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Padres
OS MISSIONÁRIOS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Esta comunidade religiosa e apostólica nasceu em Issoudun (França), no ano de 1854. Seu fundador dói o Pe. Júlio Chevalier. Expulsos da França por perseguição religiosa de 1880, os Missionários do Sagrado Coração se radicaram na Espanha, Bélgica e Holanda. Nesse último país, a Congregação teve um grande florescimento.

Provenientes da Holanda chegaram ao Brasil no dia 24 de maio de 1911 os dois primeiros MSC: Pe. Adriano van Iersel e Pe. Ludovico Kauling. O Brasil foi um dos primeiros países latino americanos que receberam os Missionários do Sagrado Coração. Após um ano de trabalho na Diocese de |Pouso Alegre (MG), foram os pioneiros na região da Noroeste do Estado de São Paulo.

Desde 1912, segundo narra a história dos MSC, a insistente pedido de Dom Lúcio Antunes de Souza, primeiro Bispo de Botucatu, dois missionários para lá se dirigiram, a fim de auxilia-lo na organização do seminário. Em seguida, Dom Lúcio deu-lhes a escolher entre duas paróquias: a do Senhor Bom Jesus de Iguape e a do Divino Espírito Santo de Bauru, pertencentes à Diocese de Botucatu, criada em 1908. Escolheram então a pequena Bauru, onde, a partir de 1913, iniciaram um vasto campo de trabalho pastoral, semeando por toda a parte, "sob o peso do dia e do calor", a palavra de Deus, administrando os sacramentos aos fiéis, catequizando nas escolas e igrejas e construindo muitas capelas, majestosos templos, para que pudessem formar igrejas com o povo de Deus. O primeiro que assumiu este trabalho foi o Pe, Adriano Iersel (1879-1967), seguido por muitos outros padres holandeses. Para se ter uma idéia de suas atividades, a partir de Bauru, foram-lhe confiadas gradativamente as cidades de Avaí, Presidente Alves, Pirajuí, Guarantã, Cafelândia e Birigui. Em Bauru, quando ainda a cidade era refúgio de criminosos fugitivos, um dos missionários, o Pe. Arnaldo Geerts teve de enfrentar situações difíceis e ameaçadoras. Dos novos padres que chegavam da Holanda, quase a maioria passava por Bauru alguns anos, formando assim uma comunidade maior de ação missionária.

A visão desses MSC era ampla. Basta lembrar os empreendimentos do Padre João van der Hulst, cujo nome está em uma das ruas de Bauru. Em 1931 ele deu início à construção da enorme Igreja de Santa Teresinha, num local ainda deserto e quase sem povoação.

...Com a visão de que a cidade, por sua posição geográfica, haveria de crescer, os missionários se anteciparam construindo novas capelas: a de São Benedito, na Vila Falcão, onde hoje está a nova igreja de Santo Antônio, na Bela Vista, substituída hoje por uma imponente igreja, sob os cuidados dos frades franciscanos; a de Nossa Senhora Aparecida; a Capela de São Sebastião, na Vila Cárdia; a Igreja de São Judas Tadeu e São Dimas, no Jardim Estoril; a Capela de São Cristóvão, no Jardim América e o Santuário de Fátima, doado e construído pela família do Comendador José da Silva Martha.

Como era costume e faziam parte dos carismas dos MSC a educação e a formação de jovens, a congregação se preocupava em construir, ao lado de suas igrejas, escolas católicas. Na paróquia do Divino Espírito Santo, os MSC colaboraram com a construção do Colégio São José, entregue às Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração. Na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, surgiu a Escola Padre João, ampliada mais tarde em colégio "La Salle" e que ficou alguns anos sob os cuidados dos Irmãos Lassalistas. Estes, por falta de pessoal na comunidade religiosa, devolveram-no à congregação. Na Vila Cardia, foi construída a Escola Santa Maria, hoje Escola de 1º Grau Santa Maria, com novo prédio feito pela Prefeitura, em outro local da Vila Cardia e passou a ser escola municipal.

É de se registrar que os MSC compraram uma gleba de aproximadamente oito quadras, ao lado do cemitério da Saudade, onde atualmente é Alto Higienópolis e a entregaram aos Irmãos Maristas, para a construção de um colégio. Infelizmente a referida congregação desistiu do projeto e vendeu o terreno.

