive em guerra, a cura e libertação para os doentes do corpo e doentes espirituais enfim a missão evangelizadora movida pelo Espírito Santo. Basta ver as dificuldades e os ataques que sofremos mas continuamos nossa caminhada sem desanimar, sem medo, encorajados pelo Espírito Santo que nos da vida plena e nos protege de todo mal.
    É um momento de demonstrar a unidade dentro da diversidade de dons que temos em nossa Comunidade, em clima de paz e harmonia. Agradecemos a Deus por um ano da presença de Dom Frei Caetano Ferrari, OFM em nosso meio.                         
    Mês de maio é o mês de Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Nossa Senhora de todos os povos e raças do mundo inteiro, Mãe libertadora, Mãe do sim, Mãe intercessora que acolhe a todos nós. De Maria devemos buscar a fidelidade, o serviço prestado ao Reino de Deus. Serviço que devemos seguir e vivenciar em nosso meio, em nossas comunidades, exercitando a humildade de Maria perante ao nosso irmão mais necessitado.
    Enfim, irmãos e irmãs, o mês de maio está marcante para todos nós, que realmente possamos vivenciar a cada momento litúrgico e festivo com um crescimento de nossa fé e que tudo isto nos leve a evangelizar mais e amar, assim seja. Amém!
     
    Pe. Marcos Pavan – Administrador Paroquial
     

    CORPUS CHRISTI - Por Pe. Marcio Cattache
    A Eucaristia sempre foi um projeto importante do Reino de Deus. Por isso, várias vezes ela foi prefigurada, isto é, mostrada por meio de símbolos a fim de que no devido tempo fosse plenamente revelada em Jesus Cristo. A prova de que Deus pensou a Eucaristia como parte importante do plano da salvação se expressa na história do povo de Deus no Antigo Testamento no forte desejo de recuperar a comunhão perdida entre Deus e os homens depois do pecado original.
    Veja como muitas coisas importantes que Deus preparou para os seus encontram seu sentido pleno na Eucaristia:
    - No Gênesis vemos Melquisedec, rei de Salém, e sacerdote do altíssimo que sacrifica pão e vinho (Gn 14,18); para São Paulo, Jesus é o sumo sacerdote na ordem de Melquisedec (Heb 5,8-10).
    - No livro do Êxodo Deus ordena ao povo que vai sair do Egito o sacrifício de um cordeiro branco e imaculado como prova se sua aliança com Deus. Esse cordeiro é a ceia da antiga aliança (Ex 12, 1-5); João Batista apresenta Jesus proclamando: este é o cordeiro de Deus.  
    - É dele o sacrifício definitivo de amor, dando seu próprio corpo pela salvação do mundo. O próprio Jesus diz: “porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mt 26,28).
    - No deserto Deus alimentou o povo com o maná vindo do céu (Ex 16, 11-15.31); Jesus mesmo se apresenta como o Pão que veio do céu e nutre para a vida eterna (Jo 6,31-33).
    - O profeta Elias caminhava solitário pelo deserto e chega a desejar a morte em seu desespero. Um anjo o alimenta com o pão da força, que o reanima e faz caminhar (1Rs 19,1-8); Jesus se torna o Pão que sacia eternamente (Jo 6,35) e promete ser o alívio para todos que sofrem na caminhada (Mt, 11,28).
    Como podemos ver, a Eucaristia faz parte da vida do povo de Deus e é a concretização de um plano de amor, de fazer com que Deus esteja conosco, por meio de seu filho Jesus, como alimento para nossas vidas. É o mais perto que se pode chegar de Deus. A cada missa celebramos este mistério do sacrifício do Cordeiro Santo de Deus, alimento e remédio para o mundo.
    No Novo Testamento existem muitas referências à Eucaristia. Refere-se a ela como a Ceia do Senhor, a Partilha do Pão, a Comunhão... As mais antigas vêm do Apóstolo Paulo, em especial de sua primeira carta aos Coríntios, escrita por volta do ano 56. Vejam 1Cor 10,14-17: Por isso, amados, fujam da idolatria. Falo a vocês como a pessoas sensatas; julguem vocês mesmos o que estou dizendo. O cálice da bênção que nós abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? E comoum único pão, nós, embora muitos, somos um corpo, pois participamos todos desse único pão.” Com estas palavras Paulo exige de sua comunidade fidelidade, que todos estão comprometidos num único corpo de Cristo. A Comunhão Eucarística é a força de união que faz todos serem um em Deus.
    E mais, eletestemunho daquilo que recebeu dos apóstolos sobre a seriedade da Eucaristia e do testemunho de união e solidariedade da comunidade em torno de Jesus Eucarístico em 1Cor 11, 17-29: Dito isso, não posso elogiar vocês, porque as suas assembléias, em vez de ajudá-los a progredir, os prejudicam. Antes de tudo, ouço dizer que, quando estão reunidos em assembléia, há divisões entre vocês. E, em parte, eu acredito nisso. É preciso mesmo que haja divisões entre vocês, a fim de que se veja quem dentre vocês resiste a essa prova. De fato, quando se reúnem, o que vocês fazem não é comer a Ceia do Senhor, porque cada um se apressa em comer a sua própria ceia. E, enquanto um passa fome, outro fica embriagado. Será que vocês não têm suas casas onde comer e beber? Ou desprezam a Igreja de Deus e querem envergonhar aqueles que nada têm? O que vou dizer para vocês? Devo elogiá-los? Não! Nesse ponto não os elogio. De fato, eu recebi pessoalmente do Senhor aquilo que transmiti para vocês. Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, o partiu e disse: «Isto é o meu corpo que é para vocês; façam isto em memória de mim.» Do mesmo modo, após a Ceia, tomou também o cálice, dizendo: «Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que vocês beberem dele, façam isso em memória de mimPortanto, todas as vezes que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que ele venha. Por isso, todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, cada um examine a si mesmo antes de comer deste pão e beber deste cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo, come e bebe a própria condenação.”
    O texto é o mais antigo testemunho sobre a Eucaristia: foi escrito no ano 56, dez anos antes dos Evangelhos. No início, a celebração eucarística se fazia depois de uma ceia, onde todos repartiam os alimentos que cada um levava. Em Corinto surge um problema: nas celebrações está havendo divisão de classes sociais e de mentalidades diferentes. Resultado: em vez de ser um testemunho de partilha, a celebração está se tornando lugar de ostentação, foco de discriminação e contrastes gritantes. Nesse contexto, Paulo relembra a instituição da Eucaristia. Ela é a memória permanente da morte de Jesus como dom de vida para todos (corpo e sangue).
                A Eucaristia é a celebração da Nova Aliança, isto é, da nova humanidade que nasce da participação no ato de Jesus, não no culto, mas na vida prática. Anteriormente Paulo salientara que, ao participar da Eucaristia, a comunidade forma um corpo. Se a comunidade não entender isso, estará celebrando a sua própria condenação, pois desligará a Eucaristia do seu antecedente e de suas conseqüências práticas, que são a solidariedade e partilha, e a própria Eucaristia se torna testemunho contra a comunidade.
                Também os Evangelhos fazem a narração da instituição da Eucaristia. O mais antigo é o de São Marcos, escrito por volta do ano 64. Os Evangelhos de São Mateus e São Lucas, escritos entre os anos 70 e 90 depois de Cristo, juntamente com o Evangelho de São Marcos são chamados sinóticos, isto é, tem um ponto de vista semelhante, parecem iguais em muitos pontos e têm bastante semelhança na narração da Santa Ceia:
    Mc 14,22-25: Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, o partiu, distribuiu a eles, e disse: «Tomem, isto é o meu corpoEm seguida, tomou um cálice, agradeceu e deu a eles. E todos eles beberam. E Jesus lhes disse: «Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado em favor de muitos. Eu garanto a vocês: nunca mais beberei do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus
    Mt 26, 26-29: Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, o partiu, distribuiu aos discípulos, e disse: «Tomem e comam, isto é o meu corpoEm seguida, tomou um cálice, agradeceu, e deu a eles dizendo: «Bebam dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. Eu lhes digo: de hoje em diante não beberei desse fruto da videira, até o dia em que, com vocês, beberei o vinho novo no reino do meu Pai
    Lc 22,14-20: Quando chegou a hora, Jesus se pôs à mesa com os apóstolos. E disse: «Desejei muito comer com vocês esta ceia pascal, antes de sofrer. Pois eu lhes digo: nunca mais a comerei, até que ela se realize no Reino de DeusEntão Jesus pegou o cálice, agradeceu a Deus, e disse: «Tomem isto, e repartam entre vocês; pois eu lhes digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.» A seguir, Jesus tomou um pão, agradeceu a Deus, o partiu e distribuiu a eles, dizendo: «Isto é o meu corpo, que é dado por vocês. Façam isto em memória de mimDepois da ceia, Jesus fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a Nova Aliança do meu sangue, que é derramado por vocês.
    Ao nos narrar a ceia pascal de Jesus com os discípulos, estes Evangelistas colocam a Eucaristia como novo mandamento para os cristãos. Ela deve substituir as cerimônias do antigo Templo e tornar-se o centro vital da comunidade formada pelos que seguem a Jesus. O gesto e as palavras de Jesus não são apenas afirmação de sua presença sacramental no pão e no vinho. Manifestam também o sentido profundo de sua vida e morte, isto é: Jesus viveu e morreu como dom gratuito, como entrega de si mesmo aos outros, opondo-se a uma sociedade em que as pessoas vivem para si mesmas e para seus próprios interesses. Na ausência de Jesus, os discípulos são convidados a fazer o mesmo: partilhar o pão com os pobres e viver para os outros, sendo membros do corpo de Cristo.
    O quarto Evangelho, Segundo São João, foi o último a ser escrito, entre os anos 90 e 100, uma época de perseguições.  No sexto capítulo Jesus realiza dois sinais muito importantes: a multiplicação dos pães (Jo 6,1-14) e o passeio sobre as águas (Jo 6,16-21). Assim ele mostra seu poder para proteger a vida, ensinar aos homens o sentido de sua verdadeira dignidade. Contudo o povo se acomoda, quer resolver apenas seus problemas individualmente, colocando-se em segurança sem pensar nos outros. Jesus respondeu: Eu garanto a vocês: vocês estão me procurando, não porque viram os sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos (Jo 6,26). Contudo não é este o projeto de Jesus. Mas a multidão ainda procura Jesus, desejando continuar na situação de abundância, isto é, governada por um líder político que decide e providencia tudo, sem exigir esforço. Jesus mostra que essa não é a solução; é preciso buscar a vida plena, mas isso exige o empenho do homem. Além do alimento que sustenta a vida material, é necessária a adesão pessoal a Jesus para que essa vida se torne definitiva. Pedindo um milagre como o do maná do deserto, a multidão impõe condições para aceitar Jesus. Mas o desejo da multidão fica sem efeito se ela não se compromete com Jesus, o pão da vida que dura para sempre. É que Jesus apresenta-se como o Pão da Vida (Jo 6,51-58):
    E Jesus continuou: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.» As autoridades dos judeus começaram a discutir entre si: «Como pode esse homem dar-nos a sua carne para comer?» Jesus respondeu: «Eu garanto a vocês: se vocês não comem a carne do Filho do Homem e não bebem o seu sangue, não terão a vida em vocês. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim e eu vivo nele. E como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, assim, aquele que me receber como alimento viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que os pais de vocês comeram e depois morreram. Quem come deste pão viverá para sempre
                A vida definitiva se encontra justamente na condição humana de Jesus (carne): Jesus é o Filho de Deus que se encarnou para dar vida aos homens, isto é, para viver em favor dos homens. A vida definitiva começa quando os homens, comprometendo-se com Jesus, aceitam a própria condição humana e vivem em favor dos outros. E Jesus dá um passo além: Ele vai oferecer sua própria vida (carne e sangue) em favor dos homens. Por isso, o compromisso com Jesus exige que também o fiel esteja disposto a dar a própria vida em favor dos outros. Isso é a Eucaristia, o compromisso fiel dos Cristãos para com o sacrifício de Jesus, que se renova a cada missa, conforme Ele mesmo ordenou, para que toda a humanidade se salve!
    Como vemos, a Eucaristia é verdadeiramente algo necessário para nossa vivência Cristã. Embora a celebração e a adoração à Eucaristia tenha sempre ocorrido em nossa Igreja, desde o tempo dos apóstolos, a Igreja sentiu, ao longo dos séculos, a necessidade de dedicar uma data para a profunda reflexão deste mistério, assim como o faz com os demais mistérios de nossa fé, que celebramos ao longo do ano litúrgico. Esta necessidade foi definitivamente suprida no dia 11 de agosto de 1.264, pelo papa Urbano IV, que, com sua bula Transiturus, institui a solenidade do Corpo e do Sangue do Senhor como festa oficial do calendário da Igreja.
    O dia escolhido para a celebração é uma quinta-feira, para relembrar a Quinta-feira Santa em que o Cristo instituiu a Eucaristia e acontece após duas solenidades importantes da Igreja: o Pentecostes e a Santíssima Trindade. Assim recordamos que mesmo depois de Cristo ressuscitado ter retornado para junto do Pai, sua presença é viva no meio de nós pelo seu Espírito, que torna eficaz o Sacramento da Comunhão que recebemos. Além disso, o domingo depois de Pentecostes é dedicado à Santíssima Trindade, e em seguida a grande Quinta-feira é dedicada ao Corpo e Sangue do Senhor, lembrando que a Eucaristia é sempre uma experiência trinitária, conforme nos ensina nosso Papa Bento XVI: “Na Eucaristia, revela-se o desígnio de amor que guia toda a história da salvação (Ef 1, 9-10; 3, 8-11). Nela, o Deus-Trindade, que em Si mesmo é amor (1 Jo 4, 7-8), envolve-Se plenamente com a nossa condição humana. No pão e no vinho, sob cujas aparências Cristo Se nos dá na ceia pascal (Lc 22, 14-20; 1 Cor 11, 23-26), é toda a vida divina que nos alcança e se comunica a nós na forma do sacramento: Deus é comunhão perfeita de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Igreja acolhe, celebra e adora este dom, com fiel obediência. O « mistério da fé » é mistério de amor trinitário, do qual, por graça, somos chamados a participar. Por isso, também nós devemos exclamar com Santo Agostinho: « Se vês a caridade, vês a Trindade »”.(Sacramentum Caritatis, 8)
    Este ano infelizmente a saída da procissão não será da frente de nossa Igreja, mas rezemos para que em breve possamos celebrar a Eucaristia novamente nesta que é a casa espiritual de nossa Comunidade. Como sinal do nosso compromisso com o Cristo Eucarístico presente também nos nossos irmãos e irmãs que sofrem, dediquemo-nos à arrecadação de cobertores, que além de enfeitar o caminho do Cristo, também servirão de gesto concreto, provando que a verdadeira caridade está presente no meio de nós.
     
    Pe. Márcio Cattache – Vigário Paroquial
     
    A MORTE DO POBRE COMO FATO MORAL- Artigo do Jornal da Cidade - Coluna Conversando com o Bispo do dia 16/05/2010
    No domingo passado, apresentamos o tema da bioética quotidiana (ética da vida aplicada à situação concreta de todo ser humano). Neste domingo, vamos continuar nossa reflexão indicando as novas perspectivas da bioética que emergiram, sobretudo, no final dos anos noventa, tais como: saúde da população e a necessidade de ampliar a área de interesse e intervenção da bioética para outros campos, diretamente relacionados aos cuidados com a saúde, que implicam equidade social, educação e inclusão social. A morte está ligada ao decurso natural da vida.
    Contudo, em lugares de vulnerabilidade, está relacionada a comportamentos pessoais ou omissões sociais e políticas.
    Basta ver a vergonhosa crise da saúde pública em Bauru.
    “Quem mora no morro não tem sonho”. Assim se expressou a mãe de uma criança pobre, vítima fatal de uma bala perdida na cidade do Rio de Janeiro, em 2007. Entretanto, a resignação da mãe não coincidia com a perspectiva da criança. Foram encontrados, em seu caderno escolar, escritos nos quais ela indicava seu sonho: ser cantora. Diante do dramático testemunho materno pergunta-se: como falar em futuridade da vida a nós confiada no mundo dos pobres? O que se deve fazer para garantir os invioláveis princípios da igual dignidade e igual oportunidade?
    A possibilidade de sobrevivência nas áreas pobres é imensamente menor quando comparada às áreas ricas. A responsabilidade moral exige que se busque a causa desta tragédia em vista de possíveis remédios e respostas positivas, evitando a tentação de, diante da complexidade dos problemas, acreditar que os mesmos estejam acima da capacidade humana de solução.
    Segundo E. Chiavacci, a moral deve resgatar o grave tema da responsabilidade moral indireta. “Dos milhões de crianças mortas, da vida miserável e breve da maior parte da família humana, nós somos responsáveis, mesmo que em forma indireta, mas perfeitamente conscientes. O assassino direto dos pobres da terra é o sistema econômico global”.
    Cabe sublinhar que a identificação do assassino direto não desconsidera a responsabilidade pessoal. Não basta responsabilizar, é necessário também responsabilizar-se.
    Nesse sentido, para não “cooperar” com a morte e miséria de milhões de seres humanos, Chiavacci indica duas “obrigações morais essenciais”: uma em nível pessoal, outra em nível sócio-econômico. A primeira refere-se à solidariedade, generosidade e sobriedade no consumir. A segunda é combater os milhões de “mortes silenciosas”, melhorando as estruturas a partir da mensagem cristã e do diálogo e colaboração entre cristãos e não cristãos, crentes e não crentes. Acrescenta que “a Igreja e o cristianismo, especialmente em nível ecumênico, possuem uma possibilidade de penetração capilar única”, cuja mensagem interpela e mobiliza para a luta contra as mortes silenciosas. Cabe recordar que em Bauru já foram realizadas ações concretas pelas igrejas cristãs e outras seguem em curso, uma demonstração clara do ecumenismo prático.
    Em 1989, Márcio Fabri dos Anjos, teólogo brasileiro, cria um neologismo: mistanásia. Não se trata de matar, ajudar ou deixar morrer, mas de morte antecipada por causas previsíveis e preveníveis, mortes escondidas e não valorizadas.
    É um conceito de grande poder provocatório e convocatório, sobretudo no campo ético-moral, justamente por ser capaz de deslocar o foco ao situar a morte precoce na esfera do “mal evitável”, evocando o princípio moral de “evitar o mal”.
    O conceito mistanásia contribui para a responsabilização e conscientização acerca de uma situação que pode ser evitada, transformando-a em fato moral, que causa indignação criativa com a qual se busca meios de superação. Implica também evitar que seja negado às vítimas de mortes injustas e mistanásicas o status de “vítima”. Tais ações tiram as mortes mistanásicas da esfera do “normal” ou “natural” e coloca a descoberto a realidade de milhões de semelhantes.
    Pe. Luiz Antonio Lopes Ricci - Vigário geral da Diocese de Bauru, pároco da igreja de São Cristóvão e professor da Faculdade João Paulo II, de Marília.
    BIOÉTICA QUOTIDIANA E CONSERVAÇÃO DA VIDA- Artigo do Jornal da Cidade - Coluna Conversando com o Bispo do dia 09/05/2010
    A bioética, com ética aplicada, constitui uma espécie de “ponte” para a conservação da vida com qualidade. Para tanto, é urgente a superação das injustiças sociais. Nesse sentido, justifica-se a tendência de concentrar a atenção na “bioética quotidiana” que acentua o direito à saúde e evidencia a relação doença e desigualdade social.
    Foi G. Berlinguer, médico e bioeticista italiano, quem introduziu a distinção entre bioética quotidiana e bioética de fronteira (biotecnologias e casos complexos) em 1988. Na premissa de seu livro Bioética Quotidiana, publicado no ano 2000, assim se expressa ao justificar o título da obra: “o escopo é re-chamar a atenção, que agora está concentrada em modo quase exclusivo sobre casos extremos de intervenção sobre a vida, isto é, sobre aquilo que antes dos desenvolvimentos recentes das ciências biomédicas eram impraticáveis, e, às vezes, até mesmo impensáveis sobre a existência de uma outra bioética, mais próxima à experiência de todas as pessoas e de todo dia”.
    Percebe-se o deslocamento da bioética que, inicialmente se ocupava daquilo que acontecia a poucos e atualmente se orienta “por obra de muitos estudiosos e de consistentes movimentos de opinião, em direção àquilo que acontece a maioria, isto é, em direção à vida e ao bem-estar da população, em particular da população dos países em via de desenvolvimento”.
    Não obstante a complexidade dos temas e problemas, a bioética quotidiana rompe o silêncio culpável do mundo e aflora na consciência coletiva a corresponsabilidade e implicações éticas inerentes às mortes “cacotanásicas”, utilizando a expressão de Berlinguer. Cacotanásia, entendida como morte má, prematura, previsível e evitável é o resultado das “situações persistentes” (e não permanentes) e, diferentemente da morte “natural”, é objeto de avaliação e implicações morais.
    Berlinguer ao abordar o tema “a equidade para quem nasce” diz que a possibilidade de sobrevivência depende muito da equidade social: a probabilidade de uma criança morrer na Noruega nos primeiros cinco anos de vida é setenta vezes menor quando comparada com aquela de uma que nasce na Serra Leoa: “em outros lugares, em medida maior ou menor, existe uma seleção não-natural, que por muitos aspectos é geograficamente e socialmente determinada”. A pobreza continua sendo a principal causa de morte no mundo, embora no âmbito clínico, a causa última da morte é sempre uma doença ou causa específica. Os problemas vitais da população não podem ser negligenciados e exigem respostas concretas do Estado por meio de políticas públicas capazes de evitar o evitável. Aqui emerge o tema da equidade em saúde que “consiste em criar ou favorecer para todo e qualquer indivíduo a possibilidade de perseguir e de alcançar o nível potencial de saúde que lhe é próprio”. Contudo, o alcance desse direito passa pela igual ou símile oportunidade. Para tanto, é fundamental o compromisso pessoal e coletivo dos cidadãos para orientar, na perspectiva da ética e equidade, as decisões políticas que se atuam na forma de políticas públicas.
    Ao considerar principalmente a contribuição das ciências biológicas nos quesitos não inferioridade de raças e potencialidade humana e interdependência entre os viventes, Berlinguer indica o “princípio de solidariedade” como o mais viável e capaz de estabelecer as bases para a convivência e sobrevivência. A solidariedade facilita o alargamento da visão, reflexão e ação em sentido temporal (gerações futuras) e espacial (todos os habitantes do planeta). Esses dois sentidos dificultam o obscurecimento ou ocultação da realidade dos pobres e vulneráveis.
    Os temas cuidar da vida e saúde nos remetem às mães, homenageadas, de modo especial, no dia de hoje. Parabéns a todas as mães, expressão do rosto materno de Deus que é Pai e Mãe, que cria e cuida, educa e ama.
    Pe. Luiz Antonio Lopes Ricci Vigário geral da Diocese de Bauru, pároco da igreja de São Cristóvão e professor da Faculdade João Paulo II, em Marília.

  • OPÇÃO PELOS POBRES -
    Artigo do Jornal Bom Dia - Coluna Opinião do dia 09/05/2010
  • A clara opção preferencial pelos pobres é tema recorrente nas quatro últimas Conferências do Episcopado Latino-Americano (Celam), em Medellín, Puebla, Santo Domingo e Aparecida: "assumindo com nova força essa opção pelos pobres, manifestamos que todo processo evangelizador envolve a promoção humana e a autêntica libertação” (Doc. Aparecida, n. 399).
    No objetivo geral da ação evangelizadora da Igreja no Brasil (CNBB) assim aparece: “Evangelizar [...] à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária”.
    Portanto, a opção pelos pobres faz parte do conteúdo da nova evangelização. Os rostos dos pobres são feições sofredoras de Cristo, visto que Ele mesmo quis se identificar com os pobres. “Descobrir nos rostos sofredores dos pobres o rosto do Senhor (cf. Mt 25,31-46) é algo que desafia todos os cristãos a uma profunda conversão pessoal e eclesial” (Conf. Santo Domingo).
    O apelo à conversão e o desejo de continuar a missão de Cristo, imitando o seu agir, tornaram os cristãos mais permeáveis às interpelações dos pobres. Assim, constata-se que a opção pelos pobres “conquistou um lugar importante na consciência cristã contemporânea; é fonte de inspiração de numerosas experiências e de ações concretas que mudaram significativamente o testemunho e a imagem da Igreja, em modo particular nas regiões pobres da humanidade” (G. Gutierrez).
    Aproveitamos o espaço para parabenizar  as mães, expressão do rosto materno de Deus que é Pai e Mãe, que cria, ama e liberta.
    Padre Luiz Antonio Lopes Ricci  é vigário geral da Diocese de Bauru


    MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 44º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

    «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra»

    [Domingo,16 de Maio de 2010]

    Queridos irmãos e irmãs!

    O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra» insere-se perfeitamente no trajeto do Ano Sacerdotal e traz à ribalta a reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral como é o da comunicação e do mundo digital, que oferece ao sacerdote novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra. Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contacto com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.

    A tarefa primária do sacerdote é anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de salvação mediante os sacramentos. Convocada pela Palavra, a Igreja coloca-se como sinal e instrumento da comunhão que Deus realiza com o homem e que todo o sacerdote é chamado a edificar n’Ele e com Ele. Aqui reside a altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal, na qual se concretiza de modo privilegiado aquilo que afirma o apóstolo Paulo: «Na verdade, a Escritura diz: “Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido”. […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão de pregar, se não forem enviados?» (Rm 10,11.13-15).

    Hoje, para dar respostas adequadas a estas questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil, tornaram-se um instrumento útil as vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas. De facto, pondo à nossa disposição meios que permitem uma capacidade de expressão praticamente ilimitada, o mundo digital abre perspectivas e concretizações notáveis ao incitamento paulino: «Ai de mim se não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9,16). Por conseguinte, com a sua difusão, não só aumenta a responsabilidade do anúncio, mas esta torna-se também mais premente reclamando um compromisso mais motivado e eficaz. A este respeito, o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma «história nova», porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra.

    Contudo, a divulgação dos «multimédia» e o diversificado «espectro de funções» da própria comunicação podem comportar o risco de uma utilização determinada principalmente pela mera exigência de marcar presença e de considerar erroneamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado. Ora, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.

    Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da «rede».

    Também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e atual. De fato, a pastoral no mundo digital há de conseguir mostrar, aos homens do nosso tempo e à humanidade desorientada de hoje, que «Deus está próximo, que, em Cristo, somos todos parte uns dos outros» [Bento XVI, Discurso à Cúria Romana na apresentação dos votos de Natal: «L’Osservatore Romano» (21-22 de Dezembro de 2009) pág. 6].

    Quem melhor do que um homem de Deus poderá desenvolver e pôr em prática, mediante as próprias competências no âmbito dos novos meios digitais, uma pastoral que torne Deus vivo e atual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro? A tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral. A Palavra poderá assim fazer-se ao largo no meio das numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado das auto-estradas que sulcam o ciberespaço e afirmar o direito de cidadania de Deus em todas as épocas, a fim de que, através das novas formas de comunicação, Ele possa passar pelas ruas das cidades e deter-se no limiar das casas e dos corações, fazendo ouvir de novo a sua voz: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).

    Na Mensagem do ano passado para idêntica ocasião, encorajei os responsáveis pelos processos de comunicação a promoverem uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana. Este é um dos caminhos onde a Igreja é chamada a exercer uma «diaconia da cultura» no atual «continente digital». Com o Evangelho nas mãos e no coração, é preciso reafirmar que é tempo também de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descurando uma atenção particular por quem se encontra em condição de busca, mas antes procurando mantê-la desperta como primeiro passo para a evangelização. Efetivamente, uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas. Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?

    O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão global, todo o mundo digital representam um grande recurso, tanto para a humanidade no seu todo como para o homem na singularidade do seu ser, e um estímulo para o confronto e o diálogo. Mas aquelas apresentam-se igualmente como uma grande oportunidade para os crentes. De fato nenhum caminho pode, nem deve, ser vedado a quem, em nome de Cristo ressuscitado, se empenha em tornar-se cada vez mais solidário com o homem. Por conseguinte e antes de mais nada, os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e, pastoralmente, ilimitadas, que os solicitam a valorizar a dimensão universal da Igreja para uma comunhão ampla e concreta; a ser no mundo de hoje testemunhas da vida sempre nova, gerada pela escuta do Evangelho de Jesus, o Filho eterno que veio ao nosso meio para nos salvar. Mas, é preciso não esquecer que a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho da vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos, sobretudo, da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação.

    A vós, queridos Sacerdotes, renovo o convite a que aproveiteis com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna. Que o Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios atuais de comunicação.

    Com estes votos, invoco sobre vós a proteção da Mãe de Deus e do Santo Cura d’Ars e, com afeto, concedo a cada um a Bênção Apostólica.

    Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – de 2010.

    BENEDICTUS PP. XVI


    Visita da imagem peregrina de Nossa. Senhora Aparecida em nossa Diocese
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    A Diocese de Bauru está recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. Esta imagem iniciou sua peregrinação o ano passado, e já percorreu várias paróquias das dioceses da província de Botucatu, que compreende 8 (oito) dioceses:  Botucatu-Bauru-Lins-Araçatuba-Ourinhos-Marília-Assis, e Presidente  Prudente.
    A Paróquia de Santa Teresinha estará recebendo a imagem no dia 09/03/2010 às 09h, e está programado a reza do Terço durante todo o dia e às 19h a Santa Missa. Segue abaixo, o roteiro da peregrinação.
    > Dia 07/03 chegada da imagem na catedral do Divino Espírito Santo na missa das 10:00
    > Dia 08/03 chega na Paróquia Sta. Rita
    > Dia 09/03 chega na Paróquia Sta. Teresinha
    > Dia 10/03 chega no Santuário Nsa. Sra.Aparecida
    > Dia 11/03 chega na Paróquia São Judas Tadeu
    > Dia 12/03 chega na Paróquia São Cristóvão
      Do dia 13 ao 18 de março, Paróquias da RP 2
    > Do dia 19 ao 26 de março, Paróquias da RP3
    > Do dia 27 ao 31 de março, Paróquias da RP4
    > Do dia 01 ao 04 de abril, Paróquias da RP5
    > Do dia 05 ao 10 de abril, Paróquias da RP6
    > Do dia 11 ao 16 de abril, Paróquias da RP7
    > Dia 17 de abril retorna à Catedral do Divino Espírito Santo, na parte da manhã.
    > Dia 17 sai da Catedral do Divino Espírito Santo e vai para a cidade de Assis na parte da tarde.