Em 1931, o Pe. Jerônimo Vermin fundou um órgão de imprensa, para registrar os acontecimentos da igreja local e divulgar o reinado de Cristo. Nasceu o jornal semanário "A Fé"... Com a transferência do Pe. Jerônimo... o jornal chegou a ficar inativo... quando foi retomado pelo Pe. Pedro Paulo Koop.

Com o crescimento rápido da cidade, os MSC foram cedendo lugar aos padres diocesanos e a outras ordens e congregações religiosas. Desta forma, quando foram criadas novas paróquias, os missionários cederam a Paróquia Central do Divino Espírito Santo aos padres diocesanos e assim, sucessivamente, as paróquias de São Benedito, Santo Antônio, São Sebastião, São Judas Tadeu e por último Santa Teresinha, ficando apenas com a paróquia de Nossa Senhora Aparecida.

No início da década de 1960, o Pe. Pedro Paulo Koop, então decano de Bauru, a pedido de Dom Henrique Golland Trindade, OFM, Bispo de Botucatu, tomou a iniciativa de formar um patrimônio para a criação da diocese de Bauru. Neste trabalho se colocou de corpo e alma, movimentando todos os organismos da cidade, para satisfazer os trâmites necessários da nova diocese. Obteve da Câmara Municipal a doação de vinte alqueires de terra, situados na Vargem Limpa, com a cláusula de dar início dentro de dez anos à construção do seminário diocesano.

Em 1964 explodiu a notícia da criação da Diocese de Bauru, sendo nomeado o primeiro Bispo, Dom Vicente Marchetti Zioni. Com a tomada de posse de Dom Zioni, todo um novo estilo de vida foi imprimindo à diocese, especialmente tendo em vista a renovação do Vaticano II. Logo de início, sua preocupação foi o seminário, só que em vista da distância do terreno doado na Vargem Limpa, decidiu construir o seminário ao lado da Igreja de São Judas Tadeu, por ser mais próximo. No terreno da Vargem Limpa, no entanto, limpou-se uma quadra, onde foi lançada a primeira pedra. E ficou nisso. Anos mais tarde, já com o segundo Bispo, Dom Cândido Padim, OSB, o prazo para definitivamente ficar com o terreno se expirava e não tendo condições de construir, Dom Cândido conseguiu fazer a troca dos vinte alqueires por cinco alqueires ao lado do Clube da Polícia Militar, atrás do Núcleo Geisel, onde Dom Cândido construiu a Casa de Lazer da Diocese.
Pouco tempo depois de criada a Diocese de Bauru, no mesmo ano de 1964, o seu idealizador, Pe. Pedro Paulo foi nomeado Bispo da Diocese de Lins. Assim, os MSC cumpriram mais uma missão para o desenvolvimento da igreja na região.

"Os missionários também valorizaram a vida associativa católica, fundando: a Pia União das Filhas de Maria (20.11.1917); a Congregação Mariana (maio de 1931); a Conferência Vicentina da cidade (23.07.1933); a Conferência Vicentina da Vila Falcão (22.11.1933); a Conferência Vicentina de Santa Teresinha (novembro de 1939); a Vila Vicentina (novembro de 1939); o Orfanato São Vicente (agosto de 1940), antiga Anita Costa, na cidade de Bauru".

Atualmente, os MSC estão partindo para a ajuda às Dioceses do Nordeste, obedecendo a um dos itens da constituição da congregação, nº 23: "somos enviados ao mundo para fundar novas igrejas e nos colocar a seu serviço; para ajudar as igrejas em necessidade e trazer, para a comunidade dos que crêem, aqueles que estão longe do Senhor".

Em Bauru e região, a congregação ficou somente com a paróquia de Nossa Senhora Aparecida, na Praça Washington Luiz.

A Igreja de Santa Teresinha do Menino Jesus esteve mais de 53 anos sob os cuidados pastorais dos Missionários do Sagrado Coração, desde que foi inaugurado o templo - 15/11/1934, sem contar a fase inicial da construção, a partir de 17/10/1931. E continuou sob a mesma responsabilidade apostólica, como Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus, de 28/12/1952 a 14/06/1988, quando foi entregue ao Bispado de Bauru.