    Primazia da Economia ou Política?
     Conversando com o bispo - Coluna do Jornal da Cidade na edição do dia 07 de março de 2010
    É possível constatar, sem muito esforço, que o mundo, nas últimas décadas, tem dado primazia ao econômico em detrimento do social e político. Esta “opção” é na verdade uma imposição do neoliberalismo entendido como “utopia ou teoria econômica que pretende dar uma explicação total do ser humano e da sua história em torno da economia. Faz da economia o centro do ser humano a partir do qual todo o resto se explica” (J. Comblin). O Brasil é um país marcado por desigualdades sociais. Mesmo considerando as questões históricas, que geraram estruturas extremamente injustas, viciadas e concentradoras de renda, pode-se afirmar, com segurança, que o neoliberalismo tem acentuado ainda mais tais distorções. “A iniquidade do sistema consiste em conferir prioridade ao mercado, ao lucro, ao capital financeiro em vez de reconhecer e promover, em primeiro lugar, a dignidade da pessoa e o acesso dos pobres a níveis condignos de alimentação, trabalho, moradia, saúde, educação, lazer” (CNBB, Doc. 69). O neoliberalismo tem como programa principal o enfraquecimento do Estado a redução nos gastos sociais. Procura-se desmontar o “Estado de bem-estar social” por ser considerado um “dilapidador de receitas públicas”. O processo de desmonte começou nos anos 80, principalmente a partir do chamado Consenso de Washington (1989), e segue em curso. É nesse horizonte que se situa a reflexão de Z. Bauman. Para ele não há como justificar a sobrevivência do Estado de bem-estar a não ser com a ética, pois na perspectiva neoliberal este não se justifica, é frequentemente atacado e sua sobrevivência ameaçada. Por essa razão, é fundamental reafirmar com explícita audácia a razão ética do Estado de investimento social, para que o argumento ético incida, um pouco mais, na atual sociedade marcada pelas estimativas de custo-benefício, lucro e outros mandamentos do mercado que reinam de modo supremo e constituem os princípios que organizam o “pensamento único”. Urge, portanto, insistir na primazia da política e da ética sobre a economia. A sociedade justa é obra da política (cf. Deus caritas est, n.28) e as religiões podem contribuir para mobilizar as energias em vista da construção de um outro mundo possível. Trata-se de formar consciências éticas, críticas e esclarecidas, iluminadas pelos valores humanos e capazes de colocar a vida em primeiro lugar. Isso implica lutar por uma economia que esteja a serviço da vida - como propõe a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, com qualidade e o mínimo decente para todos e todas.
    Mulher e a ética do cuidado
    A categoria ética do cuidado emerge de modo mais intenso e acentuado nas mulheres. Carol Gilligan, em “uma voz diferente”, indica a diferença no modo como homens e mulheres agem e se colocam diante dos outros. São dois modos distintos e predominantes, porém não exclusivos: a categoria da justiça para os homens e a do cuidado para as mulheres.
    Gilligan recorda que os parâmetros de desenvolvimento feminino, não são os mesmos do masculino. A estrutura psíquica da mulher é organizada em torno de ser capaz de fazer e de manter associações e relacionamentos através do reconhecimento da necessidade de conexão. Isso faz com que o seu modo de vida seja mais criativo e cooperativo com forte acento nos relacionamentos e na capacidade de cuidar. A mulher é garantia e difusora da sensibilidade que se manifesta no cuidado. “Resgatar o cuidado é resgatar a dimensão feminina do ser humano” (L. Boff).
    Como afirma Gilligan, “na vida como no Jardim do Éden a mulher tem sido a desviante”, no sentido positivo do termo. É ela que consegue deslocar e alargar a visão masculina, indicando por meio da sensibilidade e aguçada intuição o prioritário e essencial. A necessária revisão crítica dos esquemas morais masculinos e a consequente integração e reconciliação entre as óticas masculina e feminina colocarão as bases para a construção de um mundo melhor, pautado pela ética do cuidado pela vida a nós confiada e pela igualdade de gênero.
    Parabéns mulheres pela merecida festa! Sigam sendo manifestação do rosto feminino de Deus.
    Pe. Luiz Antonio Lopes Ricci - Vigário Geral da Diocese de Bauru e pároco da Paróquia São Cristóvão

    Quaresma teve início no dia 17 de fevereiro
    Reportagem publicado no dia 17/02/2010, por Juliana Franco do Jornal da Cidade
     
    Até a Páscoa, período é de reflexão e penitência; Também inicia hoje a Campanha da Fraternidade, que faz crítica à economia
     As igrejas Católica, Anglicana e algumas protestantes iniciam hoje a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, a festa maior do cristianismo, que marca a ressurreição de Jesus Cristo e será celebrada no dia 4 de abril. Neste período, os cristãos são convidados à reflexão e conversão. Em Bauru, o início da Quaresma será lembrada com a celebração da missa de Cinzas pelo bispo dom Caetano Ferrari, às 19h, na Catedral do Divino Espírito Santo.
    De acordo com o padre Marcos Pavan, durante este período, os fiéis são convidados à penitência e à meditação por meio da prática de jejum, da esmola e da oração. “Estes dias antecedem a Páscoa, festa máxima do cristianismo, que marca a ressurreição de Cristo, e tem como objetivo aprofundar a conversão, a penitência, a oração e a caridade. Tudo isso deve acontecer para nossa melhora espiritual, nosso crescimento na fé”, explica.
    A Quaresma tem início na quarta-feira de Cinzas e término na quinta-feira Santa, na celebração da última ceia de Jesus Cristo com os 12 apóstolos. Segundo Pavan, os 40 dias da Quaresma também representam o período em que Jesus passou no deserto. “Ele sofreu tentações, mas resistiu e cumpriu sua missão. Neste tempo, ele orou e jejuou”, conta.
    “Por isso, o jejum é seguido por muitos fiéis, mas estes precisam ter em mente que o jejum deve ter o sentido de partilha, não devem apenas jejuar por jejuar. Deve significar que estou partilhando com alguém o alimento do qual estou me privando no momento”, acrescenta. Entre os símbolos da Quaresma está a cor roxa, que é sinal de luto e penitência. Até a Páscoa ela fica estampada em diversas igrejas do mundo.
    Campanha da Fraternidade
    A quarta-feira de Cinzas também marca o início da Campanha da Fraternidade (CF). Realizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), neste ano ela traz o tema “Economia e Vida”. Com o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, deve levar 50 mil comunidades cristãs a discussões sobre economia.
    De acordo com o padre Marcos Pavan, a CF faz uma crítica à política econômica mundial, em que serve a minoria e tem como marca a desigualdade social. “Como ocorre todos os anos, a Campanha da Fraternidade é uma oportunidade para discutir, mudar a mentalidade e tentar fazer diferente. O tema tem como principal fundamento o Evangelho de Jesus Cristo para que todos possam servir a Deus e aos irmãos”, explica.
    “É neste sentido que queremos denunciar essa economia predatória em que vivemos atualmente. Precisamos buscar uma economia solidária, que atinja as camadas mais pobres. É uma campanha que defende a vida”, complementa. Esta é a terceira vez que a CF tem caráter ecumênico, repetindo o formato já adotado em 2000 e 2005.

    Crítica
    Com textos e gráficos, a Campanha da Fraternidade (CF) 2010 tem por objetivo a conscientização dos cristãos sobre alguns temas econômicos que são pouco conhecidos por grande parte da população. Em relação à dívida interna brasileira, por exemplo, o manual diz que “apesar dos gastos com juros e amortizações da dívida pública consumirem mais de 30% dos recursos orçamentários do País, essas dívidas não param de crescer. A dívida interna alcançou a gigantesca cifra de R$ 1,6 trilhão em dezembro de 2008, tendo apresentado crescimento acelerado nos últimos anos”.
    Segundo o texto da CF, a dívida inviabiliza a aplicação de recursos na área social. A campanha também defende a realização de um plebiscito sobre a limitação do tamanho das propriedades rurais do País, e propõe que as comunidades se mobilizem para conseguir assinaturas suficientes para transformar essa proposta em lei de iniciativa popular. Em Bauru, uma missa realizada no próximo domingo, às 10h, na Catedral do Divino Espírito Santo, marca a abertura da campanha na cidade.

    Zilda Arns: Potencializadora da esperança
    Conversando com o bispo - Coluna do Jornal da Cidade na edição do dia 07 de fevereiro de 2010
    Deus me concedeu a graça de participar do funeral da Dra.Zilda Arns, em Curitiba, juntamente com o padre Rosinaldo, ambos representando a Diocese de Bauru. Fui não apenas pelo dever de ofício, mas, sobretudo, por uma questão de consciência, reconhecimento e gratidão. Afinal, a Pastoral da Criança foi o objeto de pesquisa e inspiração da minha tese de doutorado que objetivou oferecer uma contribuição para a reflexão teológica, bioética e moral à luz da experiência bem sucedida da Pastoral da Criança. Penso que a sentida perda constitui-se num momento oportuno para voltar às origens. O ato de recordar é profícuo e motivador. Tudo começou em Genebra, na Suíça, em 1982, a partir do encontro de dois grandes homens, dinâmicos e inovadores, movidos por nobres e relevantes objetivos. Tratam-se do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e de James Grant, diretor executivo do UNICEF de 1980 a 1995. Portanto, Igreja e UNICEF se encontram, numa parceria que gerou uma sinergia biofílica. A Igreja, “povo da vida e pela vida” (Evangelium Vitae) se encontra com um Organismo dirigido por um homem empenhado em combater o que chamou de emergência silenciosa mundial, ou seja, a morte de milhões de crianças por ano devido a enfermidades que poderiam ser facilmente prevenidas. Este homem confiou à Igreja uma técnica simples e eficaz: a reidratação oral.
    Entregou a Dom Paulo uma semente que foi paterna e maternalmente recebida e protegida. Esta semente atravessou o Oceano e foi entregue à pessoa certa, no momento certo, Dra. Zilda Arns, que a acolheu com reverência e recepção criativa. Esta a fertilizou, com importantes inovações e intuições, em seu ventre que antes havia gerado cinco filhos. Iniciava-se uma nova vida, seu “filho” caçula que, na cultura brasileira, geralmente é o que recebe maior atenção e cuidados. Por amor e com mestria, a semente fertilizada foi cuidadosamente depositada no útero fecundo da Igreja, encontrando apoio e condições favoráveis para o seu desenvolvimento.
    O que seria da potência sem o espaço? O período de gestação foi relativamente curto: 11 meses de Genebra a Florestópolis - PR (1983). A semente foi entregue em Genebra, porém a fertilização, fecundação e nascimento se deram no Brasil, mais precisamente, na Igreja do Brasil, que soube acolher relevante proposta. A cidadania e metodologia são brasileiras. Portanto, da Suíça para o Brasil e do Brasil para o mundo.
    Em Florestópolis, as voluntárias, após capacitação, iniciaram o trabalho nas famílias, orientadas pelas cinco ações básicas de saúde: pré-natal, aleitamento materno, vigilância nutricional, soro caseiro e vacinação. O resultado foi extremamente positivo: “em um ano, a mortalidade infantil baixou de 127 para 28 mortes por mil crianças nascidas vivas. Foi uma queda brusca. Cada criança e cada gestante eram acompanhadas com carinho e, sempre que necessário, encaminhadas para o serviço de saúde” (Zilda Arns). Conclusão: o projeto e o método foram reconhecidos como eficazes. A ação voluntária e educativa foi capaz de evitar o que era visto como inevitável. Iniciava-se, assim, a profícua aventura da Pastoral da Criança. A possibilidade de se combater a realidade de morte iminente e, quotidianamente vivida por aquela comunidade, por meio de um projeto relativamente simples, despertou grande interesse na população e forte desejo de ajudar, potencializando a esperança. A Pastoral da Criança, por meio de sua fundadora e coordenadora Zilda Arns, criou e solidificou uma metodologia própria, simples, viável e eficaz que é a multiplicação do saber e da solidariedade para salvar vidas e evitar mortes evitáveis. Desenvolveu a mística de fé e vida, que funda, motiva e sustenta suas ações. Zilda Arns viveu para os pobres e morreu entre os pobres, no país mais pobre das Américas. Sua morte, em missão, tem um forte conteúdo teológico, donde Deus fala e que fala algo sobre Deus. A Igreja, a Pastoral da Criança e a sociedade em geral perderam um paradigma de solidariedade concreta, entusiasmo e esperança. Estou certo de que sua morte potencializará ainda mais a Pastoral da Criança, despertando novos voluntários para continuar tão nobre missão. Na ótica da fé sabemos que sua morte trará bons frutos e que ela, agora junto de Deus, intercederá por nós que aqui seguimos tocando em frente, com esperança potencializada. As crianças ganharam mais um Anjo da Guarda no céu. A nós cabe apenas dizer: muito obrigado Dra. Zilda! Muito obrigado líderes e voluntários da Pastoral da Criança!
    Pe. Luiz Antonio Lopes Ricci, autor de uma tese de doutorado com o título: “Mistanásia Infantil e Pastoral da Criança: Avaliação Ético-Teológica da Pastoral da Criança no Brasil enquanto potencialização da Cultura da Vida”.

    Mensagem do Papa Bento XVI para o XVIII Dia Mundial do Doente 2010
     

     
    Caros irmãos e irmãs
    No próximo dia 11 de Fevereiro, memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes, celebrar-se-á na Basílica Vaticana o XVIII Dia Mundial do Doente. A feliz coincidência com o 25º aniversário da instituição do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde constitui mais um motivo para dar graças a Deus do caminho até agora percorrido no sector da pastoral da saúde. Formulo votos de coração a fim de que esta celebração seja ocasião para um impulso apostólico mais generoso ao serviço dos enfermos e de quantos se ocupam deles.
    Efectivamente, com o anual Dia Mundial do Doente a Igreja tenciona sensibilizar profundamente a comunidade eclesial a respeito da importância do serviço pastoral no vasto mundo da saúde, serviço que faz parte integrante da sua missão, uma vez que se inscreve no sulco da mesma missão salvífica de Cristo. Ele, Médico divino, "passou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Diabo" (Act 10, 38). O sofrimento humano tem sentido e é plenamente esclarecido no mistério da Sua paixão, morte e ressurreição. Na Carta Apostólica Salvifici doloris, o Servo de Deus João Paulo II usa palavras iluminadoras a este propósito. "O sofrimento humano escreveu ele atingiu o seu vértice na paixão de Cristo; e, ao mesmo tempo, revestiu-se de uma dimensão completamente nova e entrou numa ordem nova: ele foi associado ao amor... àquele amor que cria o bem, tirando-o mesmo do mal, tirando-o por meio do sofrimento, tal como o bem supremo da Redenção do mundo foi tirado da Cruz de Cristo e nela encontra perenemente o seu princípio. A Cruz de Cristo tornou-se uma fonte, da qual brotam rios de água viva" (n. 18).
    Na Última Ceia, antes de voltar para o Pai, o Senhor Jesus inclinou-se para lavar os pés aos Apóstolos, antecipando o supremo acto de amor da Cruz. Com este gesto, convidou os seus discípulos a entrar na sua mesma lógica do amor que se entrega, especialmente aos mais pequeninos e aos necessitados (cf. Jo 13, 12-17). Seguindo o seu exemplo, cada cristão é chamado a reviver, em contextos diferentes e sempre novos, a parábola do bom Samaritano que, passando ao lado de um homem abandonado meio morto pelos salteadores na margem da estrada, "vendo-o, encheu-se de piedade. Aproximou-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria vontade, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: "Trata bem dele, e o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar"" (Lc 10, 33-35).
    Na conclusão da parábola, Jesus diz: "Vai, e também tu faz do mesmo modo" (Lc 10, 37). Ele dirige-se também a nós com estas palavras. Exorta-nos a inclinar-nos sobre as feridas do corpo e do espírito de muitos dos nossos irmãos e irmãs que encontramos pelas estradas do mundo; ajuda-nos a compreender que, com a graça de Deus acolhida e vivida na vida de cada dia, a experiência da enfermidade e do sofrimento pode tornar-se escola de esperança. Na verdade, como afirmei na Encíclica Spe salvi: "Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com amor infinito" (n. 37).
    Já o Concílio Vaticano II evocava a importante tarefa da Igreja, de cuidar do sofrimento humano. Na Constituição dogmática Lumen gentium, lemos que "tal como Cristo... foi enviado pelo Pai "para anunciar a boa nova aos pobres, para proclamar a libertação aos cativos" (Lc 4, 18), "para procurar e salvar o que estava perdido" (Lc 19, 10), de modo semelhante a Igreja ama todos os angustiados pelo sofrimento humano, reconhece mesmo a imagem do seu Fundador, pobre e sofredor, nos pobres e nos que sofrem, esforça-se por aliviar a sua indigência e neles deseja servir a Cristo" (n. 8). Esta acção humanitária e espiritual da Comunidade eclesial para com os doentes e os sofredores, ao longo dos séculos, manifestou-se de múltiplas formas e em numerosas estruturas médicas, também de cariz institucional. Gostaria de evocar aqui aquelas que são geridas directamente pelas dioceses e as que nasceram da generosidade de vários Institutos religiosos. Trata-se de um "património" precioso, correspondente ao facto de que "o amor tem necessidade também de organização enquanto pressuposto para um serviço comunitário ordenado" (Encíclica Deus caritas est, 20). A criação do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, há vinte e cinco anos, faz parte de tal solicitude eclesial pelo mundo da saúde. E apraz-me acrescentar que, no actual momento histórico-cultural, se sente ainda mais a exigência de uma presença eclesial atenta e escrupulosa ao lado dos doentes, como também de uma presença na sociedade capaz de transmitir os valores evangélicos de maneira eficaz, em vista da salvaguarda da vida humana em cada uma das fases, desde a sua concepção até ao seu fim natural.
    Gostaria de retomar aqui a Mensagem aos pobres, aos doentes e a todos aqueles que sofrem, que os Padres conciliares dirigiram ao mundo, no encerramento do Concílio Ecuménico Vaticano II: "Ó vós todos, que sentis mais duramente o peso da cruz – disseram eles – ...vós que chorais... vós, desconhecidos da dor, tende coragem, vós sois os preferidos do reino de Deus, que é o reino da esperança, da felicidade e da vida; vós sois os irmãos de Cristo sofredor; e com Ele, se quiserdes, salvareis o mundo!" (Ench. Vat., I, n. 523* [pág. 313]). Agradeço de coração às pessoas que, todos os dias, "desempenham o serviço em prol dos doentes e dos sofredores", fazendo com que "o apostolado da misericórdia de Deus, ao qual se dedicam, corresponda cada vez melhor às novas exigências" (João Paulo II, Constituição Apostólica Pastor bonus, art. 152).
    Neste Ano sacerdotal, o meu pensamento dirige-se particularmente a vós, queridos sacerdotes, "ministros dos enfermos", sinal e instrumento da compaixão de Cristo, que deve chegar a cada homem assinalado pelo sofrimento. Estimados presbíteros, convido-vos a não vos poupardes no gesto de lhes oferecer cuidado e conforto. O tempo transcorrido ao lado de quem se encontra na prova revela-se fecundo de graça para todas as demais dimensões da pastoral. Enfim, dirijo-me a vós prezados doentes, enquanto vos peço que rezeis e ofereçais os vossos sofrimentos pelos sacerdotes, a fim de que possam manter-se fiéis à sua vocação, e o seu ministério seja rico de frutos espirituais, em benefício da Igreja inteira.
    Com estes sentimentos, imploro sobre os enfermos, assim como sobre aqueles que os assistem, a salvaguarda materna de Maria, Salus Infirmorum, e a todos concedo de coração a Bênção Apostólica.
    Vaticano, 22 de Novembro de 2009, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
     