Durante esse tempo, foram nomeados os seguintes vigários:
- Pedro Paulo Koop (28/12/1952 a 01/08/1964);
- Pe. Frederico van Leewe (1964 - 1965);
- Pe. Luiz Baptistella (02/1965 - 1980);
- Pe. Lamberto Prins (04/1980 - 1981);
- Pe. Luiz Gardinal (02/1981 - 1982);
- Pe. Germano Mütschele (14/11/1982 - 14/06/1988).

Muitos outros padres, da mesma Congregação, nela deixaram marcas indeléveis, como: Pe. Huberto van't Westeinde, Pe. Geraldo Pelzers, Pe. Graciano van't Westeinde, Pe. Cornélio van de Made, Pe. Everardo van Oostrom, Pe. João Batista Rijnja, Pe. Leopoldo van Liempt, Pe. Antonio Vermin, Pe. José dos Passos e Silva, Pe. Pedro Strabelli, Pe. João Verdonschot (Sjeng) e Pe. Joan C. van Lith.

Texto de Maria do Carmo Siqueira Batalha

BISPADO DE BAURU

Quem assume a Paróquia de Santa Teresinha como pároco, em 19 de junho de 1988 é o Padre Antônio Pires Nunes da Rocha, nascido em Portugal, ordenado sacerdote na cidade do Porto e trazido para o Brasil por Dom Aloysio José Leal Penna, SJ. Padre Rocha, como é mais conhecido, permaneceu em Santa Teresinha até fevereiro de 2000, quando foi transferido para a matriz do Divino Espírito Santo.

Em seu lugar assume o Padre Rosinaldo Faria de Sousa, nomeado por Dom Aloysio José Leal Penna, SJ. Padre Rosinaldo permanece em Santa Teresinha até fevereiro de 2001, sendo transferido para a Paróquia São João Batista, na vizinha cidade de Iacanga.

Em 10 de fevereiro de 2001 assume, como Administrador Paroquial, o Pe. Pedro Jorge Sartório, também nomeado por Mons. Enedir Gonçalves Moreira. Padre Pedro Jorge permanece em Santa Teresinha somente até maio de 2001, retornando para o Estado do Espírito Santo, para ajudar a cuidar de sua mãe enferma.

Em 25 de maio de 2001 assume, também como Administrador Paroquial, o Padre Luiz Eduardo Monteiro Fontana, que já é Pároco da Paróquia Santa Catarina de Alexandria, na cidade vizinha de Arealva. Padre Fontana permanece até julho de 2001, exercendo a função de Pároco somente em Arealva.

Em 02 de agosto de 2001, ainda Mons. Enedir exercendo a Administração Diocesana nomeia Padre Carlos Henrique Andrade Siqueira como Administrador Paroquial, que acumula a função de Pároco da Paróquia de São Judas Tadeu e São Dimas. Em 12 de dezembro de 2001 o Padre Roberto Francisco Daniel, Pe. Beto é nomeado Vigário Paroquial da Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus, recém chegado da Alemanha, onde estivera por quase 10 anos. Padre Beto permanece em Santa Teresinha até dezembro de 2002, quando é transferido para a Paróquia Universitária do Sagrado Coração de Jesus. Padre Carlos Henrique é nomeado Pároco de Santa Teresinha em 09 de março de 2003, pelo Bispo Diocesano Dom Luiz Antônio Guedes, que em 23 de dezembro de 2001 teve sua nomeação sacramentada pela Santa Sé. Nesta ocasião, Padre Carlos Henrique deixa de ser pároco da Paróquia de São Judas Tadeu e São Dimas e exerce a função de Pároco somente na Paróquia de Santa Teresinha, permanecendo até 16 de dezembro de 2004, sendo transferido para a Paróquia de Santa Edviges e Paróquia do Beato Anchieta.

Em 18 de dezembro de 2004, Dom Luiz Antônio nomeia o Padre Romildo Alceu da Silva como Pároco de Santa Teresinha, exercendo esta função apostólica com a "missão de evangelizar e formar uma paróquia viva, conforme as orientações pastorais", termos constantes de sua Provisão.

Texto de Ligia Zammataro Fernandez

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