    Pastoral da Criança  - Por Pe. Luiz Antonio Lopes Ricci - Coluna "Opinião" Jornal Bom Dia do dia 31/01/2010
     
    A aplicação da metodologia simples, eficiente e inovadora, desenvolvida pela Pastoral da Criança, por meio da saudosa  Zilda Arns, conta com a colaboração de mais de 270 mil voluntários que formam  grande rede de solidariedade concreta e inserida na vida dos pobres.  Os voluntários são previamente capacitados para o exercício da nobre missão. Dividem-se em líderes e colaboradores.
    As condições e exigências para ser voluntário da Pastoral da Criança são: servir com amor e dedicação as crianças e as famílias carentes; ter compromisso cristão a serviço da vida, da esperança e da paz; lutar para que todas as crianças tenham vida e a tenham em abundância; conhecer e participar das ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania; vivenciar a mística subjacente da Pastoral da Criança, que une fé e vida; participar da organização da comunidade; atuar na prevenção das causas da mortalidade infantil e da violência; estar comprometido com mudanças sociais (Cf. Pastoral da Criança). 
    Essas exigências, acolhidas com docilidade-criativa pelos voluntários, transformam-se em atitudes quotidianas com forte valor simbólico na comunidade. Garantem unidade nas intervenções, procurando contemplar as várias dimensões inerentes à ação. As motivações interiorizadas transformam o trabalho dos voluntários em algo prazeroso, feito sempre com alegria e responsabilidade. Trata-se de colocar os dons e um pouco do tempo a serviço da vida, multiplicando a informação e a solidariedade. Contamos com você! Contato: ja-raposo@uol.com.br ou 32261961 (com José Antonio e Ana).
    Padre Luiz Antonio Lopes Ricci é vigário geral da Diocese de Bauru
     

    Diocese de Bauru oferece Curso de Iniciação Teológica
     
    Aos interessados em aprofundar seus conhecimentos na fé, poderão ainda fazer as inscrições para o Curso de Iniciação Teológica da Diocese de Bauru. O início das aulas, que acontecem todos os sábados das 8h às 12h no Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja, será no dia 6 de fevereiro. A duração do curso é de 4 anos e a mensalidade custa R$ 15,00.
    O objetivo é promover uma formação teológico-pastoral qualificada preparando para a ação na comunidade, o diálogo com a realidade sócio-religiosa, a compreensão e a vivência da fé cristã-católica. O curso é destinado a agentes de pastoral, catequistas, ministros e leigos em geral que participam nas paróquias da Diocese de Bauru.
    Informações para a inscrição
    Centro Diocesano de Pastoral Cura D’Ars – Rua Ezequiel Ramos 18-35, Vila Cardia – Bauru. Fone: (14) 3234-6908
    Para as aulas:
    Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja – Rua Fernando Costa, quadra 3, Jardim Estoril - Bauru (ao lado da Igreja São Judas Tadeu e São Dimas).

    Diocese realiza missa por Zilda Arns e recebe doações para o Haiti
     
    A cerimônia será no próximo dia 18 de janeiro, na Catedral
    A Diocese de Bauru, através da sua equipe da Pastoral da Criança, irá promover uma missa pelo 7º dia de falecimento da dra. Zilda Arns. A cerimônia será no dia 18 de janeiro, às 18h, na Catedral do Divino Espírito Santo, na praça Rui Barbosa, em Bauru.
    Também a Caritas Diocesana de Bauru se solidariza com a população do Haiti, vítimas de terremoto, e informa que está organizando um abaixo-assinado para que a dívida externa daquele país seja perdoada, ajudando na sua reconstrução. O modelo para recolher as assinaturas está disponível no site: www.bispadobauru.org.br
    A entidade pede ainda a colaboração de todos com doações em dinheiro, que podem ser feitas através das contas:
    Caixa Econômica Federal (OP 003)
    Agência 1041
    C/C 1132-1

    Banco do Brasil
    Agência 3475-4
    C/C 23969-0
     
    Bradesco
    Agência 0606
    C/C 70000-2
     
    Informações na Caritas Diocesana pelo telefone: (14) 3223-6576
     

    Pe. Marcos Pavan, o novo Administrador Paroquial
    O nosso Bispo, Dom Caetano, esteve mais uma vez entre nós, desta vez para dar posse ao novo Administrador Paroquial, Pe. Marcos Pavan, e apresentou também Pe. Giuliano Henrique Alamino e Pe. Márcio Cattache, Vigários Paroquiais. Tivemos as presenças dos Padres Wellington Supriano e Enedir Moreira, que concelebraram, além é claro, do Pe. Romildo. Pe. Ricci, Vigário da Diocese, passou para dar um abraço, nos padres que estavam assumindo e também ao Pe. Romildo que estava deixando. Confira as imagens na Galeria de fotos.

    Dom Caetano preside Missa na Paróquia
    O nosso Bispo, Dom Caetano, sucessor dos apóstolos, esteve entre nós, como sinal visível da unidade da Igreja, para impor as mãos sobre quinze crismandos e garantir-lhes o Espírito Santo no dia 28/11 na Missa das 16h30. Na mesma Celebração, quatro crianças e 1 adulto receberam a Eucaristia pela primeira vez. Confira as imagens na Galeria de Fotos.

    Investidura novos MECEs
    "Servir: exercitar os dons de Deus em nós e fazê-los dar frutos!"
    A expressão "eis-me aqui Senhor" presente em muitas passagens bíblicas nos chamados de Deus aos seus filhos e filhas, expressa a disponibilidade e o cultivo da intimidade do Senhor".
    No dia 08 de novembro último, 9 novos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística receberam a investidura na Missa das 09h. Eles deram o seu “sim”, principalmente para ser presença junto aos doentes e idosos, com dedicação e disponibilidade no que se refere ao serviço de Cristo presente na Eucaristia. Isso é o que se propõe, e o que se pretende alcançar em sua plenitude. Confira as imagens na Galeria de Fotos.
    Atividades continuam normais na Paróquia de Santa Teresinha
    Um decreto de Dom Caetano Ferrari interditou a igreja de Santa Teresinha do Menino Jesus em Bauru devido a problemas estruturais no prédio. Entretanto, as atividades pastorais e litúrgicas seguem normalmente. As Missas, Batizados e outras cerimônias estão acontecendo no salão paroquial, com entrada pela Rua 15 de novembro.
    Alguns casamentos foram transferidos para a Catedral do Divino Espírito Santo.
    Confira na Galeria de Fotos.
    Irmã Morte
    No Dia de Finados enfatiza-se uma verdade antropológica e existencial: “É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa” (Gaudium et Spes, n.18). O ser humano é o único ser que tem a consciência da morte, por isso procura respostas para este angustiante e emblemático fato e busca um sentido mais profundo para a morte e conseqüentemente para a vida. São Francisco tinha grande intimidade com a morte, a ponto de chamá-la de “irmã morte”. Na ótica cristã, o ser humano é peregrino neste mundo, ou seja, nossa morada definitiva não é aqui, mas junto do Pai. Dele saímos e para ele retornaremos. Logo, a vida é um caminho de retorno para Deus. Externamos nossas condolências aos que no dia de finados relembram, de modo mais intenso e sentido, seus entes queridos que estão na morada definitiva, intercedendo por nós que aqui seguimos tocando em frente, com o olhar da fé e a esperança da ressurreição, pois o próprio Jesus disse: “Não fique perturbado o coração de vocês. Na casa de meu pai há muitas moradas” (Jo 14, 1-2). Segue um texto atribuído a Santo Agostinho que certamente confortará nosso coração: “A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Dêem-me o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem nenhum traço de sombra ou tristeza. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho. Vocês que aí ficaram, sigam em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi”.

    O autor, padre Luiz Antonio Lopes Ricci, é colaborador de Opinião - Jornal da Cidade 01 de novembro de 2009

    Mensagem do Pe. Romildo aos paroquianos
    Seguindo o Decreto de Dom Caetano, a Paróquia de Santa Teresinha está interditada, mas a vida da Paróquia continua normal; as Missas, Batizados e Casamentos serão realizados no Salão Paroquial.
    Eu como pároco dessa Paróquia, acredito que esse tempo é um grande momento de vivermos a Igreja coração. Somos chamados a ser Igrejas vivas do Senhor.
    Por isso, é o momento de nos unirmos e fazermos o que é necessário para que nesse tempo floresça a verdadeira Comunidade Coração.
    Quero dizer a todos os fiéis que fiquem tranquilos; que a vida da Paróquia tem que continuar com o mesmo dinamismo. Peço a todos que entendam a decisão da Diocese e do nosso Bispo.
    Agradeço ao pároco da Catedral do Divino Espírito Santo, Pe. Marcos Pavan, por ter  cedido um horário para os casamentos que já estavam agendados aqui na Paróquia  de Santa Teresinha, no horário das 20h30. Que Deus o abençoe e toda sua Comunidade.
    Aos paroquianos desejo um tempo de muitas graças e que sejamos fiéis na caminhada do Senhor Jesus e que Santa Teresinha abençoe a todos!
     A todos um grande abraço e fiquem com Deus.
     Pe. Romildo Alceu

    INTERDIÇÃO DA PARÓQUIA DE SANTA TERESINHA
    Diante de sérios problemas estruturais, constatadas nos últimos laudos dos engenheiros foi necessário interditar a Igreja. Medida tomada em vista da necessidade de preservar a segurança física das pessoas que freqüentam a Igreja. Foi constatado que houve um agravamento sério das fundações da Igreja Santa Teresinha, já prejudicando a estabilidade da construção e em conseqüência, representando risco às pessoas que adentrarem à Igreja.
    Todas as celebrações estarão sendo, portanto deslocadas e realizadas no salão paroquial “A”, entrada pela Rua 15 de novembro. Na certeza de que a nossa segurança e confiança em Deus  não será abalada,  permanecendo  a mesma Igreja salvadora e libertadora em Cristo Jesus. Contamos ainda com amparo de Nossa Senhora e Mãe, temos a certeza que brevemente depois do reforço da fundação e reforma, a Igreja será reaberta ainda mais bela, acolhedora e segura. Estamos em oração para que esta reforma comece o mais rápido possível. Pedimos também a todas as pessoas de fé que orem para que este patrimônio cultural e religioso seja restaurado e concluído num prazo mais curto possível. Estamos com esforço redobrado para que a Comunidade de Santa Teresinha não seja prejudicada na sua assistência espiritual.
    Comunicação
     
    Roteiro para os Encontros semanais da Campanha Missionária 2009
    Tendo em vista as reflexões surgidas durante o Seminário da Campanha Missionária, com a presença de Dom Caetano, no dia 20 de setembro, surgiu a idéia de se praticar a Missão dentro da Paróquia de Santa Teresinha, através dos encontros nas casas de alguns paroquianos.
    Objetivos:
    - Resgatar a participação daqueles fiéis que por algum motivo se encontram afastados da COMUNIDADE.
    - Encontros que somem forças com outros grupos religiosos e outras forças sociais que empenhadas na construção de uma sociedade mais justa e solidária, consequentemente mais segura e pacífica.
    Estratégias:
    - Durante estes encontros, descobrir quem são essas pessoas e destinar um grupo de duas ou mais pessoas para fazer a visita MISSIONÁRIA propriamente dita, como gesto concreto.
    -
    Nos Encontros, faremos a reflexão de acordo com as CELEBRAÇÕES MISSIONÁRIAS, "Enviados para anunciar a Boa Nova", do POM - PONTIFÍCIAS OBRAS MISSIONÁRIAS - 2009.
    Participem!!

    Conversando com o bispo - Coluna do Jornal da Cidade na edição do dia 04 de outubro de 2009
     
    A convite de Dom Caetano Ferrari, o frei Walter fala sobre São Francisco.

    ·Órgãos Internacionais escolheram Francisco O Homem do Milênio. Ninguém duvida, Francisco é, de fato, uma das mais gloriosas e legítimas expressões da humanidade. Hoje, não mais pertence a Assis, não mais a Itália, não mais aos franciscanos, não mais à Igreja. É patrimônio valoroso da humanidade.

    ·Cativa e fascina todas as Religiões, todas as classes, pela sua vida e exemplo. Homem simples, intuiu e captou a mensagem genuína de Jesus; foi ao coração do Evangelho.

    ·Encontrou o essencial: - Deus é Criador, Pai, somos criaturas dependentes, todos somos filhas e filhos de Deus. Tirou a conclusão: - Somos irmãos, irmãs uns dos outros; e também, de todos os seres desta Criação maravilhosa de Deus! Eis sua descoberta.

    ·Quem é santo? Quem se deixou tocar pela mística transformadora do amor; criatura humana, impregnada pela Graça; como nós, navega no mesmo mar da vida; traz a mesma natureza, inclinada ao sublime e ao miserável; provada pela dor, dificuldades, mas sempre promovendo vidas.

    ·Francisco, gênio do amor sublime, da fraternidade entre irmãos e da fraternidade cósmica, universal. Impressionante por sua intuição. Personalidade fulgurante, a perpassar 800 séculos, com seu brilho de homem divinizado, provando até que ponto e a que alturas pode o homem se sublimar, num amor total e assim renovar a natureza humana.

    ·Homem universal, matinal, construído pelo poder da fé, da esperança e do verdadeiro amor, numa personalidade reestruturada totalmente pela vontade humana e pela ação do Divino. Homem espontâneo quanto à natureza livre e cantante, para servir e amar.

    ·Nele, a Graça e a natureza se completam! – Sem o homem não se faz o santo, (Papa Paulo VI). Um apaixonado por Jesus. Seu biógrafo e contemporâneo relata: ele era um pecador. Transformado depois pela Graça, integrado, harmonizado. Sempre deixava aberto a mais se transformar ainda. À porta da morte, disse: - Irmãos, vamos começar, pois até agora nada fizemos!...

    ·Transformou-se, a partir do que era: homem sensível, delicado, de ternura maternal; paciente, flexível, perseverante, emotivo, capaz do perdão. De espírito guerreiro, sonhador, criativo, pleno de fantasia, um poeta. Por vezes, dadivoso, místico, religioso. Suas características, herança de sua mãe e de seu pai. Todas as marcas de juventude (fanfarrão, rei das festas, gastador, dadivoso, etc., ) depois foram integradas na sua vida, em favor do Evangelho. Deus trabalhou, nesse espaço, o coração de seu servo.

    ·Sua conversão vem assinalada por três encontros: com a Cruz, com o Leproso e com o Evangelho. No começo, esteve a Cruz, no caminho e no fim de sua vida, eis as chagas... O beijo ao leproso o levou à experiência de Cristo crucificado: o que era antes amargo tornou - se doçura da alma e do espírito, disse em seu Testamento. O Evangelho, seu marco: a vida dos frades menores é observar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, em obediência, sem nada de próprio e em castidade. Era o referencial e a experiência de toda sua vida, como linguagem atual e como vida do Senhor. Só ele pode dar forma ao próprio homem e devolver-lhe a intimidade com Deus.

    ·Fundamental para ele: Deus, Jesus Cristo, Maria Santíssima, os irmãos, o homem e a natureza. Sua fidelidade, a de seus seguidores, à fraternidade, à Igreja, ao mundo, estava na preocupação em praticar o Evangelho.

    ·A razão do seu projeto fraterno: fraternidade é lugar privilegiado da vivência do Evangelho. Estar nela é para fazer juntos uma experiência de Evangelho... Religioso não é funcionário da instituição, mas o mestre nas coisas de Deus. Entrar numa instituição: tornar nossa vida um dom, uma oblação, serviço gratuito, assim pensava.

    ·Refletir sobre ele: vitaliza-nos, conscientiza, provoca, desafia, envergonha, complica, estimula, motiva-nos, na verdadeira sabedoria em busca da verdade e da santidade de vida. Ele aponta que a fraqueza do homem é motivo para Deus realizar maravilhas, pela sua Graça.

    ·Diante de Francisco, nunca a humanidade tem esgotado falar de seu perfil, de suas marcas! Por isso, fico devendo muito e muito sobre ele, para vocês. Paz e Bem! Saudação franciscana!

    Frei Walter Hugo de Almeida - frwalter@terra.com.br

    Conversando com o bispo - Coluna do Jornal da Cidade
     Estimado leitor, mais uma vez, Frei Walter ocupa o espaço deste domingo com uma bela reflexão, ligando a festa da Exaltação da Santa Cruz do Senhor com a dos Estigmas de São Francisco de Assis, a serem celebradas nesta semana. Faça bom proveito. Fraterno abraço. Dom Caetano
     
    "Exaltação da Santa Cruz"
                  Festa da Exaltação da Santa Cruz – 14 de setembro. Cruz: Nesse Madeiro, outrora de maldição, morre, por amor, o Filho de Deus. Era o rosto, o coração de Deus; a encarnação da Graça de Deus na História; viveu a ternura do amor e só fez o bem; agora está cravado ali. Veio ao mundo para os que eram seus; os seus não o receberam, diz São João. Mistério da Cruz - onde se registrou a Paixão, a Morte do Senhor.
    Celebramos uma realidade: celebrar é tornar presente, viver o Mistério. Co–participar dele. A Cruz centralizou a obra do Amor de Deus. Encarnamos aquele povo que arquitetou, prendeu, maltratou e matou o nosso Salvador. Ele carregou todas as nossas enfermidades, injustiças, pecados individuais e comunitários; pregou-os na cruz: todos os desamores, ingratidões, nossos ódios. Lavou nossas misérias, devolveu-nos a vida. A Cruz tornou-se o altar do amor, símbolo da Redenção. A dor se transformou na Flor da Graça; a Humanidade foi reconciliada com Deus - Salvação.
    Agora, nossos olhos voltados para este Lenho Sagrado, nossas dores, sofrimentos tomam sentido, tudo se ilumina, integra-se em nosso viver. Ao olharmos para a Cruz, onde está Cristo, lemos este Decreto: não mais vale o ódio, mas o amor; não mais vale a injustiça, mas a justiça; não mais a guerra, mas a paz; não é permitido não perdoar; não vale coração bloqueado para os irmãos. Não se pode mais fechar-se sobre si mesmo, mas a lei é abrir-se para o Senhor, e caminhar, marcando o primeiro passo, para desmanchar as desavenças... Não vale o espírito de vingança, ciúme, inveja; vale sim a alegria da reconciliação geral, pois o perdão é a flor da felicidade que sonhamos!...
                Hoje, devemos inscrever todos os irmãos, nas páginas do Livro da Vida. Riscar do caderno da morte, apagar do livro do egoísmo todos os irmãos não perdoados, e passá-los para o Livro do Amor, do Perdão.
                Feliz coincidência: a Exaltação da Santa Cruz se põe bem perto da Festa dos Estigmas (Chagas) de Francisco de Assis, no dia 17 de setembro. Nas fontes franciscanas, lemos: aproximava-se a festa da Exaltação da Santa Cruz; Francisco viu descer do céu um serafim de seis asas flamejantes, num rápido vôo; chegou perto do lugar onde estava o Homem de Deus. Apareceu-lhe não apenas munido de asas, mas também crucificado: mãos e pés estendidos e atados a uma cruz. Duas asas elevaram-se por cima de sua cabeça, duas outras estavam abertas para o vôo; as duas últimas cobriam-lhe o corpo.
                Francisco entrou em profundo êxtase; em seu interior, a alegria transbordante ao contemplar a Cristo que se lhe manifestava milagrosamente e familiar, mas, ao mesmo tempo a visão da Cruz e uma imensa dor traspassavam sua alma como uma espada e apareceram em suas mãos e pés as marcas dos cravos. Via-se a cabeça destes cravos na palma da mão e no dorso dos pés; o lado direito marcado por uma chaga vermelha; da ferida corria abundante sangue; molhava-lhe as roupas internas e a túnica. Fui informado disso - fala São Boaventura – por pessoas que viram as chagas com os próprios olhos. Francisco - dizem seus irmãos - era a imagem do Crucificado, pela semelhança dos sinais.
    O Saudoso Papa João Paulo II rezou nas terras de Francisco de Assis, junto aos líderes das Religiões: ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudade de ti como imagem de Jesus Crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, de teus pés descalços e feridos, das tuas mãos trespassadas e implorantes! Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo Evangelho. Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem o mal do pecado e a procurarem a purificação da Penitência. Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado, que oprimem a sociedade hodierna. Reaviva a consciência dos Governantes, a urgência da Paz nas Nações e entre os povos. Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de fazer frente às insídias das múltiplas culturas de morte! Aos ofendidos por toda espécie de maldade, comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar a todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.
     
    Frei Walter Hugo de Almeida, ofm.
    frwalter@terra.com.br


    Caros leitores,

    Convidei um religioso para falar da Vida Consagrada. Frei Walter é franciscano, professor, escritor, poeta e místico. Delicie-se com a beleza de seu texto. Fraterno abraço, Dom Caetano Ferrari

     

    A Vida Consagrada - Coluna Coversando com o bispo publicada na edição de 16 de agosto de 2009 no Jornal da Cidade

     

                Somos todos chamados por Deus para participar de sua vida e do seu Reino. Cada um é chamado a ocupar no Reino um lugar especial. Se encontrarmos esse lugar, seremos felizes. É fundamental cumprirmos nosso destino pessoal, de acordo com a vontade de Deus, sendo o que Deus quer que sejamos. Não é um brinquedo de esconder com Deus. Não é um enigma da esfinge, a resolver numa resposta, sob pena de morrer. É um processo, por vezes, com muitas curvas pela estrada. Por fim, tem-se clareza: Deus dá o discernimento. Nossa vocação é obra de duas vontades! Ação recíproca de duas liberdades e, portanto, obra de dois amores. Está no contexto do amor. Fora dele não se explica. Cada um tem a vocação de ser alguém. Mas, ele deve compreender claramente: para corresponder à vocação, não pode ser outra pessoa senão ele mesmo. Amo minha vocação, não porque a julgo melhor, mas por ser aquela que Deus quis para mim.

                A Vida Consagrada é mais que uma parcela fragmentada do nosso ser; trata-se de uma entrega total, oblação mesma da raiz de nossa existência. É um abraço abrangente de toda a estrada de nossa história.

                A estrada é longa, é do tamanho da existência. A Consagrada é do tamanho da vida! Ninguém quer ser amado condicionalmente. Deus nos quer numa entrega absoluta, incondicional! O meu abraço abrange o ontem, o hoje e o amanhã de minha vida!...E nele, assumo todos os meus irmãos e irmãs de hoje, e os que vão ainda cruzar o meu caminho! Neste abraço está tudo que implica em minha Consagração, dentro de todas as circunstâncias de estrutura. Dentro dele, articulam-se os Votos que professo, na Igreja, publicamente! Neste abraço não pode jamais haver uma “fenda”, por onde eu poderia me escapar, fugindo do meu sagrado compromisso feito perante Deus e a Comunidade de Fé.

                Costumo dizer: É um abraço fechado, trancado. Este abraço é o meu Sim, deslizando-se pela minha história, que é do tamanho da existência!...Esta minha Consagração de Vida é o ponto máximo de referência, sempre e cada vez mais revigorada, acendida pelo fogo iluminador do Espírito Santo, na fortaleza da Fé.

                E o que são os Votos Religiosos? Obediência, Pobreza e Castidade são meios necessários e eficazes; sinalizam o sentido e o objetivo de minha Consagração Maior, de minha Entrega. Radicalizam e aprofundam minha Consagração batismal. Os Votos são mais que uma renúncia, simplesmente, são uma oblação de amor! Mais que um fechamento, são uma abertura de alma, de coração. Mais que um fardo pesado, são um suave jugo de quem ama! Mais que uma escravidão, são uma alegre liberdade interior, uma doçura de corpo e de espírito. Os Votos Religiosos estão numa dimensão de sacri – fício, um fazer sagrado, um dom sagrado. Eles se conjugam, articulam-se no altar do cotidiano, onde sou hóstia viva de agradável louvor à Trindade!... Os Votos nos lembram constantemente que estamos caminhando para um sentido nuclear – nossa Consagração Maior. Eles são convites, desafios a que persigamos um projeto de vida bem determinado: O Seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, pobre, humilde, crucificado e glorioso! O Religioso, a Religiosa fizeram de Deus o projeto fundamental de sua vida! São convocados a ver tudo a partir do Senhor e relacionar-se, sadiamente, com a obra criacional do Senhor!... Os Votos nunca são acabados, são eles dinâmicos, meios constantes de aperfeiçoamento. Acabada é sim a nossa oblação, Consagração. Ninguém quer ser amado por um tempo apenas, até daqui a pouco, ou à prestação... quer sim ser amado à vista!... Este é o amor que Deus espera do Religioso, da Religiosa! Quem faz Votos diz a Deus: Eu te amo e te amarei até a morte! Nele está a força, a energia de Deus, para toda a estrada da vida. Um pormenor: Os Votos são integrados. Eu os cumpro num conjunto, como se os conjugasse, os três, ao mesmo tempo, num todo, na totalidade. O que importa mesmo é a referência à Consagração Maior.

                No Dia do Religioso, da Religiosa, nós pedimos a Deus que estes homens e mulheres consagrados sejam, de fato, de Deus! Homens e mulheres iluminados. E que onde vivem, por onde andem, no Reino de Deus, possam iluminar corações. E que Deus seja louvado! Amém.

     

    Frei Walter Hugo de Almeida, ofm.

    frwalter@terra.com.br


    "1.000 Ave Maria

    F
    oi realizada a recitação de vinte terços, meditando com a Santíssima Virgem os mistérios da Redenção, tal como os Apóstolos o fizeram no Cenáculo pelas vocações. Pe. Romildo, na abertura pediu que rezássemos não só pelas vocações religiosas, mas também pelas famílias.
    As orações foram iniciadas às 09h, terminando às 15h30.
                Confira algumas imagens na Galeria de Imagens.

    "Coral Vocalis e Coral Encanto
    "  
     
    Mais dois Corais se apresentaram dentro do Projeto Música na Santa Teresinha. Neste domingo, como presente para o Dia dos Pais, se apresentaram: Coral Vocalis, sob a regência de Hilda Campos e que fez uma entrada diferente: o Coral entrou cantando; e o Coral Encanto, sob a regência de Magda L. Brusch. Prazer, emoção e encantamento. Quem viu e ouviu sentiu isso. E para encerrar, os dois Corais se juntaram e cantaram lindamente Amigos para sempre. Uma pena que a Comunidade não responda à altura do Projeto. Perdeu quem não veio. Não tem como não se lembrar e louvar a Deus pelas vozes maravilhosas!!!
    Não fique triste quem perdeu, teremos ainda mais um encontro de Corais. Aguarde!!!! Vale a pena!!!! Confira as imagens do encontro de ontem na Galeria de Imagens.
    Comunicação - Sta Teresinha
    "Cardeal Claudio Hummes envia mensagem aos Sacerdotes"  Fonte: CNBB
     
    Por ocasião do dia do padre, a ser comemorado em 4 de agosto, o prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, enviou uma mensagem saudando os padres de todo o mundo. A mensagem destaca que "a Igreja reconhece que os presbíteros são a grande força propulsora da vida quotidiana das comunidades locais. Quando os presbíteros se movem, a Igreja se move. Caso contrário, será muito difícil realizar a missão".
    Leia, abaixo, a íntegra da mensagem
    Meus caros Sacerdotes,
    Para o dia 4 de agosto, festa de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, envio-vos de coração as mais calorosas saudações e esta mensagem fraterna.
    A Igreja hoje sabe que há uma urgência missionária, não apenas "ad gentes", mas também nas regiões e ambientes em que há séculos a fé cristã foi pregada, implantada e as comunidades eclesiais estabelecidas. Trata-se de uma missão ou evangelização missionária dentro do próprio rebanho, que tenha por destinatários aqueles que nós batizamos mas, por diversas circunstâncias, não conseguimos evangelizar suficientemente ou perderam o primeiro fervor e se afastaram. A cultura pós-moderna da sociedade atual, uma cultura relativista, secularizada, agnóstica e laicista, também exerce uma forte ação erosiva sobre a fé religiosa de muitos.
    A Igreja é por natureza missionária. "O semeador saiu a semear" (Mt 13,3), diz Jesus. Saiu de casa e não se limitou a jogar da janela a semente. Assim, a Igreja sabe que não pode permanecer em casa e limitar-se a acolher e evangelizar os que a procuram em suas comunidades e igrejas. É preciso levantar-se e ir em busca, lá onde as pessoas e as famílias residem, vivem e trabalham. Ir também a todos os serviços, organizações, instituições e âmbitos da sociedade humana. Para esta missão, todos os membros da comunidade eclesial são chamados, pastores, religiosos e leigos.
    Por outro lado, a Igreja reconhece que os presbíteros são a grande força propulsora da vida quotidiana das comunidades locais. Quando os presbíteros se movem, a Igreja se move. Caso contrário, será muito difícil realizar a missão.
    Vós, caros irmãos presbíteros, sois a grande riqueza, o dinamismo, a inspiração pastoral e missionária, lá na base, onde vivem em comunidade nossos batizados. Sem vossa determinante decisão de remar mar a dentro ("Duc in altum") para a grande pesca, à qual o próprio Senhor vos convoca, pouco ou nada acontecerá em âmbito de missão urgente, seja "ad gentes" seja nos territórios de antiga evangelização. Mas, a Igreja tem certeza de poder contar convosco, porque sabe e reconhece explicitamente que a imensa maioria de nossos sacerdotes, não obstante as fraquezas e limitações humanas, que todos temos, são sacerdotes dignos, que doam cada dia sua vida ao Reino de Deus, que amam Jesus Cristo e o povo que lhes foi confiado, sacerdotes que se santificam no exercício diuturno de seu ministério, que perseveram até o fim na messe do Senhor. Há, sim, uma pequena parcela de sacerdotes, que se desviou, às vezes muito gravemente. A Igreja procura reparar o mal feito por eles. Mas, por outro lado, alegra-se e orgulha-se da imensa maioria de seus presbíteros, que são bons e sumamente louváveis.
    Neste Ano Paulino e na expectativa do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, que se realizará em Roma, em outubro próximo, queremos todos nos dispor para a urgente missão. Que o Espírito Santo nos ilumine, nos envie, nos impulsione para que andemos e anunciemos de novo a todos a pessoa de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e seu Reino!
    Saúdo-vos, ainda uma vez, caros irmãos, permanecendo sempre a vosso serviço. Rezo por vós todos, em especial pelos que estão sofrendo, pelos enfermos e idosos.
    Vaticano, 15 de julho de 2008.
    Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo
    Prefeito da Congregação para o Clero
    "Diocese suspende atos litúrgicos para evitar o contágio da gripe A"
    24/07/2009
    "Esta medida de prevenção contra a nova gripe deve ser comunicada aos fiéis e vigorará pelo prazo necessário até que seja debelada"
    Comunicado da Diocese sobre nova gripe
    Aos Párocos, Vigários Paroquiais e fiéis leigos e leigas em geral
    A fim de evitar o possível contágio da gripe suína – Influenza A (H1N1), ficam suspensos os atos litúrgicos, principalmente, na celebração das Missas, como por exemplo, o abraço da paz, a comunhão na boca, água benta comunitária, segurar as mãos na oração do Pai Nosso e outros que houver que possam facilitar a transmissão desta gripe. Esta medida de prevenção contra a nova gripe deve ser comunicada aos fiéis e vigorará pelo prazo necessário até que seja debelada.
    Bauru, 23 de julho de 2009
    Dom Caetano Ferrari, OFM
    Bispo Diocesano de Bauru
    Fonte: Assessoria de Imprensa - Diocese de Bauru

    "Chama Catequética"
    A Paróquia de Santa Teresinha recebeu a Chama Catequética na Missa das 16h30 no dia 25/07/2009. Participaram da Celebração, todos os Catequistas da Paróquia, Catequistas da RP1, como também a coordenação diocesana da Catequese. Confira as fotos da Celebração na GALERIA DE IMAGENS.

    "
    Tarde de Oração e Reflexão"
    38 pessoas responderam e vieram para uma tarde de Oração e Reflexão, conduzida pela Ir. Adelaide. Muitos foram chamados, mas só 38 os escolhidos. Como disse o Pe. Romildo na abertura, foram os que aceitaram o jogo do amor e quem ama entende.  Foi uma tarde muito especial, com uma proposta diferente:  os participantes aceitariam parar ou não?!?!? Fazer silêncio!!! Muitos conseguiram, rezaram e meditaram a Palavra de Deus; e principalmente conseguiram ter o tão esperado e aguardado encontro com o Cristo Jesus! O encontro foi encerrado com a Santa Missa. Agradecemos à Irmã Adelaide que preparou o encontro com muito carinho. Que Deus a abençoe!! Confira as imagens do Encontro na Galeria de Imagens.
     
    "Silêncio hoje. Um Desafio"
    SILÊNCIO HOJE. UM DESAFIO.
    Vivemos num mundo de velocidade; mundo barulhento, marcado pelo som.
    É o tilintar do telefone, ronco de motores, chiar de rádio, loucura das discotecas...
    A imprensa escrita e falada, etc., gemidos de sirenes, até mesmo as missas são barulhentas...vivemos em cidades ofegantes.
    O silêncio está ausente. Parece que existe medo de buscá-lo, medo de estar só; defrontar-se consigo mesmo. Isso vai incidir na falta da vida de oração, que implica em não conseguir concentrar-se, administrar o caminho à luz do Senhor.
    Sabemos, barulho, agitação demasiada, podem causar neuroses, desequilíbrio.
    Leva à superficialidade, esvazia, rouba a reflexão, o aprofundamento. Causa doença em muitos corações...
    O mundo moderno pode perder-se, ficar sem rumo, apenas vivendo no exterior; é o homem na periferia de si mesmo, não concentrado em seu núcleo íntimo.
    O silêncio nos pesa, mas é sumamente necessário.
    O silêncio cria espaço para a profundidade:
    O silêncio é o espaço para a profundidade.
    No silêncio, o homem se vê e vê os outros e também a Deus. O silêncio é a sagrada solidão.
    O ruído dispersa, dissipa. O silêncio recolhe, recupera, condensa...
    Quem não sabe pôr em sua vida zonas de silêncio, não tarda a viver na periferia de si mesmo...
    O silêncio torna a ação mais fecunda; sempre compensa.
    Assim como a germinação da semente se faz sem o conhecimento do semeador, no segredo da terra, o pensamento opera-se nas profundezas do silêncio. Ele ajuda o controle dos pensamentos.
    Os atos e palavras brotam dos pensamentos, trabalhados no silêncio.
    O silêncio é uma necessidade para o homem. Quem se dá, sem nunca se encher, acaba por se esvaziar.
    Calar-se é um exercício, é um domínio. Dominar a língua é uma força de domínio de si mesmo... Quem não é capaz de silêncio, desperdiça riquezas interiores.
    O silêncio é o lugar de planejar a ação.
    O silêncio é condição para se conhecer.
    O silêncio é condição para orar pessoal e individualmente.
    O silêncio é o vazio para Deus plenificar o nosso coração, ensinar-nos.
    O silêncio facilita-nos o Encontro com Deus:
    Santa Teresa dizia: Minha alma adora Deus no centro de mim mesma.
    O silêncio é a grande lei da vida sobrenatural.
    No silêncio, sobe a seiva e a árvore frutifica.
    As operações da graça de Deus se fazem no silêncio.
    Na ONU, criaram-se quartos de silêncio, para os grandes homens meditarem e, refletirem para as grandes decisões...
    Os destinos do mundo, resolvem-se no interior dos corações.
    O silêncio nos coloca em atitude de acolhida ( Veja o episódio de Marta e Maria... )
    É o amor do silêncio que conduz ao silêncio do amor...
    O coração sabe falar...Você conhece o silêncio do amor.
    O silêncio é interior. Não vale o silêncio por silêncio apenas...
    O que fez de minha vida um céu antecipado foi ter acreditado que Deus habitava em mim (Irmã Elizabeth da Trindade).
    Diante do mistério, a atitude natural do coração é o silêncio.
    Maria guardava todas as coisas em seu coração, meditando-as... em silêncio.
    Minha alma é uma cela, onde vivo em companhia de Deus (Catarina de Sena)
    O silêncio facilita o encontro com Deus; mas Deus pode ser encontrado também em todos os lugares, até na multidão barulhenta... Depende de mim, se faço silêncio para Ele atuar...
    Na vida há tempo para cada coisa, como diz o livro do Eclesiastes...
    O silêncio ajuda-nos a ser mais úteis aos outros:
    Há duas espécies de homens: os que sabem ouvir e os que disso são incapazes.
    Para ouvir-se, começa-se por calar-se.
    O silêncio é um estado de disponibilidade.
    O amor não tem muita necessidade de palavras. Nele há mais silêncio que palavras.
    Quem não faz silêncio, tem mais dificuldade de discrição...
    Não digas a ninguém o que não quiseres que saiba...
    Falar muito exacerba os nervos...
    Aprender a escutar, forma a personalidade.
    O mundo se perde interiormente e é interiormente que ele se salva.
    Não é preciso ser mudo. Há um silêncio fecundo e um silêncio egoísta, covarde, injusto.
    Quando se precisa falar, falemos.
    Há muitos tipos de silêncios: o da indiferença... o do respeito... o da fuga... e do orgulho ferido... o bom e o mau silêncio. O silêncio pode ser ouro e pode ser também ferro...
    A crítica negativa é mau uso da palavra, melhor seria o silêncio.
    Quem não peca pela língua, é perfeito, diz São Tiago...
    O dom da palavra, o dom do silêncio é para o amor a Deus e ao próximo.
    Conclusão:
    Acreditar no silêncio como valor.
    Exercitar-se no silêncio.
    Sou um homem de muito falar, confesso, mas tenho comigo um compromisso: organizar zonas de silêncio, para orar, para poetar, para ir à raiz das coisas, das pessoas, e dos acontecimentos!... Sou apaixonado pela solidão, no bom sentido!... São minhas horas poéticas!...
    Ser capaz de ler um livro até o fim, não ficar borboleteando... Eis um desafio!
    Fazer silêncio no meio do barulho; é questão de orar neste mundo atual.
    Não se irritar diante do barulho de outrem, mas fazer o seu espaço de silêncio.
    O silêncio evita a fofoca...
    O silêncio é uma imensa fonte e energia.
    Quantas maravilhas se podem realizar no silêncio.
    E Deus as vê e recompensa.
    Frei Walter Hugo de Almeida, OFM

    "
    Carta do Cardeal Dom Claudio Hummes por ocasião do Ano Sacerdotal"
    Cidade do Vaticano, 27 mai (RV) - Leia a íntegra da carta assinada pelo Cardeal-Prefeito da Congregação para o Clero, Dom Claudio Hummes, por ocasião do Ano Sacerdotal convocado pelo papa, que terá início em 19 de junho próximo.
    Caros Sacerdotes,
    O Ano Sacerdotal, anunciado por nosso amado Papa Bento XVI, para celebrar o 150º aniversário da morte de S. João Maria Vianney, o Santo Cura DArs, está às portas. O Santo Padre o abrirá a 19 de junho p.f., festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de oração pela santificação dos sacerdotes. O anúncio deste ano especial teve uma repercussão mundial positiva, especialmente entre os próprios sacerdotes. Todos queremos empenhar-nos com determinação, profundidade e fervor, a fim de que seja um ano amplamente celebrado em todo o mundo, nas dioceses, nas paróquias, em cada comunidade local, com envolvimento caloroso do nosso povo católico, que sem dúvida ama seus padres e os quer ver felizes, santos e alegres no trabalho apostólico quotidiano.
    Deverá ser um ano positivo e propositivo, em que a Igreja quer dizer antes de tudo aos sacerdotes, mas também a todos os cristãos, à sociedade mundial, através dos meios de comunicação global, que ela se orgulha de seus sacerdotes, os ama, os venera, os admira e reconhece com gratidão seu trabalho pastoral e seu testemunho de vida. Realmente, os sacerdotes são importantes não só pelo que fazem, mas também pelo que são. Ao mesmo tempo, é verdade que alguns deles apareceram envolvidos em problemas graves e situações delituosas. Obviamente, é preciso continuar a investigá-los, julgá-los devidamente e puni-los. Estes casos, contudo, dizem respeito somente a uma porcentagem muito pequena do clero. Na sua imensa maioria, os sacerdotes são pessoas muito dignas, dedicadas ao ministério, homens de oração e de caridade pastoral, que investem toda sua vida na realização de sua vocação e missão, muitas vezes com grandes sacrifícios pessoais, mas sempre com amor autêntico a Jesus Cristo, à Igreja e ao povo, solidários com os pobres e os sofridos. Por isso, a Igreja está orgulhosa de seus sacerdotes em todo o mundo.
    Este ano seja também ocasião para um período de intenso aprofundamento da identidade sacerdotal, da teologia do sacerdócio católico e do sentido extraordinário da vocação e da missão dos sacerdotes na Igreja e na sociedade. Isso exigirá congressos de estudo, jornadas de reflexão, exercícios espirituais específicos, conferências e semanas teológicas em nossa faculdades eclesiásticas, pesquisas científicas e respectivas publicações.
    O Santo Padre, em seu discurso de anúncio, durante a Assembléia Plenária da Congregação para o Clero, a 16 de março p.p., disse que com este ano especial pretende-se “favorecer esta tensão dos sacerdotes para a perfeição espiritual da qual sobretudo depende a eficácia do seu ministério”. Por esta razão, deve ser, de modo muito especial, um ano de oração dos sacerdotes, com eles e por eles, um ano de renovação da espiritualidade do presbitério e de cada presbítero. A adoração eucarística pela santificação dos sacerdotes e a maternidade espiritual de monjas, de religiosas consagradas e de leigas referente a sacerdotes , como já proposto, tempos atrás, pela Congregação para o Clero, poderiam ser desenvolvidas com frutos reais de santificação.
    Seja um ano em que se examinem de novo as condições concretas e a sustentação material em que vivem nossos sacerdotes, às vezes submetidos a situações de dura pobreza.
    Seja, ao mesmo tempo, um ano de celebrações religiosas e públicas, que levem o povo, as comunidades católicas locais, a rezar, a meditar, a festejar e a prestar uma justa homenagem a seus sacerdotes. A festa na comunidade eclesial constitui uma expressão muito cordial, que exprime e nutre a alegria cristã, uma alegria que brota da certeza de que Deus nos ama e festeja conosco. Será uma oportunidade para desenvolver a comunhão e a amizade dos sacerdotes com a comunidade que lhes foi confiada.
    Muitos outros aspectos e iniciativas poderiam ser nomeados para enriquecer o Ano Sacerdotal. Aqui deverá entrar a justa creatividade das Igrejas locais. Por esta razão, convem que cada Conferência Episcopal, cada diocese, cada paróquia e comunidade local estabeleçam, quanto antes, um verdadeiro e próprio programa para este ano especial. Obviamente, será muito importante começar o ano com um evento significativo. No próprio dia da abertura do Ano Sacerdotal em Roma com o Santo Padre, 19 de junho, as Igrejas locais são convidadas a participar, de algum modo, quiçá com um ato litúrgico específico e festivo. Os que puderem vir a Roma para a abertura, venham para manifestar assim a própria participação nesta feliz iniciativa do Papa. Deus, sem dúvida, abençoará este empenho com grande amor. E a Santíssima Virgem Maria, Rainha do Clero, intercederá por todos vós, caros sacerdotes!
    Cardeal Dom Cláudio Hummes
    Arcebispo Emérito de São Paulo
    Prefeito da Congregação para o Clero
     Fonte: CNBB Sul 1 – www.cnbbsul1.org.br

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    Mensagem do Papa Bento XVI para o 43° Dia Mundial das Comunicações Sociais"
    "Novas tecnologias, novas relações.
    Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade."
    24 de Maio de 2009
     Amados irmãos e irmãs,
    Aproximando-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais, é com alegria que me dirijo a vós para expor-vos algumas minhas reflexões sobre o tema escolhido para este ano: Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade. Com efeito, as novas tecnologias digitais estão a provocar mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas. Estas mudanças são particularmente evidentes entre os jovens que cresceram em estreito contacto com estas novas técnicas de comunicação e, consequentemente, sentem-se à vontade num mundo digital que entretanto para nós, adultos que tivemos de aprender a compreender e apreciar as oportunidades por ele oferecidas à comunicação, muitas vezes parece estranho. Por isso, na mensagem deste ano, o meu pensamento dirige-se de modo particular a quem faz parte da chamada geração digital: com eles quero partilhar algumas ideias sobre o potencial extraordinário das novas tecnologias, quando usadas para favorecerem a compreensão e a solidariedade humana. Estas tecnologias são um verdadeiro dom para a humanidade: por isso devemos fazer com que as vantagens que oferecem sejam postas ao serviço de todos os seres humanos e de todas as comunidades, sobretudo de quem está necessitado e é vulnerável.
    A facilidade de acesso a telemóveis e computadores juntamente com o alcance global e a onipresença da internet criou uma multiplicidade de vias através das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes e isolados do mundo: trata-se claramente duma possibilidade que era impensável para as gerações anteriores. De modo especial os jovens deram-se conta do enorme potencial que têm os novos «media» para favorecer a ligação, a comunicação e a compreensão entre indivíduos e comunidade, e usam-nos para comunicar com os seus amigos, encontrar novos, criar comunidades e redes, procurar informações e notícias, partilhar as próprias ideias e opiniões. Desta nova cultura da comunicação derivam muitos benefícios: as famílias podem permanecer em contacto apesar de separadas por enormes distâncias, os estudantes e os investigadores têm um acesso mais fácil e imediato aos documentos, às fontes e às descobertas científicas e podem por conseguinte trabalhar em equipa a partir de lugares diversos; além disso a natureza interativa dos novos «media» facilita formas mais dinâmicas de aprendizagem e comunicação que contribuem para o progresso social.
    Embora seja motivo de maravilha a velocidade com que as novas tecnologias evoluíram em termos de segurança e eficiência, não deveria surpreender-nos a sua popularidade entre os utentes porque elas respondem ao desejo fundamental que têm as pessoas de se relacionar umas com as outras. Este desejo de comunicação e amizade está radicado na nossa própria natureza de seres humanos, não se podendo compreender adequadamente só como resposta às inovações tecnológicas. À luz da mensagem bíblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma única família. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus - uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus da comunicação e da comunhão.
    O desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão naturais na cultura contemporânea, na verdade são apenas manifestações modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Na realidade, quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena humanos. De fato amar é aquilo para que fomos projetados pelo Criador. Naturalmente não falo de relações passageiras, superficiais; falo do verdadeiro amor, que constitui o centro da doutrina moral de Jesus: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças» e «amarás o teu próximo como a ti mesmo» (cf. Mc 12, 30-31). Refletindo, à luz disto, sobre o significado das novas tecnologias, é importante considerar não só a sua indubitável capacidade de favorecer o contacto entre as pessoas, mas também a qualidade dos conteúdos que aquelas são chamadas a pôr em circulação. Desejo encorajar todas as pessoas de boa vontade, ativas no mundo emergente da comunicação digital, a que se empenhem na promoção de uma cultura do respeito, do diálogo, da amizade.
    Assim, aqueles que operam no sector da produção e difusão de conteúdos dos novos «media» não podem deixar de sentir-se obrigados ao respeito da dignidade e do valor da pessoa humana. Se as novas tecnologias devem servir o bem dos indivíduos e da sociedade, então aqueles que as usam devem evitar a partilha de palavras e imagens degradantes para o ser humano e, consequentemente, excluir aquilo que alimenta o ódio e a intolerância, envilece a beleza e a intimidade da sexualidade humana, explora os débeis e os inermes.
    As novas tecnologias abriram também a estrada para o diálogo entre pessoas de diferentes países, culturas e religiões. A nova arena digital, o chamado cyberspace, permite encontrar-se e conhecer os valores e as tradições alheias. Contudo, tais encontros, para ser fecundos, requerem formas honestas e corretas de expressão juntamente com uma escuta atenciosa e respeitadora. O diálogo deve estar radicado numa busca sincera e recíproca da verdade, para realizar a promoção do desenvolvimento na compreensão e na tolerância. A vida não é uma mera sucessão de fatos e experiências: é antes a busca da verdade, do bem e do belo. É precisamente com tal finalidade que realizamos as nossas opções, exercitamos a nossa liberdade e nisso - isto é, na verdade, no bem e no belo - encontramos felicidade e alegria. É preciso não se deixar enganar por aqueles que andam simplesmente à procura de consumidores num mercado de possibilidades indiscriminadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabandeia por beleza, a experiência subjetiva sobrepõem-se à verdade.
    O conceito de amizade logrou um renovado lançamento no vocabulário das redes sociais digitais que surgiram nos últimos anos. Este conceito é uma das conquistas mais nobres da cultura humana. Nas nossas amizades e através delas crescemos e desenvolvemo-nos como seres humanos. Por isso mesmo, desde sempre a verdadeira amizade foi considerada uma das maiores riquezas de que pode dispor o ser humano. Por este motivo, é preciso prestar atenção a não banalizar o conceito e a experiência da amizade. Seria triste se o nosso desejo de sustentar e desenvolver on-line as amizades fosse realizado à custa da nossa disponibilidade para a família, para os vizinhos e para aqueles que encontramos na realidade do dia a dia, no lugar de trabalho, na escola, nos tempos livres. De fato, quando o desejo de ligação virtual se torna obsessivo, a consequência é que a pessoa se isola, interrompendo a interação social real. Isto acaba por perturbar também as formas de repouso, de silêncio e de reflexão necessárias para um são desenvolvimento humano.
    A amizade é um grande bem humano, mas esvaziar-se-ia do seu valor, se fosse considerada fim em si mesma. Os amigos devem sustentar-se e encorajar-se reciprocamente no desenvolvimento dos seus dons e talentos e na sua colocação ao serviço da comunidade humana. Neste contexto, é gratificante ver a aparição de novas redes digitais que procuram promover a solidariedade humana, a paz e a justiça, os direitos humanos e o respeito pela vida e o bem da criação. Estas redes podem facilitar formas de cooperação entre povos de diversos contextos geográficos e culturais, consentindo-lhes de aprofundar a comum humanidade e o sentido de co-responsabilidade pelo bem de todos. Todavia devemo-nos preocupar por fazer com que o mundo digital, onde tais redes podem ser constituídas, seja um mundo verdadeiramente acessível a todos. Seria um grave dano para o futuro da humanidade, se os novos instrumentos da comunicação, que permitem partilhar saber e informações de maneira mais rápida e eficaz, não fossem tornados acessíveis àqueles que já são econômica e socialmente marginalizados ou se contribuíssem apenas para incrementar o desnível que separa os pobres das novas redes que se estão a desenvolver ao serviço da informação e da socialização humana.
    Quero concluir esta mensagem dirigindo-me especialmente aos jovens católicos, para os exortar a levarem para o mundo digital o testemunho da sua fé. Caríssimos, senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida. Nos primeiros tempos da Igreja, os Apóstolos e os seus discípulos levaram a Boa Nova de Jesus ao mundo greco-romano: como então a evangelização, para ser frutuosa, requereu uma atenta compreensão da cultura e dos costumes daqueles povos pagãos com o intuito de tocar as suas mentes e corações, assim agora o anúncio de Cristo no mundo das novas tecnologias supõe um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utilização. A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste «continente digital». Sabei assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos vossos coetâneos! Conheceis os seus medos e as suas esperanças, os seus entusiasmos e as suas desilusões: o dom mais precioso que lhes podeis oferecer é partilhar com eles a «boa nova» de um Deus que Se fez homem, sofreu, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. O coração humano anseia por um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e onde a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunhão. A estas expectativas pode dar resposta a fé: sede os seus arautos! Sabei que o Papa vos acompanha com a sua oração e a sua bênção.
    Vaticano, 24 de Janeiro - dia de São Francisco de Sales - de 2009.
     
    BENEDICTUS PP. XVI
     
    "47ª Assembleia Geral dos Bispos"
    Retiro dos bispos: chamados à reconciliação
    Um dos momentos mais fortes do retiro dos bispos, em Itaici, por ocasião da Assembleia da CNBB, é a liturgia penitencial quando, após motivações oferecidas pelo orientador do retiro, os bispos se confessam uns com os outros e recebem a absolvição.
    Em sua exortação aos bispos, dom Ângelo recordou a iniciativa de Deus de ir ao encontro de quem erra para oferecer a reconciliação. “Deus mesmo – o ofendido – toma a iniciativa de reconciliar o mundo consigo por meio de Cristo”, disse. “Deus mesmo – o agente instigador da reconciliação - constitui Paulo e nós ministros da reconciliação”, completou.
    Segundo dom Ângelo, Deus não nos julga segundo a pequenez de nossos atos, mas de acordo com grandeza de nossos desejos, de nossos sonhos e de nossa criatividade. “Nosso bondoso Deus conhece-nos até a profundidade do ser, e nos conhece com o melhor modo de conhecer-nos, que é conhecer com o coração: Não como quem julga, mas como quem ama, e quer nos reconciliar consigo”, acentuou.
    Abaixo, a íntegra da reflexão de Dom Ângelo
    O APÓSTOLO PAULO E A MISSÃO DO BISPO
     25.04.2009
     Liturgia Penitencial
     Bispo – Homem de Desejos
    A propósito de reconciliação, por boca de Paulo, ficamos sabendo duas maravilhas: 1) Deus mesmo – o ofendido – toma a iniciativa de reconciliar o mundo consigo por meio de Cristo: 2) Deus mesmo – o agente instigador da reconciliação - constitui Paulo e nós ministros da reconciliação. De fato, ”tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. Sim, foi o próprio Deus que, em Cristo, reconciliou o mundo consigo, não levando em conta os delitos da humanidade, e foi ele que pôs em nós a palavra da reconciliação. Somos, pois, embaixadores de Cristo; é como se Deus mesmo fizesse seu apelo através de nós. Em nome de Cristo, vos suplico: Reconcilia-vos com Deus” (2Cor 5, 20).
    Certo dia, a uma pessoa, muito dada ao cultivo pessoal, perguntei: Como está? Respondeu-me: Não estou bem. Por quê? Porque ultimamente não criei nada de novo. Tomo a liberdade de propor-lhes que acolhamos a reconciliação que Deus mesmo nos oferece, a partir de um ponto preciso: Os nossos desejos, que impulsionam a criatividade. O que a Bíblia diz de Daniel, que nós também venhamos a ser: Sejamos conhecidos, e o sejamos de fato, “Vir desideriorum - Homens de desejos” (Dn 9, 23).[1] 
    É que Deus, infinitamente grande, não nos julga segundo nossa pequenez, mas de acordo com sua grandeza. Mais ainda: Somos imagens e semelhança de Deus mais por nossos desejos do que por nossos atos. Assim, Deus não nos julga segundo a pequenez de nossos atos, mas de acordo com grandeza de nossos desejos, de nossos sonhos e de nossa criatividade. Nossos atos sempre serão limitados, mas nossos desejos podem ser infinitos. Ele sabe que somos limitados, fracos, inconstantes. Como Paulo, somos constrangidos a dizer: “Não entendo o que faço, pois não faço o que quero, mas o que detesto... Não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero” (Rm 7, 15.19). 
    Nosso bondoso Deus conhece-nos até a profundidade do ser, e nos conhece com o melhor modo de conhecer-nos, que é conhecer com o coração: Não como quem julga, mas como quem ama, e quer nos reconciliar consigo. Ele nos fez uma grande proposta, despertando em nós um grande desejo. Eis sua grande proposta: Que demos nossa única existência unicamente à sua causa. Ao fazer tal proposta, dilatou ao infinito nossos desejos. Assim, com sua graça, acolhemos sua proposta. Deste modo, apesar de tudo, nossa única existência é gasta unicamente por ele e pelas causas do Senhor. Nunca podemos esquecer este fato original e fundante. É neste contexto divino que somos conhecidos e avaliados com o coração por nosso misericordioso Deus.
    Então, de nossa parte, “se ressuscitamos com Cristo, busquemos as coisas do alto, onde Cristo está, à direita de Deus; cuidemos das coisas do alto, não o que é da terra”(Cf. Cl 3, 1-2). A exemplo de Paulo, sejamos assim: “Continuo correndo para alcançá-lo (e ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele), visto que eu mesmo fui alcançado por Cristo Jesus. Eu não julgo já tê-lo alcançado. Uma coisa, porém faço: esquecendo o que fica para trás, lanço-me para o que está à frente. Lanço-me em direção à meta, para conquistar o prêmio que, do alto, Deus me chama a receber, no Cristo Jesus”.  É para ser assim que Paulo nos diz: “Sede meus imitadores, todos vós, todos juntos”, coletivamente (Cf. Fl 3, 12-14.17).
    Mais do que textos, o dinamismo apostólico de Paulo é o testemunho mais convincente de que ele é protótipo de “homem de desejos”. Mal conclui a formação de uma comunidade cristã, daí mesmo planejava novo empreendimento apostólico. Seu último grande desejo era o de anunciar o Evangelho aos povos da Espanha. Para realizar tal projeto, escreveu aos Romanos, preparando sua ida a Roma, para de lá ir à Espanha. Tendo realizado ou não seu projeto (divergem os historiadores), Paulo foi testemunho vivo do que ele escreveu aos Colossenses: “Para isso, eu me afadigo e luto, na medida em que a força de Cristo atua poderosamente em mim” (Cl 1, 29).
    De fato, seguidor do modelo que é Paulo, o bispo deve ser, tal como Daniel, um “homem de desejos” - vir desideriorum”. Pastor do rebanho, que está em determinado território, ou de determinada categoria de pessoas, constituído “modelo de seu rebanho”, o bispo não pode aquietar-se na quotidianidade, acomodar-se na mesmice e reduzir-se à rotina.
    A propósito do desejo, encontramos, na Liturgia das Horas, uma muito apropriada reflexão de Santo Agostinho – outro homem de desejos. Eis, entre outras coisas, o que ele nos diz, comentando o texto paulino aos filipenses acima referido.
    “A vida inteira do bom cristão é desejo santo. Aquilo que desejas, ainda não o vês. Mas, desejando, adquires a capacidade de ser saciado ao chegar a visão.
    “Se queres, por exemplo, encher um recipiente e sabes ser muito o que tens a nele derramar, alargas o bojo da bolsa, do odre, ou de outra coisa qualquer. Sabes a quantidade que ali porás e vês ser apertado o bojo. Se o alargares ele ficará com maior capacidade. Deste modo, Deus, com o adiar, amplia o desejo. Por desejar, alarga-se o espírito. Alargando-se, torna-se capaz.
    “Desejemos, pois, irmãos, porque haveremos de ser saciados. Vede Paulo como alarga o coração, para poder conter o que vem depois: Não que já tenha recebido ou já seja perfeito; irmãos, não julgo ter conseguido o prêmio.
    “Que fazer então nesta vida, se ainda não conseguiste? Uma coisa só, esquecido do que ficou para trás, lanço-me para frente, para a meta, corro para a palma da vocação suprema. Diz lançar-se e correr para a meta. Sentia-se incapaz de captar o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, nem subiu ao coração do homem.
    “É esta seja a nossa vida: exercitarmo-nos pelo desejo. O santo desejo nos exercita.
    “Imagina que Deus te quer encher de mel. Se estás cheio de vinagre, onde pôr o mel? É preciso jogar fora o conteúdo do jarro e limpá-lo, ainda que com esforço, esfregando-o, para servir a outro fim” (Santo Agostinho, Liturgia das Horas, Vol. III, p. 192-193).
     É o que fazemos com a confissão sacramental. Vamos esvaziar o jarro de nossa vida do vinagre de nossas faltas, a fim de que Deus o encha com o mel de sua graça e nós com nossos desejos das coisas do alto.
    Concluo com outro testemunho de Paulo: De novo ele apresenta um ideal, digno de desejo, e apresenta-se a si mesmo como modelo: “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, digno de respeito ou justo, puro, amável ou honroso, com tudo o que é virtude ou louvável. Praticai o que de mim aprendestes e recebestes e ouvistes, ou em mim observastes. E o Deus da paz estará convosco”(Fl 4, 8-9)
    Dom Frei Ângelo Domingos Salvador, OFMCap - Bispo Emérito de Uruguaiana

    Alguns traduções, como a da CNBB, vertem de outro modo, como “homem querido”."


    "Mensagem de Dom F
    rei Caetano Ferrari, OFM"
    Sou filho desta terra. Nasci em Pirajuí, tenho parentes e amigos em Bauru. Comecei minha formação franciscana entrando no Seminário Santo Antônio de Agudos. Naquele tempo nunca podia pensar de em algum dia ser bispo de Bauru. Deus seja louvado por esta graça. Vou com muita alegria e desejo de bem servir ao povo de Deus de Bauru.
    Fraterno abraço.
    + Dom Frei Caetano
     
    "Boas-vindas a Dom Frei Caetano Ferrari, OFM, por Frei Vitório Mazzuco"
    Seja Bem-vindo, Dom Frei Caetano!
    Seja bem-vindo aos ares de Agudos e Bauru, onde há a presença terna e fraterna de seus confrades! Nossas quatro paróquias e o grande Seminário o acolhem; a OFS o acolhe, as Concepcionistas o acolhem, as Irmãs Franciscanas, o Clubinho São Francisco, enfim a Família Franciscana de sua nova Diocese o acolhe com imensa alegria. Seja bem-vindo à proximidade da terra de sua infância que ensinou-lhe este jeito de ser simples e nosso.
    Seja bem-vindo à proximidade do Seminário Santo Antonio, primórdio de sua caminhada e formação. Todos os espaços desta imensa casa estão à sua disposição. A nossa Província está feliz pela Diocese de Bauru ter como Bispo um nosso Confrade! Isto renova o nosso ânimo e a nossa presença evangelizadora. Santo Antonio, o patrono do Seminário, chamado de “meu Bispo” por Francisco, o saúda dizendo: “Seja bem-vindo, Dom Frei Caetano Ferrari OFM, meu Bispo!”. Conte com as orações e braços abertos dos seminaristas, dos confrades que lá ensinam, trabalham, dos confrades idosos que lá rezam. Conte com o sorriso e a tenacidade dos santos Frei Onésino, Gabriel e Gregório que no céu fazem o primeiro Recreio com pizza e sorvete sabor de alegria. Conte com a sintonia da pequena mas valorosa Paróquia de Santo Antonio de Agudos; receba o carinho da sempre animada Paróquia de São Paulo Apóstolo, em seu tempo jubilar.
    A Paróquia Santo Antonio da Bela Vista vibra com o frade bispo! A Paróquia Santa Clara da Vila Industrial se une à esta festa! Sinta a nossa vizinhança e presença da minoridade, da cortesia, da fraternidade, da fidelidade eclesial, da missionareidade, da benignidade, e da religiosidade tipicamente franciscana com seu jeito e valores. A Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, de onde o sr. saiu, está plena de alegria e realização pela graça de o sr. ter voltado ao seu território, onde o sr. como ex-Provincial deixou marcas profundas; e agora como nosso Bispo, nos conduzirá pelos caminhos da vontade do Senhor e de sua Igreja. Em nome de todos os nossos confrades, boas vindas! Com grande e caloroso abraço,
    Frei Vitório Mazzuco OFM – Vice-Provincial

    "Papa Bento XVI nomeia Bispo para a Diocese de Bauru"
    O papa Bento XVI transferiu da Diocese de Franca para Bauru o Bispo Dom Frei Caetano Ferrari, OFM, de 66 anos. A nomeação foi divulgada pelo Vaticano neste dia 15 de abril.
    O Administrador Diocesano, Pe. Luiz Eduardo Monteiro Fontana, juntamente com os membros do Colégio de Consultores, informa que o Santo Padre Bento XVI nomeou Bispo desta Diocese de Bauru o Excelentíssimo Reverendíssimo Dom Caetano Ferrari, OFM, transferindo-o da Diocese de Franca-SP. 
    Nossa Diocese se congratula com esta nomeação e o recebe rejubilante.
    A posse do 5º de Bauru está prevista para o dia 31 de maio, quando a Diocese celebra a festa de seu padroeiro, o Divino Espírito Santo.
    Informações:
    Em Bauru, no Centro Diocesano de Pastoral Cura D’Ars, pelo telefone: (14) 3234-6908;
    Em Franca, na Cúria Diocesana: (16) 3721-2294
    Biografia
    Dom Frei Caetano Ferrari, OFM, nasceu na cidade de Pirajuí, Estado de São Paulo, aos 30 de julho de 1942. Ordenado presbítero aos 27 de dezembro de 1970, foi Vigário Paroquial da Paróquia Santo Antônio, em Duque de Caxias, RJ - 1971-1972. Elevado ao Episcopado no dia 7 de julho de 2002, assumiu o governo da Diocese como Bispo Diocesano no dia 29 de novembro de 2006, tomando posse dia 7 de dezembro de 2006 em Eucaristia Solene na Sé Catedral Imaculada Conceição, em Franca.
    O lema de seu brasão de armas é "Evangelizar toda Criatura!".
    Estudos superiores:
    Filosofia: Instituto Franciscano de Filosofia, em Curitiba, PR, 1966-1967
    Teologia: Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis, 1968-1971.
    Licenciatura em Filosofia pela Universidade de Passo Fundo, Rs obtida em 23.01.75.
    Diploma de Bacharel em Ciência Econômicas pela Universidade Católica de Petrópolis, formado no ano de 1978.
    Diploma de Bacharel em Direito pela Universidade São Francisco de Bragança Paulista, SP, formado em 1981.
    Atividades:
    Vigário Paroquial da Paróquia Santo Antônio, em Duque de Caxias, RJ; 1971-1972.
    Professor de Ensino Religioso, Filosofia, Economia no Colégio Franciscano Diocesano de Lages, SC; 1973-1976.
    Professor e vice-reitor na Universidade São Francisco de Bragança Paulista, SP, - 1976-1986.
    Vice Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, residindo em São Paulo, SP; 1986; 1994.
    Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, sede em São Paulo, SP, eleito em 1994 com mandato a encerrar-se em 2003.
    Outros cargos e serviços atuais:
    Conselheiro Espiritual do Setor de Bragança Paulista, SP do Movimento das Equipes de Nossa Senhora; há 20 anos.
    Presidente da CFMB: Conferência dos Frades Menores do Brasil que reúne os Frades da OFM no Brasil.
    Vice-Presidente da FFB: Família Franciscana do Brasil que reúne Frades e Freiras da 1º e 2º Ordem, da TOR e irmãos e irmãs da OFS, no Brasil.
    Presidente da CRB, Regional de São Paulo.
    Membro do Conselho Superior da CRB Nacional.
    No dia 24 de abril de 2002, Frei Caetano Ferrari OFM foi nomeado Bispo Coadjutor da Diocese de Franca, conforme o ofício da Nunciatura Apostólica no Brasil e no dia 29 de novembro de 2006 foi nomeado Bispo Diocesano, assumindo o governo da Diocese. Tomou posse  no dia 7 de dezembro de 2006, como segundo Bispo Diocesano de Franca.
    No dia 15 de abril de 2009 foi nomeado 5º Bispo Diocesano de Bauru.
    Fonte: Assessoria de Comunicação da Diocese de Bauru

    Lançamento Projeto "MÚSICA NA SANTA TERESINHA"
     
    Por ocasião da vinda do Coral da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, em julho de 2008, em nossa Igreja, nosso pároco, Pe. Romildo, bem como o Pe. Cristiano, que na época estava conosco, inspirados na beleza de sua apresentação, tiveram a idéia de lançar um projeto de música.
    Este projeto consiste na apresentação da Arte-Coral, utilizando o espaço da Igreja Santa Teresinha, já que é tombada como patrimônio histórico de nossa Comunidade; logicamente, com o devido respeito que merece a casa do Senhor.
    O projeto chama-se “Música na Santa Teresinha” e tem como objetivo oferecer à Comunidade, cultura e arte. E contamos com a experiente Regente Sônia Berriel para nos orientar. As canções não serão apenas de caráter religioso, mas erudita, folclórica, popular nacional e internacional.
    Quando da última Festa de Santa Teresinha, se apresentaram lindamente, após a Missa, no dia que iniciamos o Tríduo,  os Corais Arte Viva, e EduCanção, sob as regências de Sônia Berriel e Regina Damiati, respectivamente. O próximo evento será no domingo dia 26 de abril, após a missa das 9h e celebrará o “Tempo de Páscoa”, com os Corais:
    Coral Tom Maior - Regente: Claudia Carvalho Chimbo;
     Madrigal Anima - Coral USC - Regente: Alexandre Rodrigo Schwingel
    Desejamos que este projeto torne conhecida a nossa Igreja, nossa Padroeira e, porque não dizer, nossa fé e tocar os corações.
    “A Música desperta no homem esta inquietude pelo Infinito, este desejo da Beleza, do Amor, esta ânsia pela Plenitude, e torna-se assim um sinal de Deus e o caminho mais curto para o encontro com Ele” (“Grande Sinal – Ed. Vozes – A música como caminho da espiritualidade”).
     
    Diocese de Bauru em luto: Falecimento de Monsenhor Ivo Martinelli
    É com grande pesar que a Diocese de Bauru informa o falecimento do monsenhor Ivo Martinelli, ocorrido na noite do dia 3 de abril, no Hospital da Unimed, onde estava internado desde fevereiro.
    O velório está acontecendo na capela da Vila Vicentina. Haverá uma missa de corpo presente às 15h. O enterro será às 16h45 no Cemitério Jardim do Ipê.
    A Diocese de Bauru agradece pelas orações e pela solidariedade neste momento.
    Vila Vicentina: (14) 3103-0055
    Exemplo de fé e vida
    O monsenhor Ivo Martinelli, que completou 80 anos no dia 12 de novembro de 2008, foi um dos padres que ajudou a formar a Diocese de Bauru, pois nela atuava desde antes de sua criação, em 1964.
    Sacerdote há 46 anos, o monsenhor Ivo sempre se tornou exemplo de amor a Deus e serviço à Igreja e à comunidade. Ele foi o primeiro coordenador de pastoral da Diocese. Também o primeiro reitor do Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, localizado em Marília, responsável pela formação de padres da sub-região pastoral de Botucatu, que possui 8 dioceses, incluindo Bauru. O monsenhor foi um grande motivador das vocações sacerdotais, atuando muitos anos como reitor do Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja, em Bauru. Trabalhou bastante no Conselho de Presbíteros e diferentes organismos da Igreja. Sua trajetória ainda é marcada pela forte presença na animação de movimentos como o Cursilho da Cristandade e os Focolares. Na cidade, também foi pároco de diversas paróquias, entre elas, a de São Benedito.
    Nessa época, monsenhor Ivo já sofria de uma degeneração muscular nas pernas, que o deixou na cadeira de rodas. Ainda assim, permaneceu firme em sua missão de pastor. Mais tarde, o sacerdote foi acometido por um acidente vascular cerebral, que limitou seus movimentos e a fala, mas o monsenhor continuou lúcido e, sempre que possível, participava das celebrações diocesanas, em especial, as ordenações sacerdotais.
    Há alguns anos ele vivia na Vila Vicentina, em Bauru. (Fonte: PasCom Bauru)
     
    Chá Empresarial Beneficente
    Promovida pela Comunidade de Paróquia Santa Teresinha, no dia 15 de março, nas dependências do salão de festas do BTC - Centro - o Chá Empresarial Beneficente foi um grande sucesso, com participação de mais de cem empresas que patrocinaram este evento e colaboraram para o êxito desta festa. Centenas de pessoas estiveram participando do evento e, com certeza, tiveram bons momentos de entretenimento e alegria, com excelentes prêmios que foram distribuídos.  Com bênção e oração inicial, dirigidos pelo Pe. Romildo, foi iniciado, às 15 horas, e animado pelo Luiz Henrique da Paróquia de São Cristovão, nos sorteios. Um sorteio especial foi realizado entre as empresas que participaram do evento e a empresa H. Razera Móveis foi a premiada.
     Agradecemos a todas as empresas que apoiaram este evento, ao Jornal da Cidade, que muito tem nos ajudado nas divulgações, aos funcionários do B.T.C., ao Luiz Henrique que animou e a todos os membros das Pastorais da Santa Teresinha, que trabalharam de maneira árdua e dedicada. Sem a colaboração e participação de toda esta equipe, seria impossível a realização deste Chá, que transcorreu perfeitamente, conforme fora programado. Sem como retribuir a todo este trabalho, o que podemos oferecer além do nosso muito obrigado é, também, a nossa oração, pedindo que Deus lhes pague e abençoe a todas as empresas e aos agentes que trabalharam neste evento.

    Pastoral da Formação realizou encontro em preparação para a Campanha da Fraternidade 2009
    Aconteceu no dia 19/02 às 20h no salão da Paróquia, um encontro de formação em preparação para a Campanha da Fraternidade 2009 que tem como tema: "FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA" e lema: "A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA".
    Este encontro teve como objetivo auxiliar na formação e esclarecer os agentes paroquiais. A Campanha da Fraternidade desse ano, pretende suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na Comunidade e na Sociedade, a fim deque todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos.

    "Mensagem do Pe. Cristiano no dia do seu 1° aniversário Sacerdotal "
    Hoje completo um ano de sacerdócio e sinto-me especialmente grato a Deus por tudo o que Ele me presenteou em 2008. De maneira especial, agradeço pelo tempo em que passei na Paróquia Santa Teresinha. Foi um período muito fecundo de aprendizado para minha vida e meu sacerdócio. Aprendi muito com cada um de vocês que se dedica à construção do Reino de Deus nos trabalhos pastorais da Paróquia. Aprendi convivendo com o irmão e amigo, Pe Romildo, durante o tempo em que fiquei hospedado na casa paroquial.

    Peço ao Senhor Jesus que este Natal seja fecundo em solidariedade e paz para vocês! Que Deus vos dê toda a coragem para continuarem vosso trabalho em prol da Igreja e dos irmãos, especialmente aqueles mais necessitados. 

    Que o Senhor Menino vos dê a ousadia da fidelidade ao Evangelho até o fim!

    Obrigado por tudo o que cada um de vocês me ensinou. Obrigado por partilharem comigo a vida e a fé. Dei o que pude, mas com certeza recebi muito mais do que merecia!

    Obrigado do fundo do coração! Aí cheguei como servo e padre. Daí eu saí como amigo e irmão! Muito obrigado! Deus vos abençoe!

    Abraço apertado no coração de todos!

    Feliz e Santo Natal! Que a solidariedade e a partilha sejam a estrela mais brilhante! E que o mundo veja esta Luz!    Pe. Cristiano Borro    -   Boston, 22 de dezembro de 2008

    "Dia 12 de Dezembro, Ordenação Sacerdotal "
    No dia 12/12/08, dia de Nossa Senhora de Guadalupe, às 20 horas, na Paróquia de São Benedito, os Diáconos Gustavo Mota e Wellington Supriano, receberam o Sacramento da Ordem no Grau do Presbiterato pela imposição das mãos de Dom Luiz Antônio Guedes, agora Bispo da Diocese de Campo Limpo, numa belíssima celebração.

    "Dia 20 de Dezembro, Ordenação Sacerdotal "
    No dia 20/12/08, às 20 horas, na Igreja Matriz de Santo Antônio, o Diácono Rodrigo Pereira Sena estará recebendo o Sacramento da Ordem no Grau do Presbiterato pela imposição das mãos de Dom Luiz Antônio Guedes, agora Bispo da Diocese de Campo Limpo.

    "Dia 21 de Dezembro, Ordenação Diaconal"
    No dia 21/12/08,  às 10 horas, na Catedral do Divino Espírito Santo, Adinam Ronieri da Silva e Everaldo Junior Rambaldi serão ordenados Diáconos pela imposição das mãos de Dom Luiz Antônio Guedes, agora Bispo da Diocese de Campo Limpo.

    "Dia 26 de Dezembro, Ordenação Sacerdotal "
    No dia 26/12/08, às 19h30, na Paróquia de São João Batista de Iacanga, o Diácono Gustavo Crepaldi estará recebendo o Sacramento da Ordem no Grau do Presbiterato pela imposição das mãos de Dom Luiz Antônio Guedes, agora Bispo da Diocese de Campo Limpo. O Diácono Gustavo realizou trabalho pastoral na Paróquia de Santa Teresinha, de 2002 a 2003. A Comunidade já está se movimentando para participar desta Celebração em Iacanga. Ele presidirá a primeira Missa na Matriz de Santa Maria em Piratininga no dia 27/12 às 19 horas e na Matriz de São João Batista em Iacanga, no dia 28/12 às 19h30.

    "Dia 26 de Novembro, formação sobre Missões às 20h "
    Será realizada no dia 26/11/08, às 20 horas, pela Pastoral da 
    Formação, a Palestra sobre as Missões, que abordará os seguintes 
    tópicos:

    l. Aspectos históricos das missões, da Idade média até a presente data;

    2. Missionários, enfoque especial no maior de todos os missionários: "Jesus Cristo";

    3. O trabalho da Igreja frente às missões.

    "Dia 12 de Novembro, reunião CPP às 20h "
    Todos os coordenadores e mais três integrantes de Pastoral da Paróquia Santa Teresinha estão sendo convocados para uma reunião no dia 12 de novembro às 20h. Pe. Romildo e Claudeir, pedem a intercessão de Santa Teresinha junto a Deus, para o fortalecimento na caminhada. Contam com a presença, participação e colaboração de todos.

      "Dom Luiz Antônio Guedes Toma Posse Em Campo Limpo"

    Na tarde deste dia 27 de setembro na catedral da Sagrada Família em Campo Limpo, tomou posse o segundo Bispo Diocesano Dom Luiz Antonio Guedes, substituindo Dom Emilio Pignoli que apresentou a carta de renúncia pois atingiu a idade de 75 anos.   
    A cerimônia contou com a presença de cerca de 5000 mil fiéis que lotaram o interior da Catedral e muitas pessoas ficaram do lado de fora acompanhando por telões que foram montados para acomodar os fiéis que não conseguiram entrar na Catedral.   
    O Bispo emérito de Campo Limpo Dom Emilio recepcionou o Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Pedro Scherer.
    Dom Luiz Antônio Guedes foi recepcionado pelo Cardeal de São Paulo, o Bispo Emérito de Campo limpo, o e o colégio de consultores diocesano.
    Monsenhor Aguinaldo Carvalho apresentou a Cruz para que o novo Bispo beijasse e logo após Dom Luis aspergiu o povo com água Benta.
    O inicio da cerimônia no interior da catedral foi feito pelo Monsenhor João Batista de Carvalho que leu a carta do Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, indicando Dom Luiz Antônio Bispo de Campo Limpo.
    Após a leitura da carta o Monsenhor Agnaldo deu as boas vindas ao novo Bispo. Ressaltou ele a alegria de receber Dom Luiz como novo Bispo Diocesano e disse ainda que ele esta pegando uma Diocese muito bem organizada, bem desenvolvida em numero de fiéis bem como de Paróquias e vocações religiosas, tudo isso graças a Dom Emilio Pignoli, que foi o primeiro Bispo desta Diocese.
       O ponto alto da cerimônia foi a passagem do Báculo por Dom Emilio a Dom Luiz Antonio tomando posse assim oficialmente como segundo Bispo Diocesano de Campo Limpo.
    Em entrevista exclusiva Dom Luiz ressaltou que vem de uma Diocese no interior de São Paulo e que Campo limpo esta na Região Metropolitana da Grande SP, que existem muitos desafios, que está muito confiante em Deus para ajudar nesse chamado.
    Disse ainda que foi uma noticia muito inesperada que nunca imaginou que um dia seria chamado para ser Bispo de uma grande diocese como Campo Limpo. “Eu respondi o Núncio apostólico com grande temor e sempre amparado no Senhor em quem coloquei minha confiança, segundo meu lema episcopal: “Sei em quem confiei” Afirmou Dom Luiz.
    Alem das autoridades civis, todos os Padres, Diáconos e Seminaristas estiveram presentes na Cerimônia.

    Diocese de Campo Limpo

    10.10.2008 "Festa do Sonho"

    Atendendo a inúmeros pedidos, a equipe de Cozinha estará fazendo Sonhos nos sabores de creme ou goiaba, no dia 18/10/2008 à partir das 10h até 18h no salão "A" da Paróquia, com entrada pela Rua 15 de Novembro. Quem quiser adquirir, procurar os Vales com antecedência junto aos agentes de Pastoral ou na Secretaria da Paróquia. O valor de cada Sonho é R$1,00.

    10.10.2008 "Missa de Encerramento Festa da Padroeira"



    Confira as fotos da Celebração do encerramento da Festa da Padroeira das 19h30 presidida pelo Mons. Almir Cogiola e concelebrada pelo Pe. Romildo Alceu.

